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Brincar ao Desemprego

por Gajo, em 17.12.15

job.jpg

"Obrigado por ter respondido. Analisamos o seu currículo mas infelizmente a sua candidatura não foi a escolhida. Tomamos a liberdade de guardar o seu currículo em base de dados para uma próxima oportunidade".

 

Vamos lá esmiuçar isto:

 

i) Porque é que esta frase que recebo de vez em quando transmite um pesar enorme da parte dos recrutadores por não me terem escolhido?

 

ii) Se a tristeza foi tão grande porque é que não me escolheram?

 

iii) Pessoalmente considero não haver necessidade de os empregadores demonstrarem algum receio e até desconforto em dizerem que tomaram a liberdade de guardar o meu currículo em base de dados. Se o enviei, tanto me dá onde o guardam.

 

iv) Se responder que não quero que fique guardado em base de dados, eles retiram-no? Se sim, como é que eu sei?

 

v) Qual a necessidade de me dizerem que o guardam em base de dados se não é verdade?

 

vi) Próxima oportunidade?! Se não servi para esta, sirvo para a próxima? Não põem outro anúncio porque me têm em base de dados e daqui a meses, não se esqueceram do meu fabuloso currículo?

 

Claro que respostas destas já todos tivemos, e fazem parte daquele bafo de esperança que sentimos antes de abrir o email. No entanto, esta resposta que recebi fazia-me muito mais sentido, na parte do "analisar" e "guardar o currículo em base de dados", se quando respondi ao anúncio, não me tivesse esquecido de anexar o currículo ao email (como percebi na gestão das minhas candidaturas).

 

Certamente guardaram carta de apresentação em base de dados, embevecidos com a minha conversa, de como era um sonho trabalhar naquela empresa e, naturalmente, com as minhas ambições profissionais.

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publicado às 00:25

Sherlock da sala de espera

por Gajo, em 11.12.15

sherlock.jpg

 (Reposição do facebook - escrito a 21 de Março de 2013)

 

Ontem fui ao encontro de um amigo que me pediu para lhe entregar em mão um currículo em papel para que o deixasse nos recursos humanos. Isto é importante, mas o assunto que me leva a escrever não é este.

 

Enquanto aguardava por ele na sala de espera, partilhei o espaço com algumas pessoas, que tal como eu, passavam o tempo das mais variadas maneiras. Uns olhavam para o teto; outros mexiam no telemóvel; outros no Ipad; outros liam o jornal; enquanto eu, sem Ipad, Jornal, com telemóvel, mas sem net, limitava-me a fazer aquela figurinha infeliz de micar os outros pelo canto do olho sem que fosse notado.

 

Nesta minha análise consegui identificar um homem e uma mulher com dois hábitos que pessoalmente não sou apreciador:

 

i) Na mulher: estava ela muito bem ataviada, com aquele estilo a atirar para o tiazoca, munida de um par de óculos que em cima de um telhado davam dois potentes painéis solares, quando notei que mascava uma pastilha como se não houvesse amanhã. O facto de estar à espera e distraída alheou-a de quem a rodeava, não se apercebendo que eu estava à coca. Gradualmente a degustação da pastilha já era feita de boca aberta, com exibição das amígdalas e respetivo "sino", para quem quisesse ver. Feio feio! Considero que mascar pastilha em público deve responder a alguns critérios, entre eles, fazê-lo de boca fechada... Balões, também estão fora de cogitação!

 

ii) No homem: vi o famoso toque de embraiagem (aconchego das partes íntimas), com ligeiro afago, acompanhado de uma pequena elevação da perna esquerda, tudo, concluído com esgar de satisfação pela missão bem sucedida. Acho mesmo que numa das vezes o senhor esteve próximo de partir o cabo, tal não foi o vigor empregue na tarefa.


Tenho para mim que, arrumar, afagar, estimular as miudezas, ou afinar o cabo, em público, não traz benefícios ao "afinador".

 

 O Desemprego faz-nos olhar o mundo com muito mais atenção...

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publicado às 01:00


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