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Falar a sério, mas só uma vez

por Gajo, em 07.12.15

Vamos lá falar a sério. A propósito dos posts que faço sobre política, alguns surgem aqui insultando-me com palavras mais ou menos agressivas, vinculando-me a um ou outro partido, a determinada ideologia, e quando a argumentação é sofrível, há o ataque à minha condição de desempregado, insinuando a minha burrice, que, admito, em várias situações da minha vida foi, é, e será manifesta. Ao invés de uma franja de iluminados que têm a verdade suprema, eu sou um tipo normal, cheio de defeitos, algumas, poucas, virtudes, mas totalmente despretensioso. Não sou vendedor de moral e muito menos evangelizador. Isto por uma razão simples: querer evangelizar é feio, pois à partida, quem o faz, depreende que os outros não sabem pensar pela sua cabeça. Coisa que, renego, desde o intelectual mais capacitado, à pessoa mais humilde e com a escolaridade do Miguel Relvas.

 

Infelizmente quem chega aqui com essa postura bate na trave e perde tempo. Sou bastante definido naquilo em que acredito, e condescendo sempre com aqueles que necessitam do insulto para fazer vingar as suas ideias. É demasiado simples desarmá-los e não é a menorizar ninguém que me sinto feliz. É sim a fazer rir. Aliás, quando o deixar de conseguir enrolo a manta e vou pregar para outra freguesia.

 

Dito isto, a política para mim não existe: não acredito em nada nem ninguém até prova em contrário. Vou comentando consoante a atualidade. Estou-me bem borrifando para a direita ou para a esquerda. Para o Sócrates, o Passos, o Costa, o Cavaco, a Catarina ou o Jerónimo. Quero o melhor para mim, para os meus e para todos, sejam eles de que quadrante for. Não vejo o meu semelhante como "esquerdalho" ou "direitolas" consoante aquilo que pensa, concorde, mais, menos, ou nada. Não ligo. Quer dizer ligo, mas não perco tempo com isso. Não faço política. Hoje vemos portugueses contra portugueses, entrincheirados, por causa da política e de pessoas que nos têm roubado ao longo de anos. Isto é uma loucura caros amigos.

 

Digo o que penso, ouço e leio o que os outros pensam, faço a seleção e interajo com quem quero. É esquisito eu ir à casa de alguém insultá-lo porque não pensa como eu. Virem à minha página insultar-me é espetacular. Não peço que concordem. Aliás, respondo mais até aos que discordam. Para esses, podem não acreditar mas é possível não ler, até tirar o like da página. Falo muito a sério. Eu quando não gosto faço isso e não dói nada. Alivia. Digo mais: raras as vezes a minha opinião, crenças, e valores está expressa. Há um olhar sobre algo que no momento está na berra, para fazer um texto de humor. E quem governa é a face mais visível, como será agora António Costa, que já tenho nome para ele: Tony Coast. Não esquecer que o humor trabalha com o "mau". Se António Costa fizer 30 coisas boas e uma má é na má que vou pegar. Funciona assim. Quero que riam, nada mais!

 

Para me perceberem: há ideias do PC que concordo, do Bloco que apoio, do PS idem, e do PSD (não este) igualmente. Tal como do CDS. Bom do CDS já me estou a esticar. Do CDS só os bronzes que o Portas apresenta em Janeiro que é quando estou transparente. A história em que dizemos a tudo não porque vem da direita,ou a tudo sim porque vem da esquerda (ou vice versa), irrita-me. Se não estamos de acordo todos dias com a nossa família de quem gostamos incondicionalmente, como é possível apoiar tudo o que sacanas dizem só porque estamos numa das barricadas?

 

Quando o Engenheiro José Sócrates enterrou isto, achei que devia sair, e vir outro. Quando o Passos entrou e começou a mentir e a insultar o povo com a sua governação, aliado ao yoyo do Paulo Portas, achei que já foi tarde. Se o Costa começar a meter os pés pelas mãos, é ir a andar o mais rápido possível. Agora, não me peçam para começar a rasgar o homem quando ainda não há motivos. Claro, há o João Soares. Mas esse é agenciado pelo progenitor e tem sempre lugar na equipa, tanto para calar o pai, como os contestatários "seguristas". Mas já sei. Enquanto falei do Passos fui "esquerdalho", e quando começar a martelar o "Costa, porque o irei fazer, serei o fascista "direitolas". No entanto nunca esqueçam que o meu primeiro objetivo é fazer rir.

 

Se acham que tenho alguma esperança neste acordo à esquerda? Zero! Zero, porque como disse, ver para crer. Eles não querem saber de nós. Depois de lá estarem só pensam neles. Se o PS pensa em termos de tacho, o Bloco e o PC pensam em termos de números nas próximas eleições. Se assim não é, que me provem. Não acredito em ninguém na política, simples…

 

Não há um partido que já não me tenha convidado para "ir ouvir, sem compromisso". Nunca o fui nem irei, porque não tenho nada para "ouvir" e sim para falar. Farto de ouvir estou eu.

 

Gajo

 

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publicado às 10:47



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