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A) Não sei se já repararam mas a TVI continua a passar um reality show, de nome, Love on Top, que muito se assemelha a um bar de alterne clandestino junto à fronteira. Bastaram cinco minutos para perceber que já posso dizer a um amigo que pode cancelar a assinatura de canais que passam documentários sobre a vida animal sem roupa. Não minto que fiquei preso à performance de duas meninas que se esfregavam em dois rapazes, com a sensualidade de esquilos com papeira. A melhor parte é que uma delas, para estimular o parceiro, acariciava-o delicadamente como se estivesse a esfolar um coelho vivo com arames. Pouco confiante, de vez em quando dava-lhe dois toques no papa-formigas a ver se lhe tinha crescido o nariz. Uma coisa que me assalta é o orgulho que os pais devem sentir nas suas petizes e nas mais-valias que foram adquirindo ao longo da vida. Já me imagino a ser pai e estar em casa a comentar a aptidão da minha filha para encerar a trave-mestra. Mas pronto, eu sei que sou muito conservador.

 

B) Vou dizer uma coisa mas não vale rir: PSD escolheu a Teresa Leal Coelho para concorrer à Câmara de Lisboa. Depois de 40 negas, a Teresa ia a passar por ali e perguntaram-lhe se tinha compromissos em Setembro. Também é só um mês de campanha e depois fica livre de novo. Escolher a Teresa Leal Coelho é como sairmos de casa para ir comer ao Gambrinus e acabar na roulote de churros da Praça de Espanha. Planear umas férias na Maldivas e terminar o banco de trás de uma Ford Transit importada no parque de campismo da Costa da Caparica. Vai ser giro a disputa entre a Teresa Leal Coelho e a Assunção Cristas. Se a Cristas vence nos vestidos "frutados" pelo joelho, a Teresa Leal Coelho vence no braço-de-ferro. A acompanhar.

 

C) Vou fazer um trocadilho. Detesto mas aqui tem de ser. Então a Pipoca Mais Doce arrumou com o Arrumadinho? Espero que não tenham achado piada. Vamos lá ver; Pipoca Mais Doce e Arrumadinho; nenhum casal que adota estes dois nomes pode acabar bem. Depois ele virou uma "pipoquinha", e já sabem que uma mulher às vezes não pode com ela própria. Ela comenta sapatos, ele ténis. Ela tem um blog "sobre tudo e sobre nada"; ele tem um blog "sobre coisas em geral". A relação estava condenada ao fracasso: só conversavam sobre "nada" e "sobre coisas em geral". Ainda assim, acho que este é um dos raros casos em que ele sai a ganhar com a separação. Foi à conta dela que ele arranjou os 66 mil seguidores no facebook, e com o divórcio, e as partilhas, ainda leva metade dos 250 mil que ela tem (viram a pesquisa que fiz; merecia um prémio).

 

D) A Moda Lisboa deve estar a dar as últimas: encerrou com a Lili Caneças. Já lá vai o tempo em que as modelos exigiam mais que um tupperware de fritos para desfilar. Segundo relatos, dizem que foi um delírio quando ela entrou. Deve ter sido: imaginem a seleção estar a jogar e entrar o Ruy de Carvalho para o lugar do Cristiano Ronaldo. Era um delírio. A Lili disse que foi "muito acarinhada". Eu não vi, mas será que foi carinho ou os seguranças estavam a tirá-la da simpaticamente da passerelle? Ganda Lili! 72 anos, e está para as curvas!

 

E) Gustavo Santos deu uma entrevista, segundo ele, "fantástica"! Vou experimentar a ver se o ego sobe e aquela conversa resulta. "Sou um desempregado espectacular"!.. Hum, nada, sinto-me na mesma. Não há nenhum guru na venda de banha vermelha que não se tenha em boa conta. Diz ele na entrevista "fantástica", que "foi o cão que o ensinou a ser pai". Bom, se é o cão o cérebro lá em casa fica provado que é mesmo o Gustavo quem escreve os livros. Ainda suspeitei do cão. E tudo encaixa. Lembram-se daquele vídeo em que o Gustavo está a esbracejar e a afastar bichos imaginários? Nesse vídeo diz que a violência doméstica "não é culpa do agressor mas sim do sujeito passivo que escolhe sempre e após cada agressão manter-se". Gosto muito da palavra "escolhe". Eu fui ver cão e percebe-se que é um tipo inteligente, que nunca diria estas barbaridades. Apesar de confiar no cão para educar o petiz espero que o miúdo quando for ao wc não vá à procura de uma árvore. Pergunta final: na escola quem é o encarregado de educação? Viram, acaba em "ão"..ão. Estou muito forte na chalaça manhosa.

 

Isto foram umas soltas espectaculares, sublimes, maravilhosas. Foram, ou perdi a noção? (acabou outra vez em "ão")

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publicado às 11:34

Ainda há bons amigos

por Gajo, em 11.02.17

É oficial, estou a bater no fundo: Aconselharam-me a ler Gustavo Santos. Por aqui podem ver os belos "amigos" que tenho e o bem que me desejam. Pelo menos eram honestos! "Olha, mata-te".

Apesar disso, passei na página do escritor, Gustavo Santos, e a primeira coisa que li foi, "Ama-te". Mal li isso, segui o conselho e fechei a página imediatamente. Senti-me logo muito melhor. Afinal aquilo resulta mesmo!

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publicado às 03:02

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Não se assustem com o que aí vem e tentem ler esta treta até ao fim, que constatam que ainda não estou maluco.

 

A ) O resultado do hoje é o produto do processo de obstrução da mente que te mente, que te tolhe, e prende-te às amarras do nada. Sabes que a libertação está nas profundezas alma livre, indomável, onde só tu tens a chave e o código. O medo e o receio são os amigos das horas perdidas, que te falam ao ouvido quando olhas o sol que brilha e queres correr para a espuma das ondas; mas que te recolhem ao recato do sombrio para que não acendas a luz. O terror do amanhã não te deixa viver o hoje, e prende-te ao ontem.

 

B) As mãos que te percorrerem os dedos que deixas partir na saudade do toque que não mais irás sentir. A lágrima salgada que correu quando a deixaste fugir, porque não lutaste pelo sonho que é agora ausente. A dor que te corta o sono, que te faz viver o sangue a correr nas veias é a companhia que quiseste por perto. O ego tomou-te, dominou-te. Estás submerso na água das recordações, e sempre que tentas emergir, és puxado para as profundezas do vazio. Agora é tarde para lamentares o visor que não acende, o telefone que não toca. O passado tornou-se o hoje, o hoje não existe, e o futuro ficará preso ao passado.

 

Eu sei que ficaram assustados, mas calma, as barbaridades que escrevi foram só uma experiência. Está na moda escrever livros de auto-ajuda e com cenas assim a dar para o profundo. Quem sabe é uma saída. É bem mais fácil que escrever humor. Basicamente diz-se meia dúzia de banalidades como se estivéssemos a arrancar um dente. Tem que meter dor e parecer que estamos mesmo envolvidos e a acreditar nisto. É pensar numa frase trivial e óbvia para todos, e encher chouriços com palavras intensas e meio caras. É só trocar sentidos, inverter ideias, repetir, ou dizer as coisas com ar intelectual. Culpar o leitor pela vida que tem, o que apesar de ser lógico, é fundamental para ter sucesso. Fazê-lo sentir mal com isso, é um miminho que não deve ser deixado de lado. O uso excessivo de palavras como o ontem, o hoje, o passado, o presente, o futuro etc, também é valorizado. A melhor parte é que em 5 minutos, nem tanto, se escreve isto.

 

Frases das quais parti para escrever os dois parágrafos:

 

A) "Não te faças à estrada não".

B ) "Ela já se pôs ao caminho; já foste".

 

Dou o braço a torcer. Só com estas duas frases não tinha tanto impacto.

 

É este o meu caminho?

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publicado às 01:41


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