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XAU Aníbal

por Gajo, em 09.03.16

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Yeahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, a Cavacaria vai desamparar o Palácio de Belém. Antes de extravasar a alegria que me vai na alma deixo um alerta: quando Cavaco for a passar a porta do Palácio de Belém, sugiro uma revista ao carro. Nunca fiando. O Palácio de Belém tem uma fortuna em pratas e sabe-se as dificuldades que o Cavaco passa devido à sua parca reforma.  Para conseguir rendimentos ainda veremos Cavaco Silva entrar na organização de festivais de verão, dado que o seu genro comprou o pavilhão atlântico a preço de saldo, num negócio de ocasião. (O Cavaco e a família têm tido bastante felicidade nos negócios em que e metem). No entanto não o punha na bilheteira. Ele é um bocado esquecido e ainda confundia o bolso com a caixa registadora. E digo isto sem maldade. Cavaco é um homem já com alguma idade, que já não diz nem faz coisa com coisa. Disse que o "BES estava sólido", dizendo depois, "que nunca tinha falado do BES". Coitado!

 

Ainda me lembro do insulto vil de que Cavaco foi alvo. Recordam-se daquele cidadão posto em tribunal por ter "mandado o Cavaco trabalhar"? Era o que mais faltava! A única vez que Cavaco trabalhou foi a contar os lucros das ações do BPN. Cavaco Silva teve o seu primeiro calo aos 70 anos, quando se deixou dormir em cima da mão. Cavaco optou pela reforma, em vez do salário de Presidente, por alguma coisa foi. Salário está conotado com ter de trabalhar  para fazer valer o ordenado. A reforma já é quando se vive dos "rendimentos". Alguém exige a um reformado que trabalhe? Ah pois é!  Cavaco Silva não enganou ninguém! Infelizmente apanhamos um reformado daqueles que gostam de chatear, com maus fígados, e como não sabem o que fazer à vida, passam o tempo a entalar os outros.

 

Basicamente o que Cavaco queria era o que todos os reformados querem: uma casa com jardim, ao pé do mar, para levar os netos a brincar. Se for à conta do erário público, muito melhor. O Palácio de Belém nos últimos 10 anos não passou de um lar gourmet.


Portugal teve no últimos anos várias calamidades que o jogaram para a desgraça: as falências dos bancos; a dívida pública; e o Cavaco. Cavaco, de longe, a mais grave. Muito próxima da peste.  "Há os Lesados do BES",  do BPN, Banif, BPP, mas todos somos "Lesados do Cavaco". Cavaco é como cocó no sapato. Há 30 anos que está colado.
Vejam bem. Foi com Cavaco a Primeiro Ministro que se "privatizou a banca", ou seja, entregamo-la à "malta de confiança",  dele. E foi com Cavaco a Presidente, que a "nacionalizamos", a troco de 16 mil milhões de euros do povo, que "financiaram" as "brincadeiras" da tal "malta de confiança", dele. Mas alto, que temos um presidente que diz que precisavam de nascer duas vezes para serem mais sérios que ele". Claro que estamos a falar de um homem que tem como referências, Dias Loureiro, Oliveira e Costa, Duarte Lima, Filipe Menezes, entre outros, da mesma craveira. Para mim, tendo em conta a estirpe, parece-me que nascer duas vezes é pouco. Só duas vezes, ficaríamos com um país onde os "Irmãos Metralha" se sentiriam em casa.


Foi  Cavaco a Primeiro Ministro que acabou com as pescas e com a agricultura. É Cavaco a Presidente que diz, termos que apostar no mar, pescas, e na agricultura. Cavaco certamente discutia as decisões a tomar com um pote de doce de morango, que lhe ia dizendo como deveria agir. Com o tempo o pote amadureceu, tornou-se sábio, e Cavaco deixou de o ouvir, passando a Nossa Senhora a ser sua conselheira, dado ser, como todos sabemos, fortíssima em matéria económica e em negociações com a Troika.


Para terminar, Cavaco Silva, nos discursos, fala sempre no povo e do quanto gosta dele. Para isso, promulgou orçamentos de estado inconstitucionais, que cortavam salários e pensões. Tudo a bem do povo, claro. Para Cavaco Silva, durante os seus mandatos como Presidente, a Constituição não passou de belíssimas acendalhas para acender a lareira quando se tratava do povo, e um livro de culto, quando chegou o momento de defender a "estabilidade do sistema financeiro" e a "solidez do tecido empresarial". No fundo, Cavaco, está para o povo como Erica Fontes está para o matrimónio.


Assim, Cavaco Silva, não deixa um "legado" como falam, mas sim, um "rasto" de 30 anos. Um rasto de Duarte Limas, Salgados, Loureiros, 4 bancos falidos; empresas como a PT, destruídas; empresas como a EDP, CTT, TAP, ANA etc, oferecidas, e a presidência da República com o prestígio da barraca das adivinhações de Marques Zandinga Mendes.


Vai e não voltes! Olha, escreve "Roteiros" e vende-os nas Selvagens às Cagarras.

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publicado às 01:36

ÓSCARES Portugueses

por Gajo, em 29.02.16

 

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Os óscares portugueses também se realizaram ontem, mas passaram despercebidos devido a não terem o impacto dos de Hollywood. Para os que sentem curiosidade em saber quais foram os grandes vencedores nacionais, deixo a lista. (Tal como nos óscares que acontecem nos EUA, as categorias mais aguardadas ficam para o fim.)

 

- CANÇÃO ORIGINAL: Jorge Palma: "Encosta-te a mim". Música que António Costa dedicou a Jerónimo de Sousa para formar o Governo de Esquerda.


- SOM: "Friends Will Be Friends". Música sobre uma ternurenta relação de amizade entre dois homens: José Sócrates e Carlos Santos Silva.

 

- BANDA SONORA ORIGINAL: "Canção do Beijinho - ora dá cá um e a seguir dá outro, que só um é pouco", do filme, "Tudo Bons Rapazes", venceu. Conta a narrativa de Carlos Costa, Presidente do Banco de Portugal, que depois do BES, ainda  deixa falir um segundo banco, o Banif.

 

- EFEITO SONORO: "Geringonça". No filme:"O Governo de Esquerda é Ilegal".


- FOTOGRAFIA: "Vistos Gold". Uma fotografia chega para nos lembrarmos no futuro.

 

- EFEITOS VISUAIS: Centros de Emprego.


- MONTAGEM: Todo o encadeamento intricado do filme, "A Teia", seduziu a Academia. Conta como Ângelo Correia fez a "montagem" de dois incapazes,  Passos Coelho e Miguel Relvas, dois dos homens mais poderosos do país.

 

- EFEITOS VISUAIS: Mário Centeno vence com estrondo através do filme: "Ilusão de Óptica". É-nos mostrado que o aumento do imposto sobre os combustíveis, não é um aumento de impostos.
 

- MELHOR GUARDA-ROUPA: Paulo Portas e o seu inseparável "Colete Acolchoado Verde" conquistou o júri. O mala do carro do "Perna" para transportar "envelopes" também colheu agrado.

 

- MAQUILHAGEM: O filme, "A Absolvição de todos os arguidos no caso dos submarinos", foi um momento de maquilhagem que deixou a Academia de boca aberta. "A Culpa da Falência do BES, é do Contabilista", não deixou igualmente os jurados indiferentes. "Justiça Portuguesa", voltou a perder por pouco na categoria "Maquilhagem".


- CENOGRAFIA: "Parlamento".

 

- FIGURINOS: O Povo Português em  "Querida encolhi-lhes os rendimentos". Fala sobre um povo que tem resistido a primeiros-ministros e presidentes da república, que não lhes permitiriam gerir a caixa dos donativos de um presídio.

 

- DOCUMENTÁRIO DE CURTA METRAGEM: Venceu, "Taxi Driver: Assunção Cristas na liderança do CDS". "Um dia de trabalho de um político", não ganhou por uma unha negra.

 

- DOCUMENTÁRIO DE LONGA METRAGEM: Venceu sem grande surpresa: "Como Falir 4 bancos  (BES/BPN/BPP/BANIF) sem ninguém ir Preso". Outro dos favoritos, "Criminalização do Enriquecimento Ilícito",  talvez por todos os anos ir a votos,  e para o ano estar lá de novo, voltou a não ganhar.  É um documentário com mais de 30 anos que promete sequela.

 

- CURTA METRAGEM DE ANIMAÇÃO: Para os mais jovens, a paródia, "Alibabá e os 40 amiguinhos", não deu hipóteses. Uma historinha enternecedora que versa sobre Miguel Relvas querer ser dono de um banco, pertencente ao "Universo BPN", pedindo inclusivamente ao Banco de Portugal que lhe passasse um documento a dizer que é uma "Pessoa Idónea".


- LONGA METRAGEM DE ANIMAÇÃO: "Os Portugueses Vivem Acima das Possibilidades", arrebatou todos. "Políticos e Dirigentes Superiores Ganham Mais do que há 4 anos ", foi eliminada à última da hora porque poderia traumatizar os mais pequenos.


- ARGUMENTO ADAPTADO: Sem espanto: "Uma Mente Brilhante". Relata a história de um homem que depois de afundar um país, vai estudar para Paris e escrever um livro, tudo à conta de um amigo.  Ricardo Salgado em: "Eu Não Sabia de Nada" (do que se passava no BES), esteve quase a ganhar. Inspirado na história do BPN, em que também ninguém sabia de nada, teve bastante aceitação por parte da crítica.


- ARGUMENTO ORIGINAL: "Amnésia", de Marques Mendes. Um homem que não se recorda que abriu empresas nem a Fundação envolvida no caso "Tecnoforma", tocou no coração de todos.

 

- MELHOR DIREÇÃO ARTÍSTICA: Angela Merkel  no filme, "Pedro Marioneta", que conta a história do boneco que se mexia sem fios.

 

- MELHOR FILME ESTRANGEIRO: "Lista de Shindler". Uma película do Senhor Shauble, Ministro das Finanças Alemão, que refere os "perigos de Portugal sair do rigor orçamental", no que diz respeito a levantar a austeridade ao povo.

 

- MELHOR ATRIZ SECUNDÁRIA: Venceu Mariana Mortágua em, "Dura de Roer". Fez perguntas a Ricardo Salgado que muitas crianças de 5 anos fariam, mas que alguns deputados do "arco da governação" não fizeram, porque estavam com o rabo entalado.

 
- MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO: Paulo Portas no inesquecível papel, "O irrevogável", não encontrou dificuldades em abafar a performance de António Costa no, "Quem Quer Ser Primeiro Ministro".

 

- MELHOR ACTRIZ:  Nossa Senhora de Fátima no papel de "Conselheira" de Cavaco Silva. Era a Nossa Senhora o garante das boas decisões  do homem "que nunca se enganava e nunca tinha dúvidas , desde que não fosse no caso BES. Sobre o tema do BES Cavaco Silva também esteve nomeado com o filme: "Ensaio Sobre a Cegueira".


- MELHOR ATOR: É como um prémio carreira agora que vai abandonar a 7ª arte.  Cavaco Silva venceu com, "Os Homens do Presidente". Retrata a história de um Presidente que teve como conselheiros de estado, Duarte Lima, Luís Filipe Menezes, Oliveira e Costa, Dias Loureiro, etc…O Juiz Carlos Alexandre em "Exterminador Implacável" era outro dos favoritos. Esperamos que exista continuação e que para o ano possa vencer.

 

- MELHOR REALIZADOR: José Sócrates abafou a concorrência na direção épica do filme "Laços de Sangue". Trata a história de um homem pobre que perde o emprego,  ficando com uma mão à frente e outra atrás, onde um amigo, altruista, e com um coração de ouro,  lhe empresta 20 milhões de euros para as necessidades básicas, como estudar na cidade luz, e viver num dos bairros mais luxuosos de Paris.

 

- MELHOR FILME: O grande vencedor da noite mágica: "Duro de Matar". Quando todos pensam que está morto, António Costa, consegue transformar sucessivas derrotas em vitórias, chegando inclusivamente a primeiro-ministro e ainda eleger o Presidente da República que queria. Curioso o facto de António Costa não se ter levantado para receber o óscar, pois não acreditava que tinha ganho (está habituado a perder); e ainda gritou: "não ganhei mas ainda vou ficar com essa estatueta"...

 

PS - Podem deixar sugestões ou dar a vossa opinião, concordante ou discordante das nomeações.

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publicado às 01:47

Habemos Marcelo

por Gajo, em 25.01.16

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A noite de ontem foi para a esmagadora maioria de nós, uma noite de felicidade, tenha o nosso candidato tido ou não um bom resultado: vamos ver-nos livres de Cavaco Silva! Depois de mais de 20 anos a levar com ele, ainda cá estamos. Renovo os parabéns a todos. O importante agora é que Cavaco enrole a trouxa, pegue na Maria e nos presépios , abra as janelas para arejar aquilo, e desapareça para a Casa da Coelha. Cavaco nem na hora da despedida deixa saudades. Quanto à Maria Cavaco Silva, Marcelo Rebelo Sousa já apresenta um upgrade: não tem primeira dama. Dizem que tem um lance, mas segundo se sabe não manda nele.

 

Dito isto, de realçar o momento mais marcante da noite, que foi sem dúvida a primeira palavra do novo Presidente ao povo: "xxxiu". Espetacular . Um reparo, e agora que Marcelo é presidente, a ver se trata daquela gosma que o incomoda. Faz-me lembrar os carros antigos que quando não abríamos ar afogavam.

 

Sinceramente, ainda esperei ver Maria de Belém entrar para comemorar com o Marcelo o resultado eleitoral. É que se não fosse ela, Sampaio da Nóvoa provavelmente tinha ido à segunda volta.

 

Feitas estas pequenas introduções, passemos agora ao grandes vencedores da noite, que foram todos, como habitualmente:

 

António Costa - Está a tornar-se num mestre em derrotas vitoriosas. Depois da legislativas foi agora nas presidenciais. Ao não apoiar nenhum candidato afeto ao PS, Maria de Belém ou Sampaio da Nóvoa, António Costa abriu caminho à vitória de Marcelo Rebelo de Sousa, o único candidato que tinha prometido estar ao "lado do governo", quase incondicionalmente.

Com isto, António Costa enfiou um ferro curto em Maria de Belém, cortou-lhe o rabo, as duas orelhas, e saiu em ombros, depois desta se ter atravessado como candidata sem falar com ele. Com o descalabro de Maria de Belém, António Costa arrumou igualmente de vez com a ala "Segurista", sobrando os jantares marcados por Francisco Assis, quando quer ir comer leitão à Mealhada e não tem companhia. António Costa fechou a noite com uma frase de antologia: "Os Portugueses rejeitaram as candidaturas populistas". Sendo que as mais penalizadas foram as da ala do PS, António Costa deve evitar a bica com cheiro antes de falar. Ou se calhar quis mesmo dizer isso...

Ninguém me tira da cabeça que António Costa ia na mala do carro do Marcelo, a beber uma flute de champagne, para festejar.

 

Marcelo Rebelo de Sousa - É o novo presidente, e como era Domingo, não resistiu em aparecer para comentar os resultados eleitorais. Só não tinha a Judite e os livros para nos parecer um Domingo comum.

Outro facto curioso, foi que bastou ganhar as eleições para termos uma novidade em Marcelo, explanada no seu discurso de vitória: "tenho convicções". Até agora o que sabíamos era que a única convicção de Marcelo era não ter convicções. Ou mais corretamente, tinha a convicção que se mostrasse oportuna no momento em que se encontrasse.

 

Sampaio da Nóvoa - Não chegou a entrar na casa. Quer dizer: na política. Foram 20 diazitos onde disse que era mais sério do que todos. E pronto.

Disse o candidato: "Pela primeira vez uma candidatura independente esteve perto da 2ª volta". Faz-me lembrar a mim quando saia à noite em miúdo: uma rapariga olhava para mim, eu olhava para ela, passavam as horas e ela acabava com outro. Chegava a casa e pensava: "quase, ela gostou de mim, se tivesse ido ter com ela…". Basicamente, acabava as noites a fazer amor comigo próprio, é onde quero chegar. Sampaio, vai por mim: não chega, é uma "vitória" fraquinha. Chegaste a casa e o Marcelo é que levou a "gaja". Percebo o que estás a passar....

 

Marisa Matias - O Bloco agora ganha sempre. O novo PCP mas com carinhas larocas. Pedro Arroja não deve andar muito satisfeito de ver mais uma "esganiçada" com uma boa votação. A alegria do Bloco deve ser por ter ultrapassado os 5%. Assim, recebe mais 500 mil euros de subvenção estatal. Até eu fazia uma festarola de arromba.

 

Maria de Belém - Nem sei bem que diga. Além de todos rirmos muito da votação que alcançou, sendo dia 25, já caiu na conta Maria de Belém, a subvençãozita que nós lhe pagamos, e amanhã, no meu caso, continuo desempregado. O resto é conversa.

Ainda assim, nem tudo foi mau para Maria de Belém, pois como se viu, na hora da derrota, os seus apoiantes não a abandonaram. Como agradecimento, Maria de Belém fez questão de pagar uma rodada a todos, ficando a conta do bar em mais de um euro e setenta. O cameraman e o gajo que agarra no cabo não contam como apoiantes.

Para quem ouviu o discurso de Maria de Belém, certamente concordou com a sua teoria: o resultado deveu-se à campanha "menos correta" de Marcelo Rebelo de Sousa, de Sampaio da Nóvoa, e de Marisa Matias. Suspeito até que se não fosse isso, era capaz de deixar mais de 3 euros no bar.

Manuel Alegre ainda fez uma quadra democrática a chamar "salazarentos" aos 96% de portugueses que não votaram na candidata que apoiava. Sobre as subvenções não tinha tinta na caneta. Admito que receei que Manuel Alegre pudesse entrar de chaimite na hora em que Marcelo discursava, vincando a sua posição contra os "traidores".

Maria de Belém, apesar de tudo, conseguiu ter uma vitória retumbante sobre o Tino de Rans, com cerca de 1% a mais, tornando-se no momento mais emocionante da noite. Nunca uma Tia pensou que um Calceteiro, participante de reality shows, desse tanto trabalho.

A candidata também se mostrou danadinha para brincadeira: "Estivemos à altura das nossas responsabilidades". E eu que evitei sempre fazer piadas com altura...

Para terminar, sugiro à Maria de Belém que da próxima vez que for a eleições, faça a sede de candidatura em casa, na sala, mais especificamente, a ver se consegue fazer parecer que tem mais gente a apoiá-la. Basta pedir à filha para não sair nessa noite e já são para cima de três pessoas.

 

Edgar Silva - Quando vi a apoteose na sede do PCP pensei que tinha sido golo do Porto, que jogava na altura. É que com a votação de uma lista derrotada numa eleição para uma associação de estudantes de uma escola com três turmas, era manifestamente uma euforia acima das possíblidades. Mais uma derrota vitoriosa do PCP, mas onde hoje em dia já todos os partidos lhe seguem as pisadas.

 

Vitorino Silva - Vitorino Silva tem um email de campanha que é o "portugalcomtino"; assumiu-se sempre como "o Tino de Rans"; fala de si próprio como "Tino"; entrou num reality show onde todos lhe chamavam, Tino; os seus apoiantes tratavam-no por Tino; o povo gosta dele por ser o "Tino;" mas ontem estava indignado por ser conhecido por…"Tino". O Vitorino ainda não percebeu que as pessoas gostam do Tino, e quando ele pensa que está próximo da "Liga Europa", deve ter atenção se numas próximas eleições não será despromovido em vez de ir à Europa. 4% são 4%, e alguém que diga ao Tino, que o José Manuel Coelho, da Madeira, aquele meio amalucado, teve  4,5 % nas presidenciais de há 5 anos. Mais que ele...

 

Henrique Neto - Teve a votação dos compinchas com que joga damas ao Domingo. Sairmos da realidade, se nos faz felizes, nunca é algo negativo. Uma vez faltei a um teste e acreditei que ia ter positiva no final do periodo. Não tive.

 

Jorge Sequeira - Palavras dele, o grande vencedor da noite. Tem uma teoria bastante interessante: como partiu do zero e teve votos, só se pode considerar triunfador. Esta ainda ninguém se tinha lembrado: acima de zero votos é uma vitória. E no caso, não tenho dúvidas que não teria muita mais esperança que ter o voto dele e da família chegada. É mais um que teve tempo de antena de borla para potenciar a sua vida pessoal.

 

Cândido Ferreira - Foi vencedor, porque teve um cesto de votos mesmo a comunicação social não lhe dando tempo de antena, quando ele próprio se autoexcluiu dos debates. Só parece confuso. Ou seja, para Cândido Ferreira, se não fosse este factor (que ele próprio escolheu?!), tinha tido votos que dariam acender uma lareira numa noite quente de agosto. Nem o timbre de voz do Ramalho Eanes o safou.

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publicado às 03:20

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 A) A primeira ilação a retirar das presidenciais é que Cavaco Silva deixou o cargo tão rasteiro que tanto um canteiro de salsa, um Minion, ou um dos reis magos de um dos presépios da Maria Silva, podia ser o próximo Presidente da República. Vistos os candidatos, tenho para mim que o mais difícil é escolher um deles como o Tiririca português, ou, por outro lado, qual é que não é o Tiririca. Dito isto, não tenho a mínima dúvida, que se Cavaco Silva se pudesse candidatar, ganhava estas eleições mais facilmente do que o dinheiro que ganhou com as ações do BPN. Para finalizar este primeiro ponto, e se a presidência da república se tornou uma brincadeira, metam uma coroa no Duarte Pio, pelo menos temos cenas com charretes e cavalos, e miúdos loiros, apesar de... enfim...


B) Dirão que todos os portugueses acima dos 35 anos se podem candidatar. É um facto! Eu também posso ir a um casting para fazer de Bela Adormecida numa peça de teatro, e não vou, não por causa da falta de peito, mas porque não gosto de dormir. Acho que deve ir alguém que goste, se me estão a entender… Devemos levar as coisas a sério. Ouvir o Vitorino (Rans), e o Jorge Sequeira (Motivador), por exemplo, dizerem "quando for presidente", conclui-se que a presidência da república ganhou a importância do clube de sueca de Alcabideche. E vocês dizem que estou a marrar com estes dois candidatos. Diz Vitorino de Rans, que se candidata porque a filha "já cresceu e a família já não precisa dele"; e "que é uma candidatura do fundo da alma". Ah bom, se é assim! Para rematar, porque o povo o "conhece". Tino, aqui entre nós: entrar na "Quinta das Celebridades" não chega ainda para ser presidente, mas lá chegaremos, é um facto. Ideias do Vitorino, zero, melhor, uma ou outra que direi mais à frente. Quando ao "motivador Jorge Sequeira, fez cartazes onde república estava escrito com acento no "e" (républica). Espantoso, no mínimo. Não esqueçam que estamos a falar de um potencial Presidente da República.


C) Depois de amadurecer a ideia, se isto é assim, para levar na reinação, e para muitos, alguns desconhecidos, se promoverem, contem comigo como candidato daqui a cinco anos. Ir à televisão dizer nada, ter uma conversa redonda para não me comprometer, soltar baboseiras e disparates, é algo que me sinto particularmente capacitado e à vontade. Aliás, a vertente das baboseiras e disparates tem sido das poucas valências em que aumentei a capacidade.


D) Outra coisa que me deixa preocupado é que os mais fortes candidatos a substituir o Professor Aníbal Cavaco Silva, são o Professor Marcelo e o Professor Sampaio da Nóvoa. É que mais professores, cheira-me que os "alunos" vão continuar a chumbar nas políticas já conhecidas.


Um breve passagem sobre os candidatos:


Marcelo Rebelo de Sousa: é o professor Marcelo. Diz uma coisa e o seu contrário na mesma frase. Não se compromete com nada, ri muito, concorda com todos os oponentes em tudo, MAS, tem sempre um "aditamento" ou um "detalhe" a acrescentar. Com Sampaio da Nóvoa viu-se a aflito, e percebeu-se a falta que sente da Judite que lhe fazia perguntas fofinhas. Marcelo é o candidato "tutti frutti", dá para todos os sabores.


Sampaio da Nóvoa - A bandeira que levanta é que se apresenta como um candidato fora do sistema político e dos partidos, sendo essa a sua grande mais-valia. No entanto, anda à cata do apoio do PS, vai e fala nos comícios do PS, tem o apoio do Mário Soares, Jorge Sampaio, e Ramalho Eanes. Ninguém diria que não tem nada a ver com a política. O que há a retirar daqui, é que Sampaio da Nóvoa vem de fora da política, mas já se comporta como um político. É aquele que é dono de um bordel, mas é contra relações fora do casamento. Sampaio da Nóvoa é o candidato "branco mais branco não há".


Maria de Belém - A Maria de Belém é uma política que, direta ou indiretamente, sempre viveu da política. É aquela nossa amiga de todos os dias, que gostamos muito, mas nunca a convidamos para passar férias connosco. É a amiga que não bebe, por isso, leva o carro nas saídas à noite e, no fim, ainda empresta a casa para a amiga ir confraternizar com o "Brad Pitt" que conheceu na discoteca, enquanto ela fica a ver o Dexter. Acham que não? Maria de Belém sempre foi uma figura de proa do PS, bastante reconhecida e elogiada pelas suas espetaculares qualidades, mas na hora da verdade, o partido (ps) não a apoia na corrida a Belém. Ora, se nem o partido confia nela…estamos conversados. Reparem que nem uma piada sobre a altura…Candidata, "independente à força".


Marisa Matias -  O slogan "Uma por todos" só podia correr bem. Um piada machista e badalhoca só para abrir as hostilidades. Mas é verdade. Capta a atenção da mente depravada e doente masculina. Querem o quê? Os homens aderem a estas coisas, e também à voz rouca da Marisa, de quem bebe dois penaltis de bagaço, em jejum, acompanhados de duas coxinhas de frango. A Marisa é a mulher moderna, na linha da Catarina e da Mariana, que vieram dar um ar fresco à política. Candidata, "M&M".


Edgar Silva - É o porreiro. O simpático da companhia. Sempre à rasca com a pergunta da Coreia do Norte. Pessoalmente é fã da Coreia do Norte, como presidente já não é fã. Ou seja, para Edgar Silva, pessoalmente, a Coreia do Norte é um exemplo de país ao nível das liberdades individuais; já como presidente, a Coreia do Norte, é um pais inaceitável ao nível das liberdades individuais. Basicamente adapta-se às necessidades para sacar o votozinto como qualquer outro. Candidato, "celestial".


Tino de Rans - Proeminente calceteiro. Finalmente alguém que tem uma profissão a sério. Prometeu que irá fazer uma "presidência de proximidade", e que irá ter o palácio e o seu gabinete em Belém, sempre "aberto ao povo, para estar em permanente contacto".  "Olha, vou ali ao Minipreço, remendar o pneu da  bicicleta, e conversar com o Tino ao Palácio. Se calhar durmo lá". "Estive lá ainda há bocado e vim-me embora, estava lá o Obama e a mulher, não arranjei lugar na mesa".  Sugeria ao Tino que passasse a Feira Popular para o jardim do Palácio de Belém. Metia um plasma, e a malta ao Domingo passava por lá para ver a bola com os putos.
Diz o Tino entusiasmado: "fiz uma música" -  "quando a banca não tem juízo o povo é que paga". Fico por aqui…

Tino é o candidato a "voz". Diz que é a voz do povo, mas ainda são resquícios das Casa dos Segredos em que participou.

 

Jorge Sequeira - O "Motivador" é o "bate punho" dos candidatos. É o Gustavo Santos e o Miguel Gonçalves da política. É aquele que nos diz que "podemos tudo", mas diz dele próprio, "não ser o melhor candidato". Um "motivador" que parte logo derrotado, para  não falar dos cartazes, que têm erros próprios de uma criança de 4 anos que ainda só aprendeu até ao "A". O candidato "lunático", e não é por causa das "lunetas" que usa à frente das vistas.

 

Henrique Neto - Não me esqueci. É o homem que, segundo ele,  "previu" quase tudo o que aconteceu e nos levou à crise. Anda entretido em vez de estar em casa. Faz bem. É a "Maya" dos candidatos. Aquele que previu tudo o que nos levou à crise.

 

Paulo Morais - Deu como provas para provar um caso do corrupção (BES), artigos que ele próprio escreveu no Correio da Manhã.  Um homem que se tem em boa conta. Adoro. É o "Justiceiro" sem o Kitt. E dava jeito para vencer os maus.

 

(Adenda)

 

A corrida às presidenciais está ao rubro, e sendo que começou agora a verdadeira campanha, ficam as "novas", ou nem por isso, ideias fortes que os candidatos veicularam para captar votos:

 

Marcelo Rebelo de Sousa - Um dos primeiros gestos de Marcelo Presidente "será para o Ronaldo". - Nada como olhar primeiro para o povo e deixar quem tem mais para segundo plano.

 

Sampaio da Nóvoa - "Sampaio da Nóvoa promete ser aliado do novo governo". Continua a não ser do PS desde sempre, a não querer o apoio do PS, mas quer o apoio do PS e é do PS - Só parece confuso.

 

Maria de Belém - "Maria de Belém quer levar chefes de Estado a almoçar em lares de idosos". Maria, para isso basta empalhar o Aníbal e oferecer as refeições no Palácio de Belém.

 

Marisa Matias - “Nunca festejei a passagem do ano no iate do Ricardo Salgado”. Ainda é nova. Há tempo, Marisa.

 

Edgar Silva: Continua à rasca com a Coreia e a falar de coisas que que se perdem quando começa a falar.

 

Jorge Sequeira - Jorge Sequeira quer "transformar cidadãos em clientes" - Dele, claro. A vida não está fácil para ninguém.

 

Vitorino Silva - Tino: “Vou devolver o palácio ao povo. É um palácio muito grande para ser só uma família a lá viver”. Tino mostra dificuldades em arrancar da sua ideia princípal, que é fazer do Palácio de Belém, a piscina do José Cid, "onde toda a gente pode ir tomar banho".

 

Paulo Morais - Paulo morais critica eleições transformadas em "concursos" entre "o maior mentiroso". Um militante do PSD durante décadas (renunciou depois de decidir candidatar-se à presidência - curioso), tem que saber do que fala.

 

Não sentem aquela brisa de esperança?

 

 

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publicado às 01:30

Sôr Silva

por Gajo, em 09.12.15

 

aníbal.jpg (Reposição do Facebook - escrito a 11 de Julho de 2013)

 

Este é um post importante, porque tenta sensibilizar, que com a qualidade destes governantes, o desemprego fará parte do ADN futuro de Portugal, e sinal de um país próspero, para o mundo. Ontem, Aníbal, o tal da estabilidade, que "abre covas" desde 86, fez um comunicado ao país e, como estamos na altura do calor, comportou-se como um autêntico pirómano. Munido de fósforos, gasolina e acendalhas, deu um sinal de acalmia aos mercados, que Portugal é um país governado por gente alucinada, a começar pelo seu presidente (nada pessoal). Leu um texto, certamente escrito pela sua mulher, com revisão da Nossa Senhora, que consistia basicamente em formar um governo, que cabia num Opel Corsa comercial, com um tipo na mala (António José Seguro). Ou indo na onda, fazia-se, a co-adoção do Seguro.

 

A declaração principal e que devemos reter, da comunicação do Presidente ao país é, que vai manter a Pasta do Circo.
Apesar deste vigor demonstrado para a reinação, a condição física de Cavaco, deve-nos obrigar a alguma compaixão. Para quem o viu entrar, notou que o pé direito se ia a arrastar, e não, como muitos disseram, a endireitar o tapete. Depois, mais qualquer coisa se passa; aquele andar rígido, é sinónimo que estava todo assado, falta saber o porquê. As papas não estão a ser bem passadas? Alguma coisa é!

 

Para nós, que estamos habituados a esta coisa do desemprego, conseguimos notar facilmente, que Cavaco Silva durante os primeiros 15 minutos do discurso, esteve a mandar o currículo para a Sicasal, pois, nesse período, limitou-se a encher chouriços, antes de meter a "carne toda no assador". Outro sinal, que só os mais atentos descortinaram, da piscadela de olho à empresa de enchidos, foi a a pequena rodela de chouriço, que trazia na aba do casaco. Será que procura um part-time?

 

Por falar em procura de emprego e desemprego, Cavaco falou em salvação nacional, caos, perigo, mercados, troika, etc., mas nem por uma vez, em 20 minutos, uma palavra sobre desemprego ou desempregados. Fará sentido, porque ainda haverá muitos empregados a pesar nas contas públicas. Enquanto estivermos à espera que "estes empregados", se preocupem com os desempregados, o melhor é sentarmo-nos confortáveis, para não fazer calo.

 

Infelizmente somos um povo em dificuldades, pobre, sem perspectivas, e apesar de ser um espetáculo muito caro, haja pão, porque, circo e palhaços, não faltarão.

 

Era só isto!

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publicado às 12:45

Nem com a Nossa Senhora vamos lá

por Gajo, em 24.11.15

cavaco.jpg

 

Devemos antes de tudo entender a razão de Cavaco Silva não ter indigitado António Costa. Ponham-se no lugar dele. Imaginem estar a mamar uma cataplana de marisco, regada com champagne, à borla, e de repente aparecer o António Costa, a Catarina Martins , e Jerónimo de Sousa para comer também… Pior, este trio querer tomar conta da cozinha para alimentar outras bocas. Qualquer um ficava chateado.

 

Depois, quantas vezes já não ouvimos que com a idade voltamos a ser crianças? É o que está a acontecer. Qual miúdo Cavaco diz uma coisa de manhã e o seu contrário à tarde. "Raramente se engana e nunca tem dúvidas", mas "depois dos cenários todos pensados", não sabe o que fazer. Para mim o Cavaco no 5 de Outubro quis ficar no quentinho. Calhou a uma segunda feira, e quem trabalha detesta uma segunda feira. Cavaco não foge à regra.

 

Lembrem-se de quando eram pequenos: tanto queríamos ser bombeiros como polícias, com todas a certezas do mundo, que mudavam dia sim dia não. Basicamente é como se tivéssemos uma flor de plástico como Presidente da República. Parece que é real mas no fundo não é. É só um enfeite que por ser de plástico se quer eternizar e que só se mexe para orientar o que lhe dá jeito.


Cavaco Silva indigitou Passos Coelho, e bem, por ser urgente estabilidade política devido à instabilidade dos mercados e dos credores, mas agora com António Costa, é preciso ter calma, "os cofres estão cheios", não há urgência, e os mercados e os credores que aguentem. Se perderem tempo a tentar perceber a cabeça de Cavaco, o mais certo é começarem a comer gelados com a testa, a meter a palha no nariz, e a fazer presépios sem o burro. Reparem na lógica. O governo de Passos, minoritário, que se sabia não conseguir passar o orçamento (? Nunca ninguém o conheceu) no parlamento, por não ter maioria, foi indigitado devido à necessidade de "estabilidade"; o de Costa, que Bloco e PC já garantiram viabilizar, não é indigitado, porque… Cavaco vê instabilidade. Isto parece confuso, mas a culpa não é da minha escrita. É mesmo o Aníbal que como tem a cabeça cheia de nós górdios, enrola-nos também.

 

No entanto com Cavaco é responder que sim a todas as perguntas, que ele papa. Passos Coelho e Ricardo Salgado disseram-lhe que o Natal era a 26 e que o BES "estava sólido e ele acreditou. A estabilidade financeira para Cavaco é o "BES sólido", e o BPN um restaurante self-service para os amigos se servirem, enquanto o povo vai bancando o festim dos cavaqueiros. Dito isto concordo com Cavaco. Para o PS garantir a estabilidade financeira do país, a primeira medida é correr com os amigos de Cavaco de todos os cargos públicos - apesar de já ser tarde.

 

Resumindo, para Cavaco, o Costa, o Jerónimo, e a Catarina Martins não são de confiança, já o Portas, um exemplo de homem e político, Passos, um homem de palavra e integro, e Ricardo Salgado, um banqueiro de excelência, são pessoas a ser levadas na maior consideração. É sempre assim, quando nos movemos no meio do lodo, quando andamos em solo firme, achamos sempre que é demasiado duro.

 

No fundo o que Cavaco quer são as garantias de estabilidade como as que Portas deu na questão da "irrevogabilidade" e que custou mais de 2000 milhões a Portugal. Nessa altura Cavaco estava de quatro e nunca exigiu nada além de manter o Portas custe o que custasse. Já Costa tem de apresentar garantias de um governo sólido; prometer o regresso da Vila Faia; o alcatroamento da estrada secundária para Sernancelhe; e que quando neva passe a ser possível ir ao topo da Serra da Estrela.

 

Constatamos por fim uma mudança nas crenças do Presidente da República. Se antigamente se agarrava à Nossa Senhora para ajudar nos resultados da governação de Passos Coelho, agora, e com António Costa, já quer garantias terrenas e no papel. Cavaco Silva também acha que, tal como ele, a Nossa Senhora não quer nada com a esquerda. Nunca imaginei que a Nossa Senhora fosse de direita: sempre pensei que estivesse ao centro. Mas como Cavaco tem o email e "face" da Nossa Senhora vou confiar nele. O reino dos céus tem uma bonita relação com Portugal: Jesus fala com a Alexandra Solnado e a Nossa Senhora com o Cavaco. Apesar de ser um orgulho para o país, a escolha das pessoas é assim para o coiso, a dar para o duvidoso…

 

Termino com o óbvio: como é que deixaram o Costa ir sozinho falar com o cavaco. António Costa que perdeu as eleições mais fáceis da história de democracia portuguesa, em nenhum dia convenceria o Cavaco que conseguia fazer um ovo cozido sem ajuda de um chef de prestígio, quanto mais que governava um país 4 anos...

 

21/07/2014 - "Cavaco diz que portugueses podem confiar no BES" TVI24

 

30/01/2015 - "Cavaco Silva diz que nunca falou sobre o BES". Visão



Não estranha que se dê tão bem com Passos Coelho, Paulo Portas, Dias Loureiro, e Ricardo Salgado, entre outros…

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publicado às 01:19

A alergia de Cavaco à democracia

por Gajo, em 23.10.15

cavaco.jpg

 

Ontem estive a ouvir o Doutor Cavaco Silva e depois do discurso fiquei com a certeza que o Presidente não comemora o 5 de Outubro, mas no recato do lar assinala condignamente o 24 de Abril, e chora o 25, a ouvir o tema "ó tempo volta para trás".

 

Disse o Professo Aníbal que não pode dar posse a um governo integrado por partidos que sejam contra a NATO ou a UE. Ou seja, a democracia presidencial só aceita pessoas que pensem como ele. Estou aqui a pensar que nome se dá a este tipo de pessoas…são aqueles da ponta direita - falta-me agora o nome. Ai pá tivemos um durante décadas…Não estou mesmo a ver.

 

Aliás, 1 milhão de pessoas que votaram no Bloco e no PC, para Cavaco não contam. O ideal para o Presidente era dar-nos, quando vamos votar, em vez da "liberdade de voto", a liberdade de Cavaco". O professor dizia onde devíamos votar e nós íamos em carreirinha fazer o recado. Julgo até que não se devia votar. Quem pensava assim era um senhor com nome de árvore…ajudem-me…

 

Também queria perguntar ao Presidente em que partido votaram os "mercados" e os "credores". É que os votantes do Bloco e do PC são treta, mas ele mostrou bastante respeito pelo voto dessas entidades. Sugeria nas próximas eleições que as urnas fossem separadas por valor: 5, 10, 20, 50, 100 euros, etc, e assim sucessivamente. Os votos de 500 euros valiam por 500 pessoas. Os desempregados votavam com notas de monopólio para se sentirem parte do processo. E recebiam um chupa democrático com o boletim.

 

Por fim, foi enternecedor ver Cavaco falar com desdém "dessas forças políticas" (Bloco e PC), como se fossem algo maligno à democracia. Para o Presidente a Catarina e o Jerónimo são perigosos, mas, por exemplo, Duarte Lima que foi líder da sua bancada parlamentar, Dias Loureiro, Conselheiro de Estado, etc, são tudo exemplos de vida para qualquer um de nós. Acho que, Cavaco em pequeno nunca ouviu, "cuidado com as companhias". Ou, se calhar, a má companhia era ele. Agora fiquei na dúvida. Também gosto, "diz-me com quem andas que dir-te-ei quem és"…

 

Depois de Sócrates, Passos Coelho, Salgado, Bava, Oliveira e Costa, Dias Loureiro, Duarte Lima, Armando Vara, Portas, etc, que guindaram o país ao sucesso, realmente quem nos mete mesmo medo é a pequenita Catarina, e o avô bonacheirão, Jerónimo. É que com esses dois era capaz de ir jantar e deixar a carteira em cima de mesa. Com os outros, além de ficar nu, ainda pagava a conta e dava dinheiro para o táxi.

 

Antes de terminar, virão aí aqueles, "ah e tal os comunistas comem crianças ao pequeno-almoço". Belos tempos: tomara muito portugueses terem um "bracinho de uma criança" todos os dias para comer. Clima de medo que eles gostam de pôr...

 

"Ah o Bloco quer nacionalizar a Banca". Já chegam tarde, PS e PSD têm feito isso, de maneira original. Pagamos mas não gozamos. Já enterramos 16 mil milhões na banca, sem a nacionalizar. Ou seja, quando dá lucro eles repartem, quando dá prejuízo é "nacionalizada", a bem da "estabilidade financeira" - mais uma vez, o medo. Mas o bloco é que é mau. Funciona assim: para "nacionalizarmos" o BES tivemos de dar, por exemplo, 3 milhões ao Salgado, para ele vir cá para fora e deixar a pulseira, usufruir dos restantes 4 mil milhões, que iremos "patrocinar" para "salvar" o Novo Banco. Só parece confuso. O Bloco né?

 

PS - Uma coisa que me chamou à atenção é que o Presidente pelo andar, anda todo assado. Sugeria um creme gordo ou pó-de-talco com cheiro.

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publicado às 02:00


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