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ÓSCARES Portugueses

por Gajo, em 29.02.16

 

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Os óscares portugueses também se realizaram ontem, mas passaram despercebidos devido a não terem o impacto dos de Hollywood. Para os que sentem curiosidade em saber quais foram os grandes vencedores nacionais, deixo a lista. (Tal como nos óscares que acontecem nos EUA, as categorias mais aguardadas ficam para o fim.)

 

- CANÇÃO ORIGINAL: Jorge Palma: "Encosta-te a mim". Música que António Costa dedicou a Jerónimo de Sousa para formar o Governo de Esquerda.


- SOM: "Friends Will Be Friends". Música sobre uma ternurenta relação de amizade entre dois homens: José Sócrates e Carlos Santos Silva.

 

- BANDA SONORA ORIGINAL: "Canção do Beijinho - ora dá cá um e a seguir dá outro, que só um é pouco", do filme, "Tudo Bons Rapazes", venceu. Conta a narrativa de Carlos Costa, Presidente do Banco de Portugal, que depois do BES, ainda  deixa falir um segundo banco, o Banif.

 

- EFEITO SONORO: "Geringonça". No filme:"O Governo de Esquerda é Ilegal".


- FOTOGRAFIA: "Vistos Gold". Uma fotografia chega para nos lembrarmos no futuro.

 

- EFEITOS VISUAIS: Centros de Emprego.


- MONTAGEM: Todo o encadeamento intricado do filme, "A Teia", seduziu a Academia. Conta como Ângelo Correia fez a "montagem" de dois incapazes,  Passos Coelho e Miguel Relvas, dois dos homens mais poderosos do país.

 

- EFEITOS VISUAIS: Mário Centeno vence com estrondo através do filme: "Ilusão de Óptica". É-nos mostrado que o aumento do imposto sobre os combustíveis, não é um aumento de impostos.
 

- MELHOR GUARDA-ROUPA: Paulo Portas e o seu inseparável "Colete Acolchoado Verde" conquistou o júri. O mala do carro do "Perna" para transportar "envelopes" também colheu agrado.

 

- MAQUILHAGEM: O filme, "A Absolvição de todos os arguidos no caso dos submarinos", foi um momento de maquilhagem que deixou a Academia de boca aberta. "A Culpa da Falência do BES, é do Contabilista", não deixou igualmente os jurados indiferentes. "Justiça Portuguesa", voltou a perder por pouco na categoria "Maquilhagem".


- CENOGRAFIA: "Parlamento".

 

- FIGURINOS: O Povo Português em  "Querida encolhi-lhes os rendimentos". Fala sobre um povo que tem resistido a primeiros-ministros e presidentes da república, que não lhes permitiriam gerir a caixa dos donativos de um presídio.

 

- DOCUMENTÁRIO DE CURTA METRAGEM: Venceu, "Taxi Driver: Assunção Cristas na liderança do CDS". "Um dia de trabalho de um político", não ganhou por uma unha negra.

 

- DOCUMENTÁRIO DE LONGA METRAGEM: Venceu sem grande surpresa: "Como Falir 4 bancos  (BES/BPN/BPP/BANIF) sem ninguém ir Preso". Outro dos favoritos, "Criminalização do Enriquecimento Ilícito",  talvez por todos os anos ir a votos,  e para o ano estar lá de novo, voltou a não ganhar.  É um documentário com mais de 30 anos que promete sequela.

 

- CURTA METRAGEM DE ANIMAÇÃO: Para os mais jovens, a paródia, "Alibabá e os 40 amiguinhos", não deu hipóteses. Uma historinha enternecedora que versa sobre Miguel Relvas querer ser dono de um banco, pertencente ao "Universo BPN", pedindo inclusivamente ao Banco de Portugal que lhe passasse um documento a dizer que é uma "Pessoa Idónea".


- LONGA METRAGEM DE ANIMAÇÃO: "Os Portugueses Vivem Acima das Possibilidades", arrebatou todos. "Políticos e Dirigentes Superiores Ganham Mais do que há 4 anos ", foi eliminada à última da hora porque poderia traumatizar os mais pequenos.


- ARGUMENTO ADAPTADO: Sem espanto: "Uma Mente Brilhante". Relata a história de um homem que depois de afundar um país, vai estudar para Paris e escrever um livro, tudo à conta de um amigo.  Ricardo Salgado em: "Eu Não Sabia de Nada" (do que se passava no BES), esteve quase a ganhar. Inspirado na história do BPN, em que também ninguém sabia de nada, teve bastante aceitação por parte da crítica.


- ARGUMENTO ORIGINAL: "Amnésia", de Marques Mendes. Um homem que não se recorda que abriu empresas nem a Fundação envolvida no caso "Tecnoforma", tocou no coração de todos.

 

- MELHOR DIREÇÃO ARTÍSTICA: Angela Merkel  no filme, "Pedro Marioneta", que conta a história do boneco que se mexia sem fios.

 

- MELHOR FILME ESTRANGEIRO: "Lista de Shindler". Uma película do Senhor Shauble, Ministro das Finanças Alemão, que refere os "perigos de Portugal sair do rigor orçamental", no que diz respeito a levantar a austeridade ao povo.

 

- MELHOR ATRIZ SECUNDÁRIA: Venceu Mariana Mortágua em, "Dura de Roer". Fez perguntas a Ricardo Salgado que muitas crianças de 5 anos fariam, mas que alguns deputados do "arco da governação" não fizeram, porque estavam com o rabo entalado.

 
- MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO: Paulo Portas no inesquecível papel, "O irrevogável", não encontrou dificuldades em abafar a performance de António Costa no, "Quem Quer Ser Primeiro Ministro".

 

- MELHOR ACTRIZ:  Nossa Senhora de Fátima no papel de "Conselheira" de Cavaco Silva. Era a Nossa Senhora o garante das boas decisões  do homem "que nunca se enganava e nunca tinha dúvidas , desde que não fosse no caso BES. Sobre o tema do BES Cavaco Silva também esteve nomeado com o filme: "Ensaio Sobre a Cegueira".


- MELHOR ATOR: É como um prémio carreira agora que vai abandonar a 7ª arte.  Cavaco Silva venceu com, "Os Homens do Presidente". Retrata a história de um Presidente que teve como conselheiros de estado, Duarte Lima, Luís Filipe Menezes, Oliveira e Costa, Dias Loureiro, etc…O Juiz Carlos Alexandre em "Exterminador Implacável" era outro dos favoritos. Esperamos que exista continuação e que para o ano possa vencer.

 

- MELHOR REALIZADOR: José Sócrates abafou a concorrência na direção épica do filme "Laços de Sangue". Trata a história de um homem pobre que perde o emprego,  ficando com uma mão à frente e outra atrás, onde um amigo, altruista, e com um coração de ouro,  lhe empresta 20 milhões de euros para as necessidades básicas, como estudar na cidade luz, e viver num dos bairros mais luxuosos de Paris.

 

- MELHOR FILME: O grande vencedor da noite mágica: "Duro de Matar". Quando todos pensam que está morto, António Costa, consegue transformar sucessivas derrotas em vitórias, chegando inclusivamente a primeiro-ministro e ainda eleger o Presidente da República que queria. Curioso o facto de António Costa não se ter levantado para receber o óscar, pois não acreditava que tinha ganho (está habituado a perder); e ainda gritou: "não ganhei mas ainda vou ficar com essa estatueta"...

 

PS - Podem deixar sugestões ou dar a vossa opinião, concordante ou discordante das nomeações.

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publicado às 01:47

 

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Eu não sou o maior fã do carnaval, admito, e por uma razão simples. As raparigas que vemos a sambar no carnaval português, no Brasil, nem para conduzir o trator que puxa o carro alegórico. Desculpem mas não estou a exagerar! Cá em Portugal a foliona mais em forma que participa no corso, para usar um piercing no umbigo, e para que fique visível, ou aposta numa bola de golfe ou não vale a pena fazer o furo na barriga. No entanto é verdade que para um homem, qualquer altura é a ideal para lavar as vistas, nem que seja com um paio enrolado em cordas. Se fizer acrobacias de sapatos altos e a dança do acasalamento, tanto melhor.

 

No Brasil é verão e estão 30 graus pelo menos. Aqui podem estar 10 e a chover durante o carnaval. Para copiar algo convém que faça sentido. Ou adaptemos à nossa realidade. Vide Veneza. Há razões para em fevereiro o Algarve não ser um bom destino de praia, ou de não fazemos solário na arca congeladora. As coisas têm uma razão de ser. Isto para dizer que as participantes, para aguentarem as temperaturas, só podem ser aquelas com a camada adiposa recheada de hambúrgueres e fritos. Tenho mesmo quase a certeza que não há nenhuma com menos de 400 de colesterol. O que é normal, atenção. Mas esta situação leva a que, na minha opinião, momentos desagradáveis aconteçam! Corpos que pedem um fio-dental XXXL, para que vejamos o design da cueca, porque as folionas se deixam entusiasmar, surgem com reduzidos XS, onde mais nada se vê que o pedaço da etiqueta a dizer que o tecido não pode ir à máquina. Acreditem em mim, não faz sentido andar nu no rigor do inverno.

 

Se acrescentarmos a tudo isto os movimentos involuntários que as meninas fazem, a que chamam samba, dança tão portuguesa e enraizada nos nossos costumes, temos a visão do inferno. Aquilo não é samba, aquilo são espasmos, misturados com os músculos atrofiados do frio. Elas estão dormentes e o corpo mexe-se por si. Se repararem bem, muitas vezes estão roxas e quando pensamos que estão a dançar, só tentam manter a circulação sanguínea. Acredito que no fim da atuação tenham os mamilos tão duros da geada, que podiam servir de bengaleiro ou de preciosos cotonetes.

 

Por fim, trazer um actor brasileiro que fez de taberneiro português numa peça de teatro amador em Pernambuco, também não torna o nosso carnaval mais brasileiro.

 

Feliz Carnaval a todos!

 

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publicado às 03:29


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