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Estamos na final!

 

Ponto de ordem: com o resultado de ontem, Portugal, será uma das duas melhores seleções da Europa. Isto para a nossa autoestima é muito bom, pois os emigrantes só se podiam orgulhar de serem cidadãos de um dos países mais corruptos do mundo.

 

Segundo ponto de ordem: gostava bastante que ganhássemos à Alemanha na final, principalmente porque ficaria muito feliz se visse Passos Coelho a sofrer. Depois ninguém gosta de ver um cidadão alemão a fazer a festa em nossa casa.

 

Entrando no que interessa, Fernando Santos acompanhou Ronaldo e disse "que se fo*#", e experimentou a pôr a jogar os melhores jogadores. Como qualquer pessoa, um treinador também está sempre a aprender, e o selecionador aprendeu que, se puser os melhores jogadores em campo, há o risco da equipa melhorar, como tem acontecido.

 

Fernando Santos é um homem de palavra! Coisa rara nos tempos que correm. De repente, que me lembre, o último homem que prometeu alguma coisa em Portugal e cumpriu foi o Manuel Palito. Imaginem que Fernando Santos trabalhava no Expresso e tinha prometido divulgar os nomes do "Panamá Papers". Hoje já sabíamos quem eram os jornalistas que Ricardo Salgado abonava para darem notícias fofinhas sobre o BES. Assim, só temos…"jornalistas". Tomáramos nós que António Costa fosse como Fernando Santos. Por exemplo, António Costa, prometeu devolver o IRS dentro dos prazos, o que já não vai suceder, segundo o governo, "por problemas informáticos" (são os mesmos computadores que Passos Coelho usava - de certeza). No entanto, prometeu igualmente que Domingo iria assistir ao jogo decisivo, mas aqui tenho uma fezada que não vai falhar a promessa. Dentro deste espírito festivo, o mínimo que espero do primeiro-ministro, e não duvido que o irá fazer, é que convide para viajar no seu avião, todos os portugueses que tinham tudo programado para se deslocarem a França para assistir ao jogo da final, mas estavam à espera da devolução do IRS para o fazerem. Curiosamente são os mesmos a financiar tão belo passeio.

 

Agora que alcançamos o jogo mais desejado, ficava bem o selecionador nacional agradecer a quem nos carregou até esta final e tão esquecido tem sido: falo obviamente de Arnor Traustason. Este senhor com nome de pomada para o reumático, marcou o golo da Islândia ao 94 minutos, que nos colocou a defrontar seleções onde Fernando Santos em vez de dizer os nomes dos adversários, falou no 8, no 7, no 15, no 24, etc. A seguir, para variar, vamos enfrentar uma seleção (França ou Alemanha) em que a maioria dos jogadores não tem o objetivo de tirar uma selfie com Cristiano Ronaldo. Vai ser interessante analisar esta nova realidade.

 

Eu admito que não tenho sido um fã do futebol da seleção, mas ao ouvir Quaresma fiquei radiante. Disse o extremo, que aos críticos, a única coisa que tem para dizer é: "convidá-los para ir ver a final". Caro Quaresma, Domingo às 11 em frente ao Colombo. Sou o de camisa preta e sabrinas, só para ser mais fácil identificar.

 

Podem dizer o que quiserem, mas a evolução do futebol luso tem sido como aquela senhora que parecia um chouriço embalado em papel de jornal, que conseguiu enganar um para casar, mas que depois do divórcio, surge como um paio fumado, premiado na feira do enchido de Paio Pires. Começou no ginásio, passou a namorar o jardineiro da câmara municipal, mete fotos no "face" a fazer boquinhas, e arranjou um email, loba.madura69@gmail.com, condizente com o novo estado de espírito. Ou seja, é a vizinha do 5º andar que ninguém dava nada por ela, mas que depois confirmou o potencial que desconfiávamos que tinha.

 

Para terminar, Gareth Bale foi para casa; Messi levou 21 meses de cadeia, por andar a "fintar" o fisco"; e Ronaldo… continua a ser o melhor do mundo.

 

Também queria ter falado sobre o desvio de três mil milhões da Caixa Geral de depósitos, que todos temos de ir lá cobrir, mas o que é isso ao pé da qualificação para a final?

 

Força Portugal!

 

PS - Estimada comunicação Social: vamos parar com a conversa de que os jogadores carregam o  "sonho do povo português em vencer o europeu". O sonho é deles. É a profissão deles. Nós só gostamos de bola. Parem de tentar que "bola" seja mais que "bola". Os portugueses querem ganhar o europeu, é um facto, mas acreditem, que os "sonhos" dos portugueses, andam longe, muito longe, de passarem por aqui. Se formos campeões, todos iremos continuar na mesma, o país na mesma, e a vida de cada um…na mesma. Os "sonhos" passam por nós e os nossos terem saúde, haver trabalho, sermos felizes, etc.  Vamos com calma, a sério.

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publicado às 03:53

ÓSCARES Portugueses

por Gajo, em 29.02.16

 

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Os óscares portugueses também se realizaram ontem, mas passaram despercebidos devido a não terem o impacto dos de Hollywood. Para os que sentem curiosidade em saber quais foram os grandes vencedores nacionais, deixo a lista. (Tal como nos óscares que acontecem nos EUA, as categorias mais aguardadas ficam para o fim.)

 

- CANÇÃO ORIGINAL: Jorge Palma: "Encosta-te a mim". Música que António Costa dedicou a Jerónimo de Sousa para formar o Governo de Esquerda.


- SOM: "Friends Will Be Friends". Música sobre uma ternurenta relação de amizade entre dois homens: José Sócrates e Carlos Santos Silva.

 

- BANDA SONORA ORIGINAL: "Canção do Beijinho - ora dá cá um e a seguir dá outro, que só um é pouco", do filme, "Tudo Bons Rapazes", venceu. Conta a narrativa de Carlos Costa, Presidente do Banco de Portugal, que depois do BES, ainda  deixa falir um segundo banco, o Banif.

 

- EFEITO SONORO: "Geringonça". No filme:"O Governo de Esquerda é Ilegal".


- FOTOGRAFIA: "Vistos Gold". Uma fotografia chega para nos lembrarmos no futuro.

 

- EFEITOS VISUAIS: Centros de Emprego.


- MONTAGEM: Todo o encadeamento intricado do filme, "A Teia", seduziu a Academia. Conta como Ângelo Correia fez a "montagem" de dois incapazes,  Passos Coelho e Miguel Relvas, dois dos homens mais poderosos do país.

 

- EFEITOS VISUAIS: Mário Centeno vence com estrondo através do filme: "Ilusão de Óptica". É-nos mostrado que o aumento do imposto sobre os combustíveis, não é um aumento de impostos.
 

- MELHOR GUARDA-ROUPA: Paulo Portas e o seu inseparável "Colete Acolchoado Verde" conquistou o júri. O mala do carro do "Perna" para transportar "envelopes" também colheu agrado.

 

- MAQUILHAGEM: O filme, "A Absolvição de todos os arguidos no caso dos submarinos", foi um momento de maquilhagem que deixou a Academia de boca aberta. "A Culpa da Falência do BES, é do Contabilista", não deixou igualmente os jurados indiferentes. "Justiça Portuguesa", voltou a perder por pouco na categoria "Maquilhagem".


- CENOGRAFIA: "Parlamento".

 

- FIGURINOS: O Povo Português em  "Querida encolhi-lhes os rendimentos". Fala sobre um povo que tem resistido a primeiros-ministros e presidentes da república, que não lhes permitiriam gerir a caixa dos donativos de um presídio.

 

- DOCUMENTÁRIO DE CURTA METRAGEM: Venceu, "Taxi Driver: Assunção Cristas na liderança do CDS". "Um dia de trabalho de um político", não ganhou por uma unha negra.

 

- DOCUMENTÁRIO DE LONGA METRAGEM: Venceu sem grande surpresa: "Como Falir 4 bancos  (BES/BPN/BPP/BANIF) sem ninguém ir Preso". Outro dos favoritos, "Criminalização do Enriquecimento Ilícito",  talvez por todos os anos ir a votos,  e para o ano estar lá de novo, voltou a não ganhar.  É um documentário com mais de 30 anos que promete sequela.

 

- CURTA METRAGEM DE ANIMAÇÃO: Para os mais jovens, a paródia, "Alibabá e os 40 amiguinhos", não deu hipóteses. Uma historinha enternecedora que versa sobre Miguel Relvas querer ser dono de um banco, pertencente ao "Universo BPN", pedindo inclusivamente ao Banco de Portugal que lhe passasse um documento a dizer que é uma "Pessoa Idónea".


- LONGA METRAGEM DE ANIMAÇÃO: "Os Portugueses Vivem Acima das Possibilidades", arrebatou todos. "Políticos e Dirigentes Superiores Ganham Mais do que há 4 anos ", foi eliminada à última da hora porque poderia traumatizar os mais pequenos.


- ARGUMENTO ADAPTADO: Sem espanto: "Uma Mente Brilhante". Relata a história de um homem que depois de afundar um país, vai estudar para Paris e escrever um livro, tudo à conta de um amigo.  Ricardo Salgado em: "Eu Não Sabia de Nada" (do que se passava no BES), esteve quase a ganhar. Inspirado na história do BPN, em que também ninguém sabia de nada, teve bastante aceitação por parte da crítica.


- ARGUMENTO ORIGINAL: "Amnésia", de Marques Mendes. Um homem que não se recorda que abriu empresas nem a Fundação envolvida no caso "Tecnoforma", tocou no coração de todos.

 

- MELHOR DIREÇÃO ARTÍSTICA: Angela Merkel  no filme, "Pedro Marioneta", que conta a história do boneco que se mexia sem fios.

 

- MELHOR FILME ESTRANGEIRO: "Lista de Shindler". Uma película do Senhor Shauble, Ministro das Finanças Alemão, que refere os "perigos de Portugal sair do rigor orçamental", no que diz respeito a levantar a austeridade ao povo.

 

- MELHOR ATRIZ SECUNDÁRIA: Venceu Mariana Mortágua em, "Dura de Roer". Fez perguntas a Ricardo Salgado que muitas crianças de 5 anos fariam, mas que alguns deputados do "arco da governação" não fizeram, porque estavam com o rabo entalado.

 
- MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO: Paulo Portas no inesquecível papel, "O irrevogável", não encontrou dificuldades em abafar a performance de António Costa no, "Quem Quer Ser Primeiro Ministro".

 

- MELHOR ACTRIZ:  Nossa Senhora de Fátima no papel de "Conselheira" de Cavaco Silva. Era a Nossa Senhora o garante das boas decisões  do homem "que nunca se enganava e nunca tinha dúvidas , desde que não fosse no caso BES. Sobre o tema do BES Cavaco Silva também esteve nomeado com o filme: "Ensaio Sobre a Cegueira".


- MELHOR ATOR: É como um prémio carreira agora que vai abandonar a 7ª arte.  Cavaco Silva venceu com, "Os Homens do Presidente". Retrata a história de um Presidente que teve como conselheiros de estado, Duarte Lima, Luís Filipe Menezes, Oliveira e Costa, Dias Loureiro, etc…O Juiz Carlos Alexandre em "Exterminador Implacável" era outro dos favoritos. Esperamos que exista continuação e que para o ano possa vencer.

 

- MELHOR REALIZADOR: José Sócrates abafou a concorrência na direção épica do filme "Laços de Sangue". Trata a história de um homem pobre que perde o emprego,  ficando com uma mão à frente e outra atrás, onde um amigo, altruista, e com um coração de ouro,  lhe empresta 20 milhões de euros para as necessidades básicas, como estudar na cidade luz, e viver num dos bairros mais luxuosos de Paris.

 

- MELHOR FILME: O grande vencedor da noite mágica: "Duro de Matar". Quando todos pensam que está morto, António Costa, consegue transformar sucessivas derrotas em vitórias, chegando inclusivamente a primeiro-ministro e ainda eleger o Presidente da República que queria. Curioso o facto de António Costa não se ter levantado para receber o óscar, pois não acreditava que tinha ganho (está habituado a perder); e ainda gritou: "não ganhei mas ainda vou ficar com essa estatueta"...

 

PS - Podem deixar sugestões ou dar a vossa opinião, concordante ou discordante das nomeações.

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publicado às 01:47

Habemos Marcelo

por Gajo, em 25.01.16

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A noite de ontem foi para a esmagadora maioria de nós, uma noite de felicidade, tenha o nosso candidato tido ou não um bom resultado: vamos ver-nos livres de Cavaco Silva! Depois de mais de 20 anos a levar com ele, ainda cá estamos. Renovo os parabéns a todos. O importante agora é que Cavaco enrole a trouxa, pegue na Maria e nos presépios , abra as janelas para arejar aquilo, e desapareça para a Casa da Coelha. Cavaco nem na hora da despedida deixa saudades. Quanto à Maria Cavaco Silva, Marcelo Rebelo Sousa já apresenta um upgrade: não tem primeira dama. Dizem que tem um lance, mas segundo se sabe não manda nele.

 

Dito isto, de realçar o momento mais marcante da noite, que foi sem dúvida a primeira palavra do novo Presidente ao povo: "xxxiu". Espetacular . Um reparo, e agora que Marcelo é presidente, a ver se trata daquela gosma que o incomoda. Faz-me lembrar os carros antigos que quando não abríamos ar afogavam.

 

Sinceramente, ainda esperei ver Maria de Belém entrar para comemorar com o Marcelo o resultado eleitoral. É que se não fosse ela, Sampaio da Nóvoa provavelmente tinha ido à segunda volta.

 

Feitas estas pequenas introduções, passemos agora ao grandes vencedores da noite, que foram todos, como habitualmente:

 

António Costa - Está a tornar-se num mestre em derrotas vitoriosas. Depois da legislativas foi agora nas presidenciais. Ao não apoiar nenhum candidato afeto ao PS, Maria de Belém ou Sampaio da Nóvoa, António Costa abriu caminho à vitória de Marcelo Rebelo de Sousa, o único candidato que tinha prometido estar ao "lado do governo", quase incondicionalmente.

Com isto, António Costa enfiou um ferro curto em Maria de Belém, cortou-lhe o rabo, as duas orelhas, e saiu em ombros, depois desta se ter atravessado como candidata sem falar com ele. Com o descalabro de Maria de Belém, António Costa arrumou igualmente de vez com a ala "Segurista", sobrando os jantares marcados por Francisco Assis, quando quer ir comer leitão à Mealhada e não tem companhia. António Costa fechou a noite com uma frase de antologia: "Os Portugueses rejeitaram as candidaturas populistas". Sendo que as mais penalizadas foram as da ala do PS, António Costa deve evitar a bica com cheiro antes de falar. Ou se calhar quis mesmo dizer isso...

Ninguém me tira da cabeça que António Costa ia na mala do carro do Marcelo, a beber uma flute de champagne, para festejar.

 

Marcelo Rebelo de Sousa - É o novo presidente, e como era Domingo, não resistiu em aparecer para comentar os resultados eleitorais. Só não tinha a Judite e os livros para nos parecer um Domingo comum.

Outro facto curioso, foi que bastou ganhar as eleições para termos uma novidade em Marcelo, explanada no seu discurso de vitória: "tenho convicções". Até agora o que sabíamos era que a única convicção de Marcelo era não ter convicções. Ou mais corretamente, tinha a convicção que se mostrasse oportuna no momento em que se encontrasse.

 

Sampaio da Nóvoa - Não chegou a entrar na casa. Quer dizer: na política. Foram 20 diazitos onde disse que era mais sério do que todos. E pronto.

Disse o candidato: "Pela primeira vez uma candidatura independente esteve perto da 2ª volta". Faz-me lembrar a mim quando saia à noite em miúdo: uma rapariga olhava para mim, eu olhava para ela, passavam as horas e ela acabava com outro. Chegava a casa e pensava: "quase, ela gostou de mim, se tivesse ido ter com ela…". Basicamente, acabava as noites a fazer amor comigo próprio, é onde quero chegar. Sampaio, vai por mim: não chega, é uma "vitória" fraquinha. Chegaste a casa e o Marcelo é que levou a "gaja". Percebo o que estás a passar....

 

Marisa Matias - O Bloco agora ganha sempre. O novo PCP mas com carinhas larocas. Pedro Arroja não deve andar muito satisfeito de ver mais uma "esganiçada" com uma boa votação. A alegria do Bloco deve ser por ter ultrapassado os 5%. Assim, recebe mais 500 mil euros de subvenção estatal. Até eu fazia uma festarola de arromba.

 

Maria de Belém - Nem sei bem que diga. Além de todos rirmos muito da votação que alcançou, sendo dia 25, já caiu na conta Maria de Belém, a subvençãozita que nós lhe pagamos, e amanhã, no meu caso, continuo desempregado. O resto é conversa.

Ainda assim, nem tudo foi mau para Maria de Belém, pois como se viu, na hora da derrota, os seus apoiantes não a abandonaram. Como agradecimento, Maria de Belém fez questão de pagar uma rodada a todos, ficando a conta do bar em mais de um euro e setenta. O cameraman e o gajo que agarra no cabo não contam como apoiantes.

Para quem ouviu o discurso de Maria de Belém, certamente concordou com a sua teoria: o resultado deveu-se à campanha "menos correta" de Marcelo Rebelo de Sousa, de Sampaio da Nóvoa, e de Marisa Matias. Suspeito até que se não fosse isso, era capaz de deixar mais de 3 euros no bar.

Manuel Alegre ainda fez uma quadra democrática a chamar "salazarentos" aos 96% de portugueses que não votaram na candidata que apoiava. Sobre as subvenções não tinha tinta na caneta. Admito que receei que Manuel Alegre pudesse entrar de chaimite na hora em que Marcelo discursava, vincando a sua posição contra os "traidores".

Maria de Belém, apesar de tudo, conseguiu ter uma vitória retumbante sobre o Tino de Rans, com cerca de 1% a mais, tornando-se no momento mais emocionante da noite. Nunca uma Tia pensou que um Calceteiro, participante de reality shows, desse tanto trabalho.

A candidata também se mostrou danadinha para brincadeira: "Estivemos à altura das nossas responsabilidades". E eu que evitei sempre fazer piadas com altura...

Para terminar, sugiro à Maria de Belém que da próxima vez que for a eleições, faça a sede de candidatura em casa, na sala, mais especificamente, a ver se consegue fazer parecer que tem mais gente a apoiá-la. Basta pedir à filha para não sair nessa noite e já são para cima de três pessoas.

 

Edgar Silva - Quando vi a apoteose na sede do PCP pensei que tinha sido golo do Porto, que jogava na altura. É que com a votação de uma lista derrotada numa eleição para uma associação de estudantes de uma escola com três turmas, era manifestamente uma euforia acima das possíblidades. Mais uma derrota vitoriosa do PCP, mas onde hoje em dia já todos os partidos lhe seguem as pisadas.

 

Vitorino Silva - Vitorino Silva tem um email de campanha que é o "portugalcomtino"; assumiu-se sempre como "o Tino de Rans"; fala de si próprio como "Tino"; entrou num reality show onde todos lhe chamavam, Tino; os seus apoiantes tratavam-no por Tino; o povo gosta dele por ser o "Tino;" mas ontem estava indignado por ser conhecido por…"Tino". O Vitorino ainda não percebeu que as pessoas gostam do Tino, e quando ele pensa que está próximo da "Liga Europa", deve ter atenção se numas próximas eleições não será despromovido em vez de ir à Europa. 4% são 4%, e alguém que diga ao Tino, que o José Manuel Coelho, da Madeira, aquele meio amalucado, teve  4,5 % nas presidenciais de há 5 anos. Mais que ele...

 

Henrique Neto - Teve a votação dos compinchas com que joga damas ao Domingo. Sairmos da realidade, se nos faz felizes, nunca é algo negativo. Uma vez faltei a um teste e acreditei que ia ter positiva no final do periodo. Não tive.

 

Jorge Sequeira - Palavras dele, o grande vencedor da noite. Tem uma teoria bastante interessante: como partiu do zero e teve votos, só se pode considerar triunfador. Esta ainda ninguém se tinha lembrado: acima de zero votos é uma vitória. E no caso, não tenho dúvidas que não teria muita mais esperança que ter o voto dele e da família chegada. É mais um que teve tempo de antena de borla para potenciar a sua vida pessoal.

 

Cândido Ferreira - Foi vencedor, porque teve um cesto de votos mesmo a comunicação social não lhe dando tempo de antena, quando ele próprio se autoexcluiu dos debates. Só parece confuso. Ou seja, para Cândido Ferreira, se não fosse este factor (que ele próprio escolheu?!), tinha tido votos que dariam acender uma lareira numa noite quente de agosto. Nem o timbre de voz do Ramalho Eanes o safou.

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publicado às 03:20

"Os perigosos radicais de esquerda"

por Gajo, em 05.01.16

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Depois de um tão grande esforço da Coligação PSD/CDS, onde Passos Coelho disse, com grande  mágoa, certamente, que tínhamos de "pagar aos credores, custe o que custasse", mas no caso do preço dos medicamentos para a hepatite C, "que não se podiam salvar vidas a qualquer preço", parece-me que estamos a deitar este árduo trabalho por água abaixo. Ainda por cima falamos pessoas que faziam pouca falta, e que no fundo só davam despesa.  Imaginem se não tivéssemos velhos e doentes, ou se os limpássemos a todos numa vala comum, o país prospero que não teríamos? Ah pois, se não for eu a fazer luz sobre estas temáticas, andamos aqui a ver a banda passar.

 

Uma Coligação esmerada onde o Ministro Pedro Mota Soares deixou a lambreta para andar num AUDI de 80 mil euros; tudo para evitar ter algum acidente, ou sofrer com as mudanças de temperatura por se transportar numa motorizada, algo que se acontecesse iria sobrecarregar ainda mais o já depauperados cofres do Sistema Nacional de Saúde. Alguém reconheceu isto? O mesmo Mota Soares que quando a crise estava a rubro, gabava-se de inaugurar dezenas de cantinas sociais para as pessoas que tinham perdido tudo, terem uma sopa para comer. Um coração de ouro. Quanto não custaram estas cantinas e as refeições à borla para todos... Outra vantagem que as cantinas sociais proporcionaram, foi que muitos que não tinham dinheiro  para ir comer a restaurantes, passaram a almoçar e a jantar fora, diariamente, podendo inclusivamente experimentar cantinas sociais diferentes, com o aumento, por exemplo, do tempo em família de qualidade. Isto não é proporcionar uma vida melhor? Mais: quantos portugueses têm vários chefs a cozinhar para si , ou não têm de se preocupar em arrumar a cozinha? Pois...até isto estes querem estragar...


E que vemos agora meus amigos, com os radicais de esquerda, Catarina, Jerónimo, e Costa? Depois de tanto sucesso da dupla Pedro e Paulo,  o que me apraz dizer é que estes perigosos esquerdalhos querem destruir a excelência da governação que lhes foi deixada como herança... Vejamos: aumentaram o salário mínimo que esteve congelado anos... Querem pôr mais dinheiro na mão de gente que não o sabe gerir e o vai gastar sem controlo em coisas como a alimentação dos filhos, medicamentos, ou numa casa para morar? Gente que até pode sorrir por ter uma folga miserável ao fim do mês para poupar? Assim onde é que vamos parar? Vá, pensem comigo!

 

Este louco do Costa e a sua trupe instituiu que no caso da sobretaxa quem tem mais paga mais. Que é isto? Onde está a equidade? Se há quem não tenha dinheiro para comprar pão, também há quem não tenha dinheiro para comprar o ultimo modelo da Porsche. Se quem tem pouco não se habitua a comer uma sandes de margarina de cozinhar, ou a passar o dia com meia refeição, qual a razão de que quem anda de Porsche ter de se habituar a conduzir um Mercedes? Onde está a lógica disto? Não somos todos iguais?

 

Mas não se ficam por aqui estes gastadores:  a partir de agora as casas não poderão ser penhoradas às famílias em dificuldades. Imagine-se que só por alguém ter ficado sem emprego, devido à crise, o banco ou as finanças não o podem pôr a dormir ao relento. Inacreditável. Pelo menos arranjem uma desculpa decente! "Ah e tal, fiquei sem emprego, não há trabalho". Acham que isto é razão suficiente para não se pagar a prestação da casa? Só falta dizerem que são caloteiros porque têm  "de dar de comer aos filhos", ou "precisam de comprar medicamentos para não morrerem". Incrível as patranhas que as pessoas são capazes de inventar para não cumprirem as suas obrigações. Não há dinheiro não há vícios! Até há que se suicide só para dramatizar a situação. Os "drama queen".

E o investimento que se fez  na orla costeira pelo anterior governo, de norte a sul, para que quem perdeu as  habitações pudesse desfrutar do adormecer com vista mar, é jogado à rua? Isto não é despesismo?!


A outra brincadeira deste novo governo de esquerda é o esbanjamento no Sistema Nacional de saúde. Só faltava isto: médicos ao fim de semana nos hospitais para tratar pessoas egoistas que não têm a decência de ter as embolias durante a semana, quando há médicos, ajudando assim na poupança do erário público. Não, tem de ser o fim-de-semana só para chatear e obrigar a torrar dinheiro.  Se não há dinheiro para ir ao privado, escolham  bem os dias para sofrerem problemas graves. Tipo, durante a semana, das 9 às 18. Evitar as horas do futebol também é simpático.


Para não me alongar. É bom que tenhamos consciência que com este despesismo, se falir mais algum banco, podemos não ter dinheiro para suprir as verdadeiras necessidades, e a estabilidade do sistema financeiro de Ricardo Salgado, só para citar um nome. Há que ter consciência que para metermos dinheiro na banca, não podemos andar a gastar em futilidades como salários e médicos. É mentira quando dizem que não há dinheiro. Há dinheiro, senão de onde vinham os 16 mil milhões que demos ao Salgado, ao Oliveira e Costa, ao Rendeiro, e aos amigos? O que não há é dinheiro para desbaratar com a maçada das pessoas pobretanas.

 

Pessoas há muitas, bancos é que há poucos… Só um cego mal-intencionado não vê isto, certo?

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publicado às 02:08

Vez do Banif: cheguem-se à frente!

por Gajo, em 21.12.15

banif.jpgPassos, Portas, Maria Luís, etc, não quiseram ir embora sem nos deixarem uma prendita no sapatinho: o Banif. Uma lembrancinha de 1700 milhões, a acrescer, a outra mais humilde, de 200 milhões, "referente a prejuízos no BPN", e que "o governo de Passos Coelho deu indicações para esconder", até às eleições. Com estas duas oferendas é interessante recordar as palavras de Passos Coelho: "que se lixem as eleições"… Lendo este estado de espírito do ex primeiro ministro, foi só por acaso que não referiu a situação do Banif (a comissão europeia alertou governo, a 24 junho, para necessidade resolver rapidamente problema no banif.), os novos prejuízos do BPN, ou que a devolução da sobretaxa tinha sido prometida com um elástico. Imaginem se Passos Coelho ligasse às eleições… No fundo o que Passos fez para ganhar as eleições, não foi um "conto de crianças", mas um bonito "conto de natal".

 

O governo de Passos Coelho faz-me lembrar quando era puto. A minha mãe mandava-me arrumar o quarto para poder ir brincar para a rua, eu enfiava tudo para debaixo da cama, e quando ela vinha parecia que estava tudo um brinco. Tudo corria bem até ser descoberto. A diferença é que eu tinha 10 anos e o Passos tem 50.

 

Portugal, não parece, as notícias até podem sugerir o contrário, mas é de longe o país mais rico do mundo, onde cada cidadão é "proprietário" de um ou mais bancos. Só não recebe dividendos. Duvido até que algum português saiba quantos bancos "tem", já "comprou", "vendeu", ou ainda vai adquirir. Aliás, este fanatismo dos portugueses pelas instituições bancárias chega ao ponto de não terem dinheiro para cumprir com as prestações da habitação, porque "optaram" por serem "banqueiros". Ainda assim o português médio alto tem um mata-velhos, um T0, e é/foi dono de 5/6 bancos.

Incrível, há países, que em vez de resgatarem bancos, resgatam pessoas…Atrasados! Somos tão bons nisto que deviamos ser uma força de elite mundial para salvar bancos.

 

E, como os governos nacionais sabem deste entusiasmo, fazem-lhes a vontade, injetando, desde o BPN, 18 mil milhões de euros do dinheiro do trabalho dos portugueses na banca. Para manter o ritmo, António Costa já segue a linha de sempre, aumentado 2 euros as reformas, e investindo 1700 milhões no BANIF. A diferença para Passos Coelho, é que António Costa diz que o Banif vai "custar bastante aos contribuintes", e Passos Coelho dizia que "não custava nada e ainda dava lucro". No fim de contas, o resultado é o mesmo, com a outra diferença que Passos mandava sempre alguém dar as más notícias por ele…Pensem comigo. Isto parece melhor porque qualquer um de nós quando lhe metem coisas no rabo sem pedir, gosta que pelo menos o façam pessoalmente e lhe deixem um sorriso.

 

Depois, todo o quadro é espetacular. No BPN vendemos o banco por 40 milhões, quando lá enfiamos cerca de 10 mil milhões, e agora, no Banif, vendemo-lo por 150 milhões quando já se sabe que vamos injetar mais de 700. Ou seja, damos 700 milhões ao Totta, para nos comprar o Banif por 150. Espantoso.

 

Ainda bem que o BPN não era o BPP, o BES não era o BPN, e o Banif não era o BES. Felizmente o Montepio não vai ser o Banif, nem o BCP vai ser o Montepio…

 

Por fim descobri que temos andado enganados. Sempre ouvimos dizer para nos "agarrarmos ao Totta". Com a venda do Banif ao Totta, sendo que são os portugueses que vão bancar o buraco, é caso para dizer que o "Totta é que se agarra aos portugueses".

 

E nós agarramo-nos a quem?!

 

 

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publicado às 03:54


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