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Devolvam-nos o nosso primeiro-ministro. O homem despegado do poder; o homem "do que se lixem as eleições"; o homem que "iria assumir as suas responsabilidades, mesmo que fosse na oposição". Devolvam-nos este homem.

 

Se já estamos assustados com os perigosos radicais de esquerda que vêm aí, mais ficamos com este sósia de Passos Coelho que quer uma "revisão constitucional extraordinária para dissolver Assembleia", porque não gostou dos resultados eleitorais.

 

A ideia não é má: se os resultados de umas eleições (representação parlamentar) não forem simpáticos, muda-se a Constituição até ficarem mais prazerosos. Suspeito que a intenção desta ideia genial seja para que tenhamos para sempre o Pedro como primeiro ministro. Sugeria então, que em vez de se mudar a Constituição, repuséssemos a que estava em vigor em 1973. Poupava-se tempo e acho que cumpria os intentos da iniciativa. Esta ideia de mudar Constituição porque não nos dá jeito deixa um certo cheiro a bafio não deixa?

 

A parte boa disto é que se os resultados se repetissem, íamos fazendo eleições até o resultado "certo" se verificar, o que era bom, pois o Domingo é um dia chato, e ir votar é sempre um programa emocionante. A outra solução era ter só um partido em quem votar, evitando-se assim maçadas aos mercados, credores, agências financeiras, e à Coligação PaF.

 

O que ninguém me responde é que se a PaF ganhou, qual a razão para não governarem e quererem mudar a Constituição? A minha pena é que o sósia também tenha problemas a contar deputados, mas será natural; provavelmente também terá sido aluno da Maria Luís Casanova Albuquerque.

 

Temos de entender que esta pessoa que se está a passar pelo primeiro-ministro tomou como exemplo o original e entrou em roda livre. Ora se a Constituição diz que os cidadãos têm de pagar impostos, o outro não pagava; se a Constituição diz que os subsídios e os ordenados são sagrados, o outro cortava; é natural que este pense que a Constituição é um livro recreativo com falta de espaços para colorir.

 

No entanto, amanhã, e pegando nesta iniciativa, de manhã vou beber uma bica, depilar os joelhos, e fazer a minha própria Constituição. Como não tenho ambições políticas, vou deixar a Constituição tal qual está, mas irei pôr uma alínea a dizer que terei direito a um emprego vitalício. A linha de pensamento é a mesma. Se correr bem abro um negócio de Constituições: "Constituição por medida em 24 horas". Ou seja, uma Constituição tailor made para cada português. Depois, cada um fica com uma palavra pass e cada vez que queira mudar a sua Constituição, por exemplo. os resultados de umas eleições, basta fazer login e levar a cabo as alterações apropriadas. Já estou a imaginar os portugueses com um post-it da sua Constituição colado no PC. Sim, como se poderia mudar diariamente não valia a pena uma coisa muito formal e cara. Não dá jeito cola-se outra.

 

Agora imaginem-se a jogar à carta com este Passos Coelho. Dão as cartas, o Pedro vê o jogo e diz: "Alto! Quero outro jogo, não gosto destas cartas, nem um trunfo". Felizmente que não joga no euro-milhões, senão ainda hoje estaríamos no primeiro sorteio: tinham de ir sorteando as bolas até saírem os números em que apostou.

 

Admito que tenho pena deste executivo ir embora. Conseguem sempre tirar mais um "Coelho" da cartola. A sorte é que este Passos é um sósia do Passos, e como diz a Manuela Ferreira Leite: "não percamos tempo com isto". O PAN deveria intervir pois este Coelho não está bem.

 

PS - Já agora e que vão mexer na Constituição, metam o futebol às quatro; o grão de bico a 0.40€; e o preço da palha para os presépios da Maria indexado ao buraco do BPN.

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publicado às 17:34



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