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No Maple Com o Gajo (Marques Mentes)

por Gajo, em 21.02.17

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Hoje inauguro uma rubrica nova que consiste em fazer as entrevistas que todos gostaríamos de ver feitas, mas que nunca acontecerão. O meu primeiro convidado é o Doutor Marques Mendes.

 

Gajo

Olá doutor Marque Mendes. Fique descansado que não vou fazer nenhuma piada com a sua altura. Compra os sapatos na Chicco?

Doutor Marques Mentes

Na Natura, e faço as palmilhas com notas de 500 euros. É material antialérgico e evito andar de carteira.

Gajo

Boa deixa: essas notas serão da venda ilegal de ações que fez com Joaquim Coimbra, em 2010 e 2011, que terão lesado o Estado em 773 mil euros. Notícia DN

Doutor Marques Mentes

Já respondi a isso  e na altura disse que "que não me lembrava" dessa venda de ações; o mais natural é que me tenha esquecido de pagar ao fisco. Depois sou péssimo com números, mas muito bom a fazer contas em papel manteiga.

Gajo

Isso de ser esquecido é algo que o persegue: foi condenado por conduzir em excesso de velocidade, e recorreu dizendo que não se lembrava de ir a conduzir naquele dia, mas sem conseguir precisar se afinal era o senhor, a sua mulher ou o seu filho, que também utilizam aquele carro" - Notícia DN

Doutor Marques Mentes

É verdade. Era eu que ia a conduzir mas não me recordo. Além disso o polícia não me pode ter visto.

Gajo

Os vidros são fumados?

Doutor Marques Mentes

Fico nivelado com a manete das mudanças.

Gajo

Passando à frente: Nem se recorda de ser sócio de uma empresa envolvida no caso dos "Vistos Gold"? - Notícia DN

Doutor Marques Mentes

Como vê, sou esquecido. Se fosse uma vez ainda se podia dizer que estava a mentir…duas…

Gajo

Doutor Marques Mentes?

Doutor Marques Mentes

Sim?

Gajo

Tive receio que se tivesse esquecido do seu nome…Sendo assim não vale a pena perguntar-lhe sobre ser outorgante da escriturada da ONG relacionada com Tecnoforma? - Notícia Jornal de Negócios

Doutor Marques Mentes

Para desempregado até me parece inteligente.

Gajo

Vou tentar a última vez: sobre ter sido apanhado pedir favores, para orientar Vistos Gold a duas brasileiras…. - Notícia Público

Doutor Marques Mentes

Isso também foi comigo?

Gajo

Sim, até há escutas disso.

Marques Mentes

Há? Bom, não imagina o rabo de uma delas. E já sabe, para vir uma, tinha de vir a amiga. Veja, arrisquei a ser preso  para que aquele rabo não dormisse ao relento.

Gajo

Doutor Marques Mendes, a mentira tem a perna curta...

Doutor Marques Mentes

Disse que não fazia piadas com a minha altura!

Gajo

Não, mas assim qualquer dia tem as canelas do tamanho de um cálice de medronho.

Doutor Marques Mentes

Parafraseando um grande amigo meu: "têm de nascer duas vezes para serem mais honestos que eu".

Gajo

Desisto! O Aníbal é golpe baixo. Em suma, em Portugal é comum ver pessoas envolvidas em coisas pouco claras, com graves problemas de memória…

Marques Mentes

Sabe, vamos todos ao mesmo restaurante. Quando chegamos lá, lembramo-nos de tudo, quando saímos, combinamos e as coisas varrem-se-nos da memória. Talvez seja da água. Isto das águas...

Gajo

A talhe de foice, porque é que na SIC nunca lhe fazem estas perguntas, ou se descortina a razão de já não ter sido corrido de comentador, por ser uma pessoa tão esquecida?

Doutor Marques Mentes

Peço desculpa, tenho uma nota de 500 fora do sapato. Não me fazem estas perguntas porque eu trabalho para outros esquecidos, para me poder esquecer com eles das coisas que não nos interessam lembrar, e lembrar as que não interessam à geringonça. Eu sou um carteiro que entrega encomendas aos Domingos…

Gajo

Sem comentários. Para terminar: o que é um "facilitador"?

Doutor Marques Mentes

Cheira-me que o Gajo com entrevistas destas vai ter dificuldade em arranjar emprego...

Gajo

Pronto, resta-me agradecer a entrevista.

Doutor Marques Mentes

Foi um prazer dar uma entrevista a um desempregado. É a primeira vez, e até lhe peço no fim da entrevista um autógrafo, pois é o primeiro que conheço pessoalmente. Já agora, isso não é contagioso pois não?


Foi a entrevista possível.

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publicado às 03:16

marquesm.jpg

 

A) Estava a ouvir Marques Mendes no seu comentário semanal na SIC, e fiquei sem dúvidas das razões de se ter tornado o Rodapé mais famoso de Portugal a falar de política. Como todos sabem, ao Novo Banco foi-lhe perdoado 80 milhões de impostos, e segundo se soube na semana passada, teve mais 200 milhões de prejuízo. Ora, 80 + mais 200 milhões de prejuízo dá... "120 milhões de lucro para o estado", segundo as contas estranhas do Rodapé - e o Marques Mendes recebe dinheiro para nos insultar. Espantoso! Se calhar Marques Mendes dormiu com os pés fora do berço. Este QI, só é comparável a um robot de cozinha, dos antigos, porque os novos já não se esquecem que abriram empresas, fundações com o Primeiro-Ministro, ou de pagar 800 mil euros ao estado num negócio de vendas de ações . Não é só o tamanho do Marques Mendes que é pequeno, a memória ainda é mais, mas em compensação tem a desonestidade de um latagão de 1,30 - perto dele é um gigante. O mais fofinho ainda é a forma como Marques Mendes começa o seu exercício de criatividade intelectual, a que chama "comentário político": "vou começar o meu comentário com a objectividade que me é reconhecida". Pelo que vimos, a honestidade e a objectividade do Rodapé, é pouco mais que um carro com a direcção desalinhada, que se tirarmos as mão do volante faz inversão de marcha sozinho, ou vai para as coordenadas que "Coligação" meteu no GPS.

 

B) Tanta gente que fala mal da nacionalização da banca, mas a banca só é privada enquanto há lucros para dividir. Quando falta o papel é como se fosse uma empresa do estado, a "bem da estabilidade financeira". É como ir sair como uma namorada, fazer o amor ao fim da noite, e mandar a conta do jantar e das flores para a Maria Luís. Assim vale a pena viver.

 

C) Ainda sobre a venda do Novo Banco os chineses não compreendem, pois se o estado vendeu de borla os CTT, a EDP, e a Fidelidade, etc, que deram lucros chorudos 35 minutos depois da compra, porque é que querem vender o Novo Banco por um preço justo? Para os chineses o estado português funciona como a loja do chinês, em Portugal.... para chineses. A diferença é que compram barato e bom em vez de barato e mau. Vejamos: se lhes comprarmos coisas, o barato sai-nos caro, como aquelas luzes de natal, que se as acendermos estamos sujeito a sermos nós a dar luz pelos olhos; mas se forem os chineses a comprarem ao estado, o barato também nos sai caro, pois compram empresas lucrativas a preços de luzes de natal da loja do chinês. Eles dizem, "ah e tal ficamos com o Catroga, já não têm que lhe arranjar um tacho, e ele é paga-se bem". Visto assim o negócio não parece tão mau.

 

D) Eu ainda pensei em candidatar-me a Primeiro Ministro, mas é o pior emprego do mundo. Passo Coelho se perder as eleições lá terá que ir trabalhar de borla para a Tecnoforma, ou gastar o pé de meia que fez enquanto não pagou a segurança social. Já José Sócrates, quando saiu do lugar, foi estudar para Paris às contas da mãe, teve que pedir dinheiro a amigos para beber uma sede de água, e agora vive na casa que a ex mulher lhe facilitou. Quem é que quer ser primeiro ministro para passar estas provações?!

 

E) Sobre a campanha: está espetacular! Se pusessem um polígrafo ao Passos tinham de dotar a máquina de um tinteiro de 25 litros, e mesmo assim, suspeito que a agulha à segunda pergunta se partia ao meio. Já António Costa, mostra o livro com as respostas todas, mas quando lhe fazem uma pergunta põe as pessoas a pensar…que o "Seguro" sabia responder àquela.

 

F) Para terminar, volto ao tema dos comentadores: é maravilhoso apreciar o Rendeiro, que rebentou com o BPP, homem de cambalachos e processos em tribunal que todos conhecemos, a dar explicações sobre a venda do Novo Banco. Já faltou mais para Vale e Azevedo dar consultoria ao tribunal constitucional, ou a Cicciolina aconselhamento matrimonial. Última palavra para o Relvas: o que disse não ouvi, aliás quando começou a falar pensei que o ruído que vinha da televisão era sinal que estava a dar o berro. Depois é que percebi que era ele a falar de política. Mas com o que fiquei fascinado foi com a exibição da camisa aberta quase até aos mamilos, ostentando o nível que tem (de bidé usado e não lavado a seguir à utilização), e da necessidade de passar uma telha no peito para dar uma aparadela nos pêlos; para quem reparou no blazer, rapidamente saltou à vista que em vez de um lenço discreto, era exibido um jogo de atoalhados vermelhos a sair por fora do bolso. Um homem completo!

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publicado às 11:12


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