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Eu não sou o maior fã do carnaval, admito, e por uma razão simples. As raparigas que vemos a sambar no carnaval português, no Brasil, nem para conduzir o trator que puxa o carro alegórico. Desculpem mas não estou a exagerar! Cá em Portugal a foliona mais em forma que participa no corso, para usar um piercing no umbigo, e para que fique visível, ou aposta numa bola de golfe ou não vale a pena fazer o furo na barriga. No entanto é verdade que para um homem, qualquer altura é a ideal para lavar as vistas, nem que seja com um paio enrolado em cordas. Se fizer acrobacias de sapatos altos e a dança do acasalamento, tanto melhor.

 

No Brasil é verão e estão 30 graus pelo menos. Aqui podem estar 10 e a chover durante o carnaval. Para copiar algo convém que faça sentido. Ou adaptemos à nossa realidade. Vide Veneza. Há razões para em fevereiro o Algarve não ser um bom destino de praia, ou de não fazemos solário na arca congeladora. As coisas têm uma razão de ser. Isto para dizer que as participantes, para aguentarem as temperaturas, só podem ser aquelas com a camada adiposa recheada de hambúrgueres e fritos. Tenho mesmo quase a certeza que não há nenhuma com menos de 400 de colesterol. O que é normal, atenção. Mas esta situação leva a que, na minha opinião, momentos desagradáveis aconteçam! Corpos que pedem um fio-dental XXXL, para que vejamos o design da cueca, porque as folionas se deixam entusiasmar, surgem com reduzidos XS, onde mais nada se vê que o pedaço da etiqueta a dizer que o tecido não pode ir à máquina. Acreditem em mim, não faz sentido andar nu no rigor do inverno.

 

Se acrescentarmos a tudo isto os movimentos involuntários que as meninas fazem, a que chamam samba, dança tão portuguesa e enraizada nos nossos costumes, temos a visão do inferno. Aquilo não é samba, aquilo são espasmos, misturados com os músculos atrofiados do frio. Elas estão dormentes e o corpo mexe-se por si. Se repararem bem, muitas vezes estão roxas e quando pensamos que estão a dançar, só tentam manter a circulação sanguínea. Acredito que no fim da atuação tenham os mamilos tão duros da geada, que podiam servir de bengaleiro ou de preciosos cotonetes.

 

Por fim, trazer um actor brasileiro que fez de taberneiro português numa peça de teatro amador em Pernambuco, também não torna o nosso carnaval mais brasileiro.

 

Feliz Carnaval a todos!

 

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publicado às 03:29


3 comentários

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De Chic'Ana a 05.02.2016 às 14:48

Fartei-me de rir com este post, realmente partilho de alguns tópicos aqui apresentados. Se querem importar tradições, que as adequem ao nosso país..
Beijinhos
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De de sousa a 05.02.2016 às 17:20

Fartei de rir,aonde te estas a meter.
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De Lady Jaricot a 06.02.2016 às 16:23

E é por isso que o carnaval da Ilha Terceira é o melhor de todos, o mais original, genuino e adaptado á epoca em Portugal!

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