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Paulo Portas vai abandonar a geringonça do CDS, perdão, a liderança. Eu fazia o mesmo: liderar o Telmo Correia, o Nuno Magalhães, o Nuno Melo, a Cecília Meireles, etc, é o mesmo que ter um skate no estacionamento e entrar no café com as chaves de um Mercedes na mão. O CDS de hoje em dia já não é um partido. Fazendo a analogia com a refeição de Natal, o CDS é a "roupa velha" da política. São os restos que não couberam no PSD e no PS. Por exemplo, Basílio Horta e Freitas do Amaral, mal puderam, puseram-se ao fresco. O CDS já foi o partido do furgão, do taxi, do monociclo, e com boa vontade, presentemente, é o partido do tuk. Tuk, porque não tem gente para encher um tuk tuk, daí só um tuk.

 

 

 

Paulo Portas sai, pois, após o fim da Coligação com o PSD, teria de resumir-se à sua insignificância, e voltar a ter a importância da porteira da cantina do Parlamento. Como sabemos, o "feiras", não sabe viver sem poder, poder que presidir a um dos partidos mais bizarros da história da democracia, não confere. Dá mais prestígio fazer parte do grupo de "amigos" do Santos Silva que fazer parte do CDS, mesmo que fosse somente para demolir a sede.

 

Lembram-se da rábula do irrevogável, para andar tudo atrás dele? Vejam a diferença: "Vou deixar o CDS". Fiz eu mais força para ele ficar, para nunca nos esquecermos de um dos símbolos mais deprimentes da política nacional, que os próprios colegas, que acham que Portas tem a importância para o partido de uma viola num enterro, ou das investigações policiais para descobrir culpados na falência dos bancos. Zero. Dizem coisas semelhantes às que uma mulher diz quando nos calça os patins: "és espectacular, mereces o melhor". Xau!

 

A SICN disse ontem que Portas troca a política pela "vida empresarial. Um homem em que todos lhe reconhecemos o jeito para o "negócio", não terá dificuldades em cobrar anos de dedicação desinteressada à causa pública. Facilmente irá trabalhar para a Ferrostal, empresa que comercializa submarinos (os tais); ou para a que perdoou 189 milhões de euros no negócio dos Pandur (outros tais), e que depois não quis explicar o porquê. Provavelmente tinha solário e branqueamento dentário nesse dia.


Se nenhuma proposta destas lhe agradar, pode sempre fazer uma perninha na Xerox, dado que também é mestre manusear papel, no caso, triturar documentos (mais tais) pela noite dentro.

 

Não falo no mal-entendido, certamente, do Palinho com a Universidade Moderna por me parecer que Portas não quer voltar a um local onde "já foi feliz", e onde não há mais nada de interessante - até o Jaguar em que andava, pago pela universidade, já não faz parte do espólio da instituição. É um homem habituado a bancos de pele e volante de pau, não se encosta em qualquer napa manhosa.

 

Um abraço Portas, e manda saudades, que é coisa que cá não deixas.

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publicado às 00:27

Piropo - Trovador de betoneira

por Gajo, em 29.12.15

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Em tese sou contra o piropo por uma razão muito simples: ninguém tem o direito de invadir a privacidade do outro, seja de que maneira for. E se o for com, "levavas uma trancada que ficavas toda assada", também não me parece a melhor forma de ultrapassar essa linha.


Continuando na minha análise pessoal, assumidamente não serei o maior fanático de saber que alguém diz que quer fazer "um pijamaminha de cuspo" à minha mãe - ainda por cima o meu pai é um bacano e trata-a nas palminhas; a uma namorada/mulher, "ó flor, dá para pôr"; ou a uma irmã, "ó boneca, vai uma queca". Admito que isto me deixaria tremendamente desconfortável, logo...


Independentemente desta minha posição, é com pena que se vê ruir uma tradição secular de poetas, quem em vez da caneta, usaram o andaime como fonte inspiradora.  Para muitas mulheres, o desaparecimento do trovador de betoneira, deixar-lhes-á o dia mais triste, mas para colmatar esse vazio sugeria uma solução simples: uma APP criada pelos piropeiros, a disponibilizar os locais onde  as interessadas poderiam ouvir piropos -  acesso restrito para evitar a PIDE do piropo. Tipo uma zona de fumadores para piropos. Isto ou organizar tours com ruas, divididas por cores, em que as cores mais claras incidiriam  nos piropos mais inofensivos, e nas mais escuras, as visadas seriam contempladas pelos piropos mais badalhocos, acompanhados de roncos, gritos, assobios, gargalhadas em grupo, e aconchego das partes intimas para reforçar o entusiasmo.


No entanto é preciso levar em linha de conta que um piropicida está habituado  a cometer o piropicínio diariamente, e terá dificuldade em largá-lo do pé para a mão. Assim, urge criar grupos de apoio ao piropodependente, que o apazigue deste sofrimento. "Olá, eu sou o pé de cabra, e sou piropícida há 30 anos. Comecei com um sorriso tímido para uma transeunte, e hoje já chego a colocar a genitália de fora". Estes serão os casos mais graves, mas sei que estão a perceber a ideia.


Não deixa de ser curioso que o piropo elogioso e de cariz sexual, está criminalizado, mas se dissermos a uma mulher que é feia como uma alfaia agrícola, que preferíamos entalar o berimbau numa porta de correr do que fazer amor com ela, ou que com aquela tromba devia ser obrigada a andar de burka, não há qualquer penalização, pois não é considerado assédio. Interessante...


Foi uma pena Ricardo Salgado não ter dito que os portugueses são um povo bonito por lhe terem financiado a gestão "descuidada". Se assim fosse hoje estava de cana, como só faliu um banco, anda a gozar os prazeres de cascais.

 

Se eu disser que vocês são espectaculares, poderá ser considerado piropo?

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publicado às 02:17

Vez do Banif: cheguem-se à frente!

por Gajo, em 21.12.15

banif.jpgPassos, Portas, Maria Luís, etc, não quiseram ir embora sem nos deixarem uma prendita no sapatinho: o Banif. Uma lembrancinha de 1700 milhões, a acrescer, a outra mais humilde, de 200 milhões, "referente a prejuízos no BPN", e que "o governo de Passos Coelho deu indicações para esconder", até às eleições. Com estas duas oferendas é interessante recordar as palavras de Passos Coelho: "que se lixem as eleições"… Lendo este estado de espírito do ex primeiro ministro, foi só por acaso que não referiu a situação do Banif (a comissão europeia alertou governo, a 24 junho, para necessidade resolver rapidamente problema no banif.), os novos prejuízos do BPN, ou que a devolução da sobretaxa tinha sido prometida com um elástico. Imaginem se Passos Coelho ligasse às eleições… No fundo o que Passos fez para ganhar as eleições, não foi um "conto de crianças", mas um bonito "conto de natal".

 

O governo de Passos Coelho faz-me lembrar quando era puto. A minha mãe mandava-me arrumar o quarto para poder ir brincar para a rua, eu enfiava tudo para debaixo da cama, e quando ela vinha parecia que estava tudo um brinco. Tudo corria bem até ser descoberto. A diferença é que eu tinha 10 anos e o Passos tem 50.

 

Portugal, não parece, as notícias até podem sugerir o contrário, mas é de longe o país mais rico do mundo, onde cada cidadão é "proprietário" de um ou mais bancos. Só não recebe dividendos. Duvido até que algum português saiba quantos bancos "tem", já "comprou", "vendeu", ou ainda vai adquirir. Aliás, este fanatismo dos portugueses pelas instituições bancárias chega ao ponto de não terem dinheiro para cumprir com as prestações da habitação, porque "optaram" por serem "banqueiros". Ainda assim o português médio alto tem um mata-velhos, um T0, e é/foi dono de 5/6 bancos.

Incrível, há países, que em vez de resgatarem bancos, resgatam pessoas…Atrasados! Somos tão bons nisto que deviamos ser uma força de elite mundial para salvar bancos.

 

E, como os governos nacionais sabem deste entusiasmo, fazem-lhes a vontade, injetando, desde o BPN, 18 mil milhões de euros do dinheiro do trabalho dos portugueses na banca. Para manter o ritmo, António Costa já segue a linha de sempre, aumentado 2 euros as reformas, e investindo 1700 milhões no BANIF. A diferença para Passos Coelho, é que António Costa diz que o Banif vai "custar bastante aos contribuintes", e Passos Coelho dizia que "não custava nada e ainda dava lucro". No fim de contas, o resultado é o mesmo, com a outra diferença que Passos mandava sempre alguém dar as más notícias por ele…Pensem comigo. Isto parece melhor porque qualquer um de nós quando lhe metem coisas no rabo sem pedir, gosta que pelo menos o façam pessoalmente e lhe deixem um sorriso.

 

Depois, todo o quadro é espetacular. No BPN vendemos o banco por 40 milhões, quando lá enfiamos cerca de 10 mil milhões, e agora, no Banif, vendemo-lo por 150 milhões quando já se sabe que vamos injetar mais de 700. Ou seja, damos 700 milhões ao Totta, para nos comprar o Banif por 150. Espantoso.

 

Ainda bem que o BPN não era o BPP, o BES não era o BPN, e o Banif não era o BES. Felizmente o Montepio não vai ser o Banif, nem o BCP vai ser o Montepio…

 

Por fim descobri que temos andado enganados. Sempre ouvimos dizer para nos "agarrarmos ao Totta". Com a venda do Banif ao Totta, sendo que são os portugueses que vão bancar o buraco, é caso para dizer que o "Totta é que se agarra aos portugueses".

 

E nós agarramo-nos a quem?!

 

 

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publicado às 03:54

Brincar ao Desemprego

por Gajo, em 17.12.15

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"Obrigado por ter respondido. Analisamos o seu currículo mas infelizmente a sua candidatura não foi a escolhida. Tomamos a liberdade de guardar o seu currículo em base de dados para uma próxima oportunidade".

 

Vamos lá esmiuçar isto:

 

i) Porque é que esta frase que recebo de vez em quando transmite um pesar enorme da parte dos recrutadores por não me terem escolhido?

 

ii) Se a tristeza foi tão grande porque é que não me escolheram?

 

iii) Pessoalmente considero não haver necessidade de os empregadores demonstrarem algum receio e até desconforto em dizerem que tomaram a liberdade de guardar o meu currículo em base de dados. Se o enviei, tanto me dá onde o guardam.

 

iv) Se responder que não quero que fique guardado em base de dados, eles retiram-no? Se sim, como é que eu sei?

 

v) Qual a necessidade de me dizerem que o guardam em base de dados se não é verdade?

 

vi) Próxima oportunidade?! Se não servi para esta, sirvo para a próxima? Não põem outro anúncio porque me têm em base de dados e daqui a meses, não se esqueceram do meu fabuloso currículo?

 

Claro que respostas destas já todos tivemos, e fazem parte daquele bafo de esperança que sentimos antes de abrir o email. No entanto, esta resposta que recebi fazia-me muito mais sentido, na parte do "analisar" e "guardar o currículo em base de dados", se quando respondi ao anúncio, não me tivesse esquecido de anexar o currículo ao email (como percebi na gestão das minhas candidaturas).

 

Certamente guardaram carta de apresentação em base de dados, embevecidos com a minha conversa, de como era um sonho trabalhar naquela empresa e, naturalmente, com as minhas ambições profissionais.

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publicado às 00:25

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Volto a este tema, porque na altura em que caí no desemprego estava bastante aliviado por não ter que alinhar nos jantares de Natal da empresa, mas agora, com o passar do tempo, já não me importava nada de participar num, seja do tipo que fosse...

 

E os tipos exitentes são:

 

O DESGRAÇADO:

Quando a empresa é pequena, familiar, com 400 anos de existência, no mínimo, e onde temos de conviver durante o jantar diretamente com os donos. É tudo muito redutor. Somos nós, mais um ou outro, mais jovens, rodeados por pessoas que ainda vibram com o último vinil do Tony de Matos ou o best of acústico da Maria Guinot. Onde a bombazina e o terylene, tal como a camisa Victor Emmanuel, e os sapatos de berloque, dominam o traje do patrão. A esposa (reparem no termo esposa - é o que se encaixa na modalidade), bem-posta, gosta de carregar nas rendas que se confundem com naperons, e de usar algumas transparências, para exibir, vaidosamente, os braços desnudos e roliços. Os perfumes de odor carregado, comprados ao litro, duram tranquilamente as cinco horas do jantar e só saem com a passagem de um pano com diluente.

Neste tipo de jantar deparamo-nos com algo abominável: as moules... Como se não chegasse a bizarria das moules, a utilizadora, no jantar em que participei do género, ainda se esqueceu de passar a pedra pomes nas côdeas, ficando uma área esbranquiçada nos calcanhares, com bicos, perigosa para quem se aproximasse daquilo. A conversa é dolorosa. Há que manter o sorriso 38 e vibrar com a Vila Faia e o ZIP ZIP como não houvesse amanhã; aprender como o mundo deve ser e como antigamente é que era bom. É mais intimista, fala-se muito dos objetivos da empresa e no sucesso do próximo ano. Acaba por ser um jantar de trabalho com bafo a naftalina, onde os chefes acreditam que o futuro são as máquinas de escrever.

 

DAS DESCOBERTAS:

É aquele em que a empresa já é maior e mistura-se tudo - direção e funcionários -, ainda que, mais seleto que o "Faca na Liga"(ler mais abaixo). No qual descobrimos a "saúde" que várias colegas têm e que anda escondida durante o ano de trabalho. Altura em que os lances que foram sendo marinados durante meses saltam à luz do dia. A senhora do economato com o chefe de manutenção; o rapaz da contabilidade com o soldador musculado que na terra dele já era conhecido pela Zélia de Cantanhede. Até a Idália das secção de peças, com uns copos em cima, acaba por se descair e confessar que tem o sonho de fazer a rota Lisboa Paris a conduzir um TIR, com o nome Mendonça no vidro da frente escrito numa matrícula. É revelado que a tininha que não parte um prato é uma ganda maluca e que faz a dança do ventre como uma profissional. Quanto ao que se pensava choninhas, antes de começar o jantar já está a vomitar em cima da mulher do director, a quem chama de madura, além de lhe confessar que todos os dias pensa nela no wc.

Também há as meninas que querem agradar aos diretores, que com ar de vendedores de eletrodomésticos a gás, estão dispostos a varrer tudo o que lhes apareça. Passada meia hora de jantar, já há gritos, os sapatos altos prendem-se nas orelhas dos homens, as gravatas, sobem à testa, as camisas, abrem-se, e está tudo pronto, a suar em bica, para andar em volta das mesas a fazer o comboio. Juras de amor eterno entre colegas, e pedidos de desculpas por traições feitas, são ementa habitual, não sendo de descartar, choro e olhos esborratados, depois do segundo copo de sangria bebido de penálti. É um jantar em que nas semanas a seguir, muitos dos participantes, se escondem uns dos outros...

 

O BIZARRO

Acontece quando ninguém quer ir, mas as encalhadas e os encalhados fazem questão de os organizar para ver se pinga alguma coisa. Para criar elan é fundamental levar a prendinha manhosa: "não pode ser mais que cinco euros". Os comprometidos normalmente "não tiveram tempo para comprar", "não sabiam que comprar", ou embrulharam uma treta qualquer que tinham lá para casa. Chegada à altura da abertura das prendas, as ofertas dos descomprometidos não foge aos preservativos, cuecas de fio dental, ou algo a ver com sexo.  O momento  é triste, pois passados minutos elas já estão a fazer balões com os preservativos e eles, com as cuecas vestidas por cima das calças ou enfiadas na cabeça.

Nestes casos o fim de noite é habitualmente num karaoke onde primeiro ninguém quer cantar, mas depois de dois shots de vodka já está tudo em cima do palco agarrado ao microfone. Por norma há sempre uma das participantes que termina a noite a chorar e em depressão.

 

FACA NA LIGA

Não há direção, diretores, e é a aviar cartuxo. Metade já chega bem-disposto ao repasto para cortar caminho. É do novo ao velho: solteiros, casados, mal casados, divorciados, tudo ao molho e fé em Deus. A indumentária escolhida pelas participantes é a mais arrojada e, em pleno Dezembro, faz inveja ao dia mais quente de Agosto. Sapatos de fazer escalada e austeridade no pano é o que se pode apreciar; eles, coisas justas e modernas. Momento de caça furtiva. Beber até cair, e convívio com fartura. Azias entre concorrentes, que perdem a sua peça de caça para uma/um rival. Faz tudo parte. Quando participei nestes, depois, na discoteca, levava a noite a coçar a virilha como se fosse o maior guitarrista do mundo. Exacto, daqueles tristes que veem nas pistas de dança.

 

Lembro-me perfeitamente de em algum dia ter de participado e incentivado estes tipos de jantares. Achava sempre que seria a minha grande noite e iria faturar uma peça de caça, mas invariavelmente acabava a noite sozinho, entretido comigo mesmo no conforto do lar.

 

No fundo no fundo acho mesmo, ainda hoje, que não se deve misturar trabalho com prazer. Dá sempre barraca e constatei isso mais que uma vez. O dia a seguir era terrível para alguns...Ou é isto ou como as peças de caça não me passavam cartão, optei por achar que era eu que não queria...Ou queriam? Nunca saberei.

 

Lógico que há quem vá pelo simples prazer do convívio e da brincadeira, mas o sal dos jantares é e será sempre as conversas e as cusquices pós-jantares.

 

Não sentem o mesmo? Gostam de ir? Não gostam? Já participaram em algum do género? Diferente? - Se calhar é melhor não responderem, porque hoje, nas redes sociais, está sempre alguém à espreita…

 

 

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publicado às 03:36

 

porno.jpgSaiu um estudo sobre a visualização de pornografia em Portugal, e o primeiro dado interessante de análise, é que levamos cerca de oito minutos e meio a…coiso, a ver como eles dizem. Contemplar porno e não "participar", é uma falta de respeito para com a película que estamos a ver; é como comer um bitoque sem o ovo a cavalo. Fica aquele vazio. 

Portugal é um país moderado, e acrescento, despachado. Oito minutos a ensebar o zé colmeia, ou a fazer um solo de campainha, não é nada de especial. Se for em casal, já me parece um tempo aceitável para aquecer os motores e dar início às "agressões" de joelhada sem joelho.

Assim, se não fosse eu a ver dez horas, sem pausa para refeições, o resultado seria ainda mais pobrezinho, uns dois minutos. Como é que acham que mantive esta linha, mesmo estando desempregado?  Ah, pois é, não é por acaso que a minha mãe me dizia em miúdo que tinha muito jeito para puxar lustro às pratas.  Infelizmente por meia dúzia de pessoas como eu, pagam aqueles que o momento mais ousado que têm diariamente, é olhar de soslaio para a Lenka do Preço Certo. 

 

Para compensar estes  oito miseráveis minutos (menos 40 segundos que a média mundial), temos mais mulheres apreciadoras de porno (25%), em comparação com os países do resto do estudo (23%). Talvez seja por causa da conversa do Arroja: "as mulheres não sabem fazer pénis", mas vendo, talvez aprendam…


A hora de "ponta", isto a língua portuguesa é terrível, preferida para consumir novelas sem roupa, vai das 23h à meia-noite, com incidência para as segundas-feiras. Nada melhor que começar a semana a dar ao sino ou ao badalo, ainda para mais quando o badalo já é património da humanidade. Até fica bem.

 

Sem surpresa, os dias mais "ativos são os feriados. São eles: Carnaval, talvez daí os homens gostarem de mascarar-se de mulheres, e …fico por aqui; Dia do Trabalhador, o qual faz sentido, pois é um dia de dar o corpo e a manivela ao manifesto; o 25 de Abril, onde sacar a espingarda é uma obrigação de todos, com ou sem cravo; e no Dia da Imaculada Conceição, que prova que além de tarados somos doentes. Mas saudáveis…

 

Curiosamente é na altura do Natal que há um decréscimo acentuado no tempo de visionamento de pornografia. Não me parece que seja por falta de vontade, pois as rabanadas e o bacalhau são afrodisíacos, mas na minha opinião, o facto de as casas estarem lotadas por familiares, limita as divisões disponíveis para assoar o papa-formigas. Imaginem estarem a esticar o pau de selfie, ou elas a arrumar o hall de entrada, e entrar a tia que não veem há 4 anos, com um prato de azevias. Ou o avô, que ao ver aquilo, confuso, diz que no tempo dele, quando se lavavam por baixo, não era a seco, usavam  água, e era no bidé. Não caía bem. O natal é a altura de redenção…

 

Por zonas, os farenses e os lisboetas são os que veem mais tempo, fazendo do cheiro a borracha queimada, o odor favorito . Os alentejanos, como não podia deixar de ser, também aqui, não são sôfregos e preferem fazê-lo sem pressas e com qualidade.  Em Santarém, é onde o tempo a consumir porno  é mais curto. Devem ser apologistas da ação. Quando ligam o PC já levam a vareta a apontar para norte, e elas, o manjerico a clamar por misericórdia. Se o visionamento for partilhado, a tourada deve começar ainda a página está a abrir, e por ser terra brava, o macho entra logo na arena a aplicar um ferro curto, ou longo, dependendo do exemplar. Não há tempo a perder.
Os distritos onde se consome menos pornografia são Viana do Castelo, Viseu e Braga. Não tenho conhecimento da razão, mas talvez optem por fazer os próprios filmes, ou a net é fraca…


Quase de certeza que foi por causa destes resultados que:

 

"a  Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) pediu à Hot TV, único canal português de conteúdos para adultos para emitir mais "programas em língua portuguesa, uma vez que se assistiu a um "retrocesso" na emissão de conteúdos de origem nacional nos últimos anos".

 


É de salutar que tenhamos um regulador apreciador de pornografia, já distante daquele que só aparecia quando a saia da mulher subia do joelho. No entanto, nem tanto ao mar nem tanto à terra: o regulador tem de deixar de ser tão badalhoco, gastar menos tempo a ver porno, e ir tirar um curso de inglês para perceber os diálogos. Se bem que fico pensativo quando o regulador não percebe o significado de: "ohhhhhhhhhhhhh"; " yesssssssss"; "ahhhhhhhhhhhhh"; "yeahhhhhhhhhhhh", etc. Acho até que é uma língua universal. Ok, eles por  vezes dizem "hello" e "bye", mas, mesmo assim... Depois, a meu ver, o diálogo não é o que motiva as pessoas a ver um filme porno. Primeiro, porque a profundidade do diálogo não é a principal preocupação dos argumentistas, aliás, muito do texto é inventado na hora e consoante a dinâmica no set; segundo, porque compreendemos rapidamente o "enredo", mesmo que não percebamos a conversa. Ainda não começou o filme e já sabemos onde vai acabar.

 

Uma ideia para o governo de António Costa é que, com os portugueses cada vez mais soltos, poderia ser viável uma sobretaxa sobre as atividades auto-recreativas. Cada vez que soasse a sineta, pingava qualquer coisa, salvo seja, para o estado.

 

Para terminar, homens ou mulheres, vejam muito porno e, principalmente, façam muito sexo! Basicamente, sejam felizes! Não concordam?

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publicado às 03:11

Leggings para homem

por Gajo, em 14.12.15

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No fim-de-semana fui enganado pela minha prima, que me pediu para ir com ela àquelas lojas de roupa para jovens. E realmente deparei-me com toda uma fauna, que já tinha ouvido falar, mas nunca tinha desenvolvido contactos tão próximos. Se calhar sou eu que estou a ficar velho, o que também é um facto, mas há ali pormenores que podemos falar um bocadinho....

Constatei que são lojas que só lhes falta os bares e cobrar à entrada para serem discotecas. Lá dentro temos música e um micro-clima que se passa do rigor do inverno cá fora para a força do verão lá dentro, só cruzando a porta. Para a próxima levo uma cerveja e encosto-me ao balcão. Pois pois, eu pensava que aquilo era só para miúdos, mas às vezes vê-se passar uma ou outra madura, já com o chassi arreado, é certo, mas nunca se sabe o dia de amanhã.

Eu ainda tentei pôr um ar jovem e moderno, mas cheirou-me que não estava a resultar, pois começaram a olhar para mim com receio que me estivesse a sentir mal. Desisti.

Fui atendido por um rapaz que se perder o emprego pode ir para regador pela quantidade de piercings que ostentava. Ao início pensei que o coitado sofria de aftas: mostrava a fala apanhada e estava sempre a sorver a baba; só depois me apercebi que tinha uma bola de ferro na língua, que combinava como um anel no beiço inferior. Aquilo ficava giro, e até gosto de ver, mas não estou habituado a acabar as frases de um empregado que vejo em sofrimento. Já o ferro sistematicamente de fora a prender no lábio inferior para dar estilo também é ótimo para evitar a ferrugem.

Outra coisa que achei curiosa: os funcionários terem decotes maiores que as funcionárias para mostrarem a tatuagem peitoral, em mandarim, dedicada a parentes próximos, certamente. Sonho um dia ver um cidadão chinês com o gémeo tatuado com palavras em português. Uma sugestão que faço aos empregados destes espaços: tentem fazer tatuagens em locais onde o esforço para mostrar o golfinho e o pôr do sol no fundo das costas não os obrigue a usar mangas no lugar do pescoço. Fica esquisito, a sério. Uma menina tatuou Henrique no pulso. Não vamos fazer comentários.

Já nem falo nas leggings para homem que estavam lá à venda. Logo pensei que aquilo eram calções de ciclista, mas não. Eram mesmo calças aconchegantes que depois de vestidas só saem com diluente e uma grosa. Nem vou perguntar onde é que ficam as bolas de bilhar e o zé besugo para não criar aqui uma conversa menos recomendável. Ainda me senti tentado a experimentar, mas não levei uma cueca condizente. Aquelas que são só um baraço, não sei se estão a ver. Segundo os entendidos fica mal usar um "saco de pão" com aquilo.

No entanto como bronco que sou, pensei que estas lojas eram destinadas somente à juventude, mas, como disse, vêem-se lá senhoras, na casa dos 50/60 anos, que ainda não perceberam que comprar roupa em lojas onde o M representa um XS numa loja normal, pode não ser a melhor opção.

Vem isto a propósito porque cruzei o olhar com uma senhora já desgastada pela erosão, que entrou na loja com os seios imponentes a abrir caminho, e munida de uma calcinha justa, elástica, tipo um paio embalado, de padrão colorido para não dar nas vistas a mais de 150 metros de distância (Os peregrinos de Fátima podiam arriscar o modelo. Parece-me bem mais eficaz que o colete). Basicamente uma mulher confiante em que o mundo está a seus pés. Eu fiquei siderado, porque admiro pessoas com a confiança lá em cima, e ninguém tem nada com isso, mas quando a vi pegar numa peça de roupa, basicamente uma tira de pano mínima, que para mim era uma fita de cabelo, mas que posteriormente percebi que era um top, compreendi que estou a precisar de sair mais.

Conclui que estou velho e ultrapassado: sinceramente não acreditava que fosse possível comprar uma muda de roupa com gabardina incluída, e que tudo coubesse num porta-moedas.

Estou a ver bem não estou?

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publicado às 10:50

Sherlock da sala de espera

por Gajo, em 11.12.15

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 (Reposição do facebook - escrito a 21 de Março de 2013)

 

Ontem fui ao encontro de um amigo que me pediu para lhe entregar em mão um currículo em papel para que o deixasse nos recursos humanos. Isto é importante, mas o assunto que me leva a escrever não é este.

 

Enquanto aguardava por ele na sala de espera, partilhei o espaço com algumas pessoas, que tal como eu, passavam o tempo das mais variadas maneiras. Uns olhavam para o teto; outros mexiam no telemóvel; outros no Ipad; outros liam o jornal; enquanto eu, sem Ipad, Jornal, com telemóvel, mas sem net, limitava-me a fazer aquela figurinha infeliz de micar os outros pelo canto do olho sem que fosse notado.

 

Nesta minha análise consegui identificar um homem e uma mulher com dois hábitos que pessoalmente não sou apreciador:

 

i) Na mulher: estava ela muito bem ataviada, com aquele estilo a atirar para o tiazoca, munida de um par de óculos que em cima de um telhado davam dois potentes painéis solares, quando notei que mascava uma pastilha como se não houvesse amanhã. O facto de estar à espera e distraída alheou-a de quem a rodeava, não se apercebendo que eu estava à coca. Gradualmente a degustação da pastilha já era feita de boca aberta, com exibição das amígdalas e respetivo "sino", para quem quisesse ver. Feio feio! Considero que mascar pastilha em público deve responder a alguns critérios, entre eles, fazê-lo de boca fechada... Balões, também estão fora de cogitação!

 

ii) No homem: vi o famoso toque de embraiagem (aconchego das partes íntimas), com ligeiro afago, acompanhado de uma pequena elevação da perna esquerda, tudo, concluído com esgar de satisfação pela missão bem sucedida. Acho mesmo que numa das vezes o senhor esteve próximo de partir o cabo, tal não foi o vigor empregue na tarefa.


Tenho para mim que, arrumar, afagar, estimular as miudezas, ou afinar o cabo, em público, não traz benefícios ao "afinador".

 

 O Desemprego faz-nos olhar o mundo com muito mais atenção...

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publicado às 01:00

Pedro Arroja - Caverna Boy

por Gajo, em 10.12.15

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Digo desde já que o Porto Canal devia fazer o teste do álcool e das drogas à entrada para o estúdio. No caso de não acusar nada é vestir-lhe uma camisa daquelas que apertam atrás e metê-lo numa divisão com as paredes acolchoadas.


Para sustentar que, com a adopção gay, os humanos estavam a interferir indevidamente no domínio do sagrado, Arroja socorreu-se do instrumento argumentativo mais à mão. “Eu sou um homem. Tenho órgãos genitais de homem: pénis, testículos, etc. Não fui eu que os fiz. A minha mãe já faleceu, mas posso facilmente imaginar-me a perguntar à minha mãe: ‘Olha, tu sabes fazer pénis?’. E estou a ouvir a resposta, naquele jeito muito peculiar: ‘Oh filho, eu sei lá fazer uma coisa destas’. Ela fez quatro. Mas não sabe fazer pénis”. Então quem projectou os órgãos do economista? “Foi Deus”. Pedro Arroja - Jornal I

 

Dito isto, estive a ouvir(aqui) e a ler o estimado Pedro Arroja, e tentando entrar naquela realidade virtual, dei de barato que tenha sido Deus que lhe "fez" o pénis. Feito por Deus, imaginei logo um pénis com uma aura celestial, um instrumento de beleza rara, e perfeito, digno de romarias para admiração de tão valiosa peça. Quem sabe ainda rendia algum para o Arroja investir num salto agulha para experimentar caminhar com os gémeos rijos. (Sugeria até que quem produz o "Pénis das Caldas", - mais conhecido como o …ok, vamos passar à frente, fosse tirar o molde do martelo de orelhas do Arroja para aumentar as vendas). No entanto, tudo corria "bem" até ele dizer que também tinha sido Deus a "fazer-lhe o cérebro". Alto!


Dois pontos:


A) Deus nunca faria um cérebro daqueles. Só se por engano trocou o cérebro de um homem de cromagnon com o dele. Ainda assim tenho dúvidas pois o homem de cromagnon já tinha inteligência e o Arroja só tem estímulos.


B) A outra hipótese é de Deus estar num dia não, e resolveu entrar de gozo com o Pedro. Agora pensem: se fez isto ao cérebro do Arroja, imaginem o pénis… Se seguiu a linha brincalhona, quem sabe se o pénis do Arroja não passa de um coto franzido para fazer pandã com o cérebro. Mas não vamos desenvolver isto…


O Arroja tem todo o direito de ter lá as ideias dele, que vão desde a admiração por Salazar, agora trazer Deus para justificar ser um homofóbico primário, e querer interferir na vida dos outros, já me parece ambicioso. Aliás, Deus deve estar todo lixado com a imagem que o Arroja anda a passar Dele. Uma imagem que levou 2000 mil anos a construir, a continuar assim pode ir ao ar em meia dúzia de dias.

 

A talhe de foice deixo aqui um reparo. Jesus e Deus têm que ver bem as pessoas que escolhem para se manifestarem e Portugal. Se Deus escolhe o Arroja, Jesus opta pela Alexandra Solnado. Não quero ser coiso, mas ainda somos nove milhões e de fonte segura, afianço que temos muita gente boa que foi esquecida para o feito.

 

Vocês dizem "lá estás tu". Então vamos lá. Quem é que pergunta a uma mãe "se sabe fazer pénis"? Ou a um pai? Eu sou do tempo que se perguntasse à minha mãe se ela sabia fazer pénis, era limpinho que me enfiava um estalo nas ventas para me pôr fino. Nem vamos chegar se me passava pela cabeça perguntar ao meu pai...

Mas atenção que a mãe do Arroja não chega a fazer a pergunta ao pai, porque "desvaloriza o pai como qualquer mulher o faz". Por aqui depreende-se que o Arroja além de pensar como um primata, é o capacho da mulher, que pelos vistos, tal como a mãe ao pai, também não lhe deve passar grande cartuxo. É não devemos condenar.

 

Como não tenho sentido de humor que chegue, deixo-vos o conceito de casal para Pedro Arroja:


O falo divino de Arroja mostra assim uma verdade irrefutável: para Deus, um homem é um homem, uma mulher é uma mulher, e não há confusões. Os dois complementam-se. “O homem dá à mulher direcção, indica-lhe um caminho. Uma mulher não é capaz de definir um caminho. Sem um homem, fica sem saber o que fazer. A mulher dá ao homem equilíbrio, moderação, porque um homem sozinho só faz asneiras, como beber em excesso e conduzir o carro a 200 à hora”. Pedro Arroja

 

Quero parabenizar a mulher de Pedro Arroja pelo belíssimo trabalho que tem feito, mas era preferível que deixasse o marido beber à vontade, e quando estivesse bêbado que nem um cacho, passava-lhe as chaves do carro para a mão. É só uma ideia para amadurecer. 

Diz o Pedro Arroja que "não queria nenhuma das esganiçadas do BE". O que deve ser uma pena para a Mariana Mortágua e para a Catarina Martins. Suspeito até que elas quando pensam nele, além de arrepios, davam tudo para lhe saltar para cima...com madeiras com puas.

 

Por fim, a última tirada do Arroja, que prova que a mãe, coitada, realmente não sabia fazer cérebros. Diz ele que "os Negros não trabalham porque gostam de fazer sexo". Eláaaa, quase que está a falar de mim. Não trabalho e gosto de fazer sexo. A diferença é que me falta um pedacito assim para ter aquele traço africano mais vincado, mas cada um tem o que tem e dá o que pode. O Arroja além de homófobico, machista, ainda é racista. Espetacular, tanta qualidade num símio, quer dizer, homem, só". Claro que diz que não é racista: tem uma cena daquelas de pau em casa que lhe trouxeram de África, viu o Windeck, e até tem amigos negros. Não pode ser racista…

 Ou talvez tenha servido de iguaria num rodízio de africanos e ninguém lhe disse que a aquilo que andava lá no meio... não eram morcelas nem ripas de salame…

 

Atenção que eu sei que este texto é parvo, mas ouviram/leram o Arroja, certo?

 

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publicado às 02:30

Sôr Silva

por Gajo, em 09.12.15

 

aníbal.jpg (Reposição do Facebook - escrito a 11 de Julho de 2013)

 

Este é um post importante, porque tenta sensibilizar, que com a qualidade destes governantes, o desemprego fará parte do ADN futuro de Portugal, e sinal de um país próspero, para o mundo. Ontem, Aníbal, o tal da estabilidade, que "abre covas" desde 86, fez um comunicado ao país e, como estamos na altura do calor, comportou-se como um autêntico pirómano. Munido de fósforos, gasolina e acendalhas, deu um sinal de acalmia aos mercados, que Portugal é um país governado por gente alucinada, a começar pelo seu presidente (nada pessoal). Leu um texto, certamente escrito pela sua mulher, com revisão da Nossa Senhora, que consistia basicamente em formar um governo, que cabia num Opel Corsa comercial, com um tipo na mala (António José Seguro). Ou indo na onda, fazia-se, a co-adoção do Seguro.

 

A declaração principal e que devemos reter, da comunicação do Presidente ao país é, que vai manter a Pasta do Circo.
Apesar deste vigor demonstrado para a reinação, a condição física de Cavaco, deve-nos obrigar a alguma compaixão. Para quem o viu entrar, notou que o pé direito se ia a arrastar, e não, como muitos disseram, a endireitar o tapete. Depois, mais qualquer coisa se passa; aquele andar rígido, é sinónimo que estava todo assado, falta saber o porquê. As papas não estão a ser bem passadas? Alguma coisa é!

 

Para nós, que estamos habituados a esta coisa do desemprego, conseguimos notar facilmente, que Cavaco Silva durante os primeiros 15 minutos do discurso, esteve a mandar o currículo para a Sicasal, pois, nesse período, limitou-se a encher chouriços, antes de meter a "carne toda no assador". Outro sinal, que só os mais atentos descortinaram, da piscadela de olho à empresa de enchidos, foi a a pequena rodela de chouriço, que trazia na aba do casaco. Será que procura um part-time?

 

Por falar em procura de emprego e desemprego, Cavaco falou em salvação nacional, caos, perigo, mercados, troika, etc., mas nem por uma vez, em 20 minutos, uma palavra sobre desemprego ou desempregados. Fará sentido, porque ainda haverá muitos empregados a pesar nas contas públicas. Enquanto estivermos à espera que "estes empregados", se preocupem com os desempregados, o melhor é sentarmo-nos confortáveis, para não fazer calo.

 

Infelizmente somos um povo em dificuldades, pobre, sem perspectivas, e apesar de ser um espetáculo muito caro, haja pão, porque, circo e palhaços, não faltarão.

 

Era só isto!

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publicado às 12:45

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