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"Grife australiana cria lingerie masculina para oferecer aos homens mais conforto e delicadeza". - não vou desenvolver esta frase apesar de existir muito para dizer sobre ela. Adiante...

 

A grande vantagem é que a partir de agora o marido/namorado/homem, pode começar a vestir a roupa da mulher sem isso parecer bizarro ou dar direito a internamento. Não que isto já não aconteça, mas com este sortido para homem, se virmos um urso pardo de fio dental já não estranhamos. Está na moda.

 

Certo que no Natal, para os mais antigos isto possa fazer confusão na altura da troca de prendas: Avô - "Ai neta não sei como consegues usar estas cuecas que nem se veem; no meu tempo estes elásticos nem davam para fazer uma fisga para ir ao pássaro"; Neta - "Não avô, essa lingerie de saia, ligas, e top é para o Renato, e a máquina de barbear é para eu fazer o buço".
Ainda assim, se a neta tiver uma namorada a atirar para o camionista, a situação poderá ser menos embaraçante.

 

Outra coisa é a igualdade que isto vem trazer. O homem pode passar a dizer também: "Paty, esta noite vamos fazer um programinha e dormir fora; comprei um conjuntinho giríssimo só para ti. Tem tule nas bordas".
É verdade que no caso de um casal com filhos, estes podem ficar confusos. Grita o miúdo da cozinha: "Mãe, deixaste o soutien na cadeira"; responde a mãe: "Kiko, se for o que tem renda é do teu pai". Admito que isto vai levar algum tempo a entranhar.

 

Depois tem outra chatice. Naquelas noites românticas onde antigamente era a mulher que fazia um striptease, despindo-se em frente ao parceiro, agora, além dela passa a ser ele também. E com o momento gracioso que normalmente o homem proporciona em qualquer tarefa sensual do género, já estou a imaginar o entusiasmo da parceira a ir por água abaixo na altura dele tirar as meias de vidro. Pelo menos acaba-se o problema irritante para as mulheres do homem fazer o amor de soquetes. Vou levantar o véu: além dos sôfregos que cegam quando veem um frango depenado à frente e nem se lembram do tecido nos cotos inferiores, uma franja relevante deixa as meias porque a unhas dos pés, em vez de unhas são garras de falcão cheias de cotão nos cantos. É uma dica. E alguns dos que lerem este pedaço de poesia, podem confirmar...

 

A lingerie masculina, para um segmento de homens é a oportunidade de uma vida de gozar o carnaval diariamente, na medida em que há foliões que levam um ano à espera de voltar a mascarar-se de Sheila.

 

Numa análise aos conjuntos, cada um tem as suas vantagens. O de rosa com a saia, aquilo funciona tipo postigo. Em caso de necessidade deve correr, dando origem a um agradável leque para dias quentes. Quanto ao de branco, aquele tecido arranha, e não me parece confortável. A forma de bolsa para acomodar o trombinhas é bem pensada, mas a transparência era evitável. O cor-de-rosa com motivos florais é compostinho e discreto. Os dois elásticos são ótimos para pendurar cebolas enquanto andamos a cozinhar. O último é mais arrojado. Os franzidos no homem dão o toque fofinho, que é cortado com as meias de futebol. Os lacinhos, sobre os lacinhos. Quer dizer, sobre os lacinhos não tenho nada a dizer assim de produtivo que não acabe numa luta de espadas.

 

Bom fim-de-semana.

 

PS - Eu tenho consciência que me devia tratar - na cabeça.

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publicado às 14:27



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