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Por norma trago assuntos importantes, mas hoje consigo combinar dois temas que não me tenho debruçado com a atenção que merecem: a dinâmica do uso da caixa multibanco e o silicone usado em doses generosas. Ontem precisei de ir a uma caixa multibanco várias vezes e reparei que uma franja de pessoas com mais uns aninhos, substituiu uma tarde bem passada no centro de saúde, e as "madrugadas" numa agradável fila da Caixa Geral de Depósitos, para tirar o saldo, por excursões à caixa multibanco.


Dito isto, apanhei um destes grupos excursionistas, no caso, duas senhoras, que quando saíram da frente do multibanco, não tenho dúvidas que levavam meio Pinhal de Leiria em talões. Depois, são provocadores: fazem questão de mostrar em leque as contas que têm para pagar, para vincar que estão para ficar. Este grupo, nunca, mas nunca leva logo o cartão na mão. Abrir a mala e procurar o cartão no meio do entulho é ponto de honra.
É um clube que quando inicia as operações, alguém que não saiba, pensa que fazem parte da assistência técnica, pois parece que estão a fazer programação informática. Só para início das hostilidades enfiam o cartão ao contrário e barafustam que "a máquina está avariada". O erro no código é a cereja no topo do bolo, para voltarem a fazer tudo de novo. "É o que digo, a máquina não está boa".


Muito importante: tiram o saldo antes das operações, com a irritante retirada do talão e do cartão, para tranquila análise do dinheiro disponível, para posterior nova e pachorrenta inserção do cartão. Sim, não podem ver o saldo na máquina porque deixaram os óculos em cima do maple. Nesta altura apetecia-me fazer coisas que doessem à senhora. Insultá-la, já me aliviava. Ainda soprei e fiz aqueles sons, bati o pé, olhei de soslaio, mas zero de resultado.
Não esquecer que o cartão tem que ser lenta e obrigatoriamente guardado em frente à máquina, no porta-moedas, que está outra vez dentro da mala. O cartão por norma é posto por detrás da fotografia da filha e dos netos, que está dobrada para não se ver o genro.

 

E sim, desisti, e fui à procura de outro multibanco.

 

No outro multibanco correu tudo bem, não fosse desta vez uma senhora fazer-me boquinhas involuntárias devido ao silicone que tinha nos lábios. Passo a explicar: quando cheguei, a senhora que estava a utilizar o multibanco virou-se para trás, e fiquei automaticamente siderado. Mesmo que não quisesse, os lábios carnudos chamavam por mim. Tinham vida própria. E ponham carnudos nisso. Aquilo ainda eram duzentas e cinquenta de carne limpa. Tinha umas beiçolas parecia um aspirador de água, daqueles que até ripas de parquet levantam. Logo ainda a confundi com um papa-formigas com cieiro, mas afinal não era. Não tenho dúvidas que se a senhora em análise algum dia tiver problemas de emprego, pode perfeitamente apostar no desentupimento de ralos. Vocês dizem, "é que exagerado", e eu respondo que aqueles lábios tinham silicone que davam para calafetar o rodapé de uma sala de 40 metros. Mais, não acredito que aquela senhora algum dia consiga beber por uma palha. Uma palha ali, é como se estivesse a chupar um fio de esparguete. Uma palha para ela nunca pode ser menos que um tubo de canalização, para sentir alguma coisa nos bifes.


Espero que me deem o devido valor por ter resistido a fazer piadas a atirar para o chavasqueiro com os lábios do papa-formigas.

 

Se chegaram aqui, eu avisei que ia descambar. Isto está a virar um pardieiro.

 

PS - Eu tenho o hábito de quando tenho de fazer mais que uma operação dar o lugar, e depois volto ao que tenho a fazer. Mas cheira-me que vou rever esta postura em determinadas situações…ou não!

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publicado às 04:53



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