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Brexit à lá Cavaco: 28-1=27

por Gajo, em 29.06.16

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Ponto de ordem. Não ouviram o Cavaco, aquando da possível saída Grécia da UE? "Não tem importância, 28-1=27. Ficam 27". Não percebo o drama que anda aí com a saída do Reino Unido. É verdade que Cavaco não diria isto dos ingleses, pois são eles que metem "gasoil" na bomba de gasolina que tem no Algarve. Alguém que passa pelas dificuldades conhecidas, não iria hostilizar dos seus melhores clientes. Mas só por isso, nada a ver com Portugal…

 

O problema de Cavaco é que é um homem com a credibilidade da taróloga da SIC, que manda a mulher que é vítima de violência doméstica, "mimar o marido" depois deste lhe chegar a roupa ao pelo. Infelizmente, e continuando neste caminho, daqui a meses poderemos ter três homens completamente chanfrados no comando de três dos países mais importantes do mundo: Trump (EUA), Johnson (Inglaterra), e Merkel (Alemanha).

 

Entrando verdadeiramente no tema, para parte do Reino Unido o boletim de voto funcionou como levar o telemóvel para uma noite de copos. Pensem comigo: por exemplo, os ingleses, ao acordarem e se depararem com os resultados do referendo, sentiram-se mais ou menos como quando apanhamos uma bebedeira, e acordamos ao lado da ex namorada psicótica, que entretanto já foi a casa buscar a escova dos dentes e já mostra catálogos de vestidos de noiva para o casório.

 

Ouvindo e lendo muitos testemunhos de votantes no "Leave" (saída), onde diziam "que nunca pensaram que o seu voto contasse", e que nunca "esperaram sair da União Europeia", confirmei finalmente a minha tese que um povo que usa sandália com meia só podia ter uma relação complicada com o raciocino. Ou isto ou a malta foi votar com os óculos com que Fernando Santos vê as exibições do Moutinho.

 

Por outro lado, não deixou se ser enternecedor, os mentores da "saída", logo no dia a seguir, terem dito que a saída da UE, "deveria ser lenta", e que queriam "manter boas relações com a Europa". Por outras palavras foram um bocado como eu, quando saí de casa: passei a viver sozinho…mas ia comer à casa do pais e levava a roupa para a mãe lavar. Saí com um grande peito, mas acabei por ir perdendo fôlego com o passar dos dias… No entanto, compreendo que é chato, perceberem de repente que vão sair da UE sem "receberem os dois contos". Pessoalmente estou disponível para deixar que regressem à UE, desde que tenha a Premier League à borla. No caso do Reino Unido quiser mesmo ficar, e voltar atrás na decisão, sugiro o Paulo Portas para liderar o processo.

 

Uma das razões que levou a este resultado no referendo foi o facto de os ingleses não quererem mais emigrantes e se quererem ver livres de muitos. Para um país que colonizou parte do mundo à chapada, e é hoje um país dos mais ricos do globo, muito devido aos emigrantes que necessitaram para crescer e evoluir como país, não deixa de dizer muito sobre o seu ADN (daí não ser de estranhar a grande amizade com os Alemães). Os emigrantes (e a UE) para os ingleses são aqueles tipos que não bebem e que nas saídas à noite conduzem o carro, para eles se divertirem, mas que no Verão nunca são convidados para ir à Quinta do Lago, à casa com piscina do gajo rico. Imaginem que o mundo fazia aos ingleses o que eles estão a fazer aos emigrantes que lá têm…Para mim, para sentirem o quanto são estúpidos neste ponto, era cortar-lhes a cerveja no Algarve e vender-lhes garrafas de água a 50€.

 

Se um país que exporta 50% para a UE, tem 5% de desemprego, manteve a sua própria moeda, e utilizava a União Europeia a seu belo prazer, decide sair; Portugal, no mínimo, devia pedir para mudar de Continente. Também não deixou de ter a sua piada, ouvir nos programas de "antena aberta", exigirem que o Reino Unido, muito importante na nossa balança comercial, "saia rapidamente" e que "não fazem falta nenhuma". Pessoal, eles sabem que Portugal existe por causa do Algarve. Eles conhecem tanto Portugal, como sabem que há protector solar, e que convém pôr quando se vai à praia às três da tarde, meia hora depois de sair do avião. Nós é que precisamos deles, e vamos continuar a precisar. Faz-me lembrar aquela história do elefante que vai a passear com a formiga, ao que a formiga diz: "já viste o pó que vamos a levantar"?

 

Olhando para o quadro mais abrangentemente, vemos que Durão Barroso é o "beijo da morte". Esteve na Cimeira da Lages, que deu origem a uma guerra, que ajudou ao mundo a estar como está hoje. Foi presidente da UE, deixando a Europa num caos, estando nós a ver os resultados; e já quando fugiu, presenteou-nos com…. Santana Lopes… Tenham medo, tenham muito medo…ele voltou a Portugal…

 

O povo votou e isso tem de ser respeitado, apesar de serem mentiras de políticos e xenofobismo os principais motivos da sua saída da União Europeia… sem esquecer que no Google do Reino Unido, nas primeiras horas depois de conhecido o resultado, as principais pesquisas incidirem em questões como: "o que é a União Europeia"… Preocupante…O clima, com eles, nem serve de desculpa…

 

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publicado às 01:47

"Os perigosos radicais de esquerda"

por Gajo, em 05.01.16

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Depois de um tão grande esforço da Coligação PSD/CDS, onde Passos Coelho disse, com grande  mágoa, certamente, que tínhamos de "pagar aos credores, custe o que custasse", mas no caso do preço dos medicamentos para a hepatite C, "que não se podiam salvar vidas a qualquer preço", parece-me que estamos a deitar este árduo trabalho por água abaixo. Ainda por cima falamos pessoas que faziam pouca falta, e que no fundo só davam despesa.  Imaginem se não tivéssemos velhos e doentes, ou se os limpássemos a todos numa vala comum, o país prospero que não teríamos? Ah pois, se não for eu a fazer luz sobre estas temáticas, andamos aqui a ver a banda passar.

 

Uma Coligação esmerada onde o Ministro Pedro Mota Soares deixou a lambreta para andar num AUDI de 80 mil euros; tudo para evitar ter algum acidente, ou sofrer com as mudanças de temperatura por se transportar numa motorizada, algo que se acontecesse iria sobrecarregar ainda mais o já depauperados cofres do Sistema Nacional de Saúde. Alguém reconheceu isto? O mesmo Mota Soares que quando a crise estava a rubro, gabava-se de inaugurar dezenas de cantinas sociais para as pessoas que tinham perdido tudo, terem uma sopa para comer. Um coração de ouro. Quanto não custaram estas cantinas e as refeições à borla para todos... Outra vantagem que as cantinas sociais proporcionaram, foi que muitos que não tinham dinheiro  para ir comer a restaurantes, passaram a almoçar e a jantar fora, diariamente, podendo inclusivamente experimentar cantinas sociais diferentes, com o aumento, por exemplo, do tempo em família de qualidade. Isto não é proporcionar uma vida melhor? Mais: quantos portugueses têm vários chefs a cozinhar para si , ou não têm de se preocupar em arrumar a cozinha? Pois...até isto estes querem estragar...


E que vemos agora meus amigos, com os radicais de esquerda, Catarina, Jerónimo, e Costa? Depois de tanto sucesso da dupla Pedro e Paulo,  o que me apraz dizer é que estes perigosos esquerdalhos querem destruir a excelência da governação que lhes foi deixada como herança... Vejamos: aumentaram o salário mínimo que esteve congelado anos... Querem pôr mais dinheiro na mão de gente que não o sabe gerir e o vai gastar sem controlo em coisas como a alimentação dos filhos, medicamentos, ou numa casa para morar? Gente que até pode sorrir por ter uma folga miserável ao fim do mês para poupar? Assim onde é que vamos parar? Vá, pensem comigo!

 

Este louco do Costa e a sua trupe instituiu que no caso da sobretaxa quem tem mais paga mais. Que é isto? Onde está a equidade? Se há quem não tenha dinheiro para comprar pão, também há quem não tenha dinheiro para comprar o ultimo modelo da Porsche. Se quem tem pouco não se habitua a comer uma sandes de margarina de cozinhar, ou a passar o dia com meia refeição, qual a razão de que quem anda de Porsche ter de se habituar a conduzir um Mercedes? Onde está a lógica disto? Não somos todos iguais?

 

Mas não se ficam por aqui estes gastadores:  a partir de agora as casas não poderão ser penhoradas às famílias em dificuldades. Imagine-se que só por alguém ter ficado sem emprego, devido à crise, o banco ou as finanças não o podem pôr a dormir ao relento. Inacreditável. Pelo menos arranjem uma desculpa decente! "Ah e tal, fiquei sem emprego, não há trabalho". Acham que isto é razão suficiente para não se pagar a prestação da casa? Só falta dizerem que são caloteiros porque têm  "de dar de comer aos filhos", ou "precisam de comprar medicamentos para não morrerem". Incrível as patranhas que as pessoas são capazes de inventar para não cumprirem as suas obrigações. Não há dinheiro não há vícios! Até há que se suicide só para dramatizar a situação. Os "drama queen".

E o investimento que se fez  na orla costeira pelo anterior governo, de norte a sul, para que quem perdeu as  habitações pudesse desfrutar do adormecer com vista mar, é jogado à rua? Isto não é despesismo?!


A outra brincadeira deste novo governo de esquerda é o esbanjamento no Sistema Nacional de saúde. Só faltava isto: médicos ao fim de semana nos hospitais para tratar pessoas egoistas que não têm a decência de ter as embolias durante a semana, quando há médicos, ajudando assim na poupança do erário público. Não, tem de ser o fim-de-semana só para chatear e obrigar a torrar dinheiro.  Se não há dinheiro para ir ao privado, escolham  bem os dias para sofrerem problemas graves. Tipo, durante a semana, das 9 às 18. Evitar as horas do futebol também é simpático.


Para não me alongar. É bom que tenhamos consciência que com este despesismo, se falir mais algum banco, podemos não ter dinheiro para suprir as verdadeiras necessidades, e a estabilidade do sistema financeiro de Ricardo Salgado, só para citar um nome. Há que ter consciência que para metermos dinheiro na banca, não podemos andar a gastar em futilidades como salários e médicos. É mentira quando dizem que não há dinheiro. Há dinheiro, senão de onde vinham os 16 mil milhões que demos ao Salgado, ao Oliveira e Costa, ao Rendeiro, e aos amigos? O que não há é dinheiro para desbaratar com a maçada das pessoas pobretanas.

 

Pessoas há muitas, bancos é que há poucos… Só um cego mal-intencionado não vê isto, certo?

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publicado às 02:08

 

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Paulo Portas vai abandonar a geringonça do CDS, perdão, a liderança. Eu fazia o mesmo: liderar o Telmo Correia, o Nuno Magalhães, o Nuno Melo, a Cecília Meireles, etc, é o mesmo que ter um skate no estacionamento e entrar no café com as chaves de um Mercedes na mão. O CDS de hoje em dia já não é um partido. Fazendo a analogia com a refeição de Natal, o CDS é a "roupa velha" da política. São os restos que não couberam no PSD e no PS. Por exemplo, Basílio Horta e Freitas do Amaral, mal puderam, puseram-se ao fresco. O CDS já foi o partido do furgão, do taxi, do monociclo, e com boa vontade, presentemente, é o partido do tuk. Tuk, porque não tem gente para encher um tuk tuk, daí só um tuk.

 

 

 

Paulo Portas sai, pois, após o fim da Coligação com o PSD, teria de resumir-se à sua insignificância, e voltar a ter a importância da porteira da cantina do Parlamento. Como sabemos, o "feiras", não sabe viver sem poder, poder que presidir a um dos partidos mais bizarros da história da democracia, não confere. Dá mais prestígio fazer parte do grupo de "amigos" do Santos Silva que fazer parte do CDS, mesmo que fosse somente para demolir a sede.

 

Lembram-se da rábula do irrevogável, para andar tudo atrás dele? Vejam a diferença: "Vou deixar o CDS". Fiz eu mais força para ele ficar, para nunca nos esquecermos de um dos símbolos mais deprimentes da política nacional, que os próprios colegas, que acham que Portas tem a importância para o partido de uma viola num enterro, ou das investigações policiais para descobrir culpados na falência dos bancos. Zero. Dizem coisas semelhantes às que uma mulher diz quando nos calça os patins: "és espectacular, mereces o melhor". Xau!

 

A SICN disse ontem que Portas troca a política pela "vida empresarial. Um homem em que todos lhe reconhecemos o jeito para o "negócio", não terá dificuldades em cobrar anos de dedicação desinteressada à causa pública. Facilmente irá trabalhar para a Ferrostal, empresa que comercializa submarinos (os tais); ou para a que perdoou 189 milhões de euros no negócio dos Pandur (outros tais), e que depois não quis explicar o porquê. Provavelmente tinha solário e branqueamento dentário nesse dia.


Se nenhuma proposta destas lhe agradar, pode sempre fazer uma perninha na Xerox, dado que também é mestre manusear papel, no caso, triturar documentos (mais tais) pela noite dentro.

 

Não falo no mal-entendido, certamente, do Palinho com a Universidade Moderna por me parecer que Portas não quer voltar a um local onde "já foi feliz", e onde não há mais nada de interessante - até o Jaguar em que andava, pago pela universidade, já não faz parte do espólio da instituição. É um homem habituado a bancos de pele e volante de pau, não se encosta em qualquer napa manhosa.

 

Um abraço Portas, e manda saudades, que é coisa que cá não deixas.

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publicado às 00:27


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