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Este é um post dedicado aos homens que seguem a página (e às mulheres também). É um tema pouco tratado mas fulcral em muitas relações amorosas: falo obviamente da remoção de "pontos negros", "espinhas", ou "bicos". Dirijo-me àqueles mártires que sofrem horrores às mãos das suas caras-metades; mãos que deixam de ser delicadas e se transformam em garras, que vos escarafuncham a pele, até furar a carne para sacar aquela gordura viscosa. Dirijo-me àqueles mártires que parecendo que foram baleados, pedem clemência, e ainda são apelidados de "mariquinhas".

 

O processo tem várias etapas para a obtenção do objetivo:

 

A) Fase Sherlock Holmes. É o momento em que elas olham para nós com ar alucinado: "tens aí um bico a olhar para mim".

Primeira reflexão: o ponto negro não olha para ninguém e 95% das vezes não há ponto negro nenhum.

 

B) Fase Analista. Feita em registo fofinho para amansar a presa que está renitente: "deixa só ver, não te vou fazer nada, não sejas assim". "Não fujas"!

Como é óbvio a partir daqui não há volta atrás. Estão "cegas"!

 

C) Fase Canto da Sereia. A presa (nós) está praticamente dominada, só falta transmitir confiança que os seus dedos são bisturis e estão preparados para aquele ato médico. "Não uso as unhas, e se te doer paro logo, prometo. Não confias em mim"?

Claro que não confiamos e a promessa vale menos que o Banco Popular que foi vendido por 1€. Elas nunca param se doer. Até apertam mais pois já sabem que vamos fugir e dão tudo para nos rebentarem. Depois, usam sempre as unhas.

 

D) Fase Passos Coelho: "Tiro isso num instante, nem vais sentir". "Basta apertar um bocadinho. Já está cá fora e tudo".

Não está nada. Nós sabemos que não está e elas também.

 

E) Fase Chantagista. Como resistimos somos manipulados: "queres andar assim anda que estás bonito. Eu tinha vergonha".

Neste momento começa a coação psicológica. Ninguém nota um ponto negro e se nota ninguém nos vai achar bonitos ou feios por algo que mal se vê. Falam como se tivéssemos quatro orelhas e duas cabeças.

 

F) Fase Prova de Amor: "Se gostasses de mim deixavas". "Deixa estar. Não queres não queres". "Agora não venhas para o pé de mim com isso assim".

Nós já deixamos de ser uma pessoa, já só somos um ponto negro.

 

G) Fase é a Vida. Obviamente acabamos por ceder e tudo corre como prevíramos, só elas acham que não: "não está nada a doer, estou a tirar com cuidado"; "está mesmo a sair, não te mexas".

A doer? Naaa. Lá agora. Pimenta no rabo do outro é refresco. Estamos com elas em cima de nós a arfar e a abrir as narinas, como se estivessem a esventrar um porco. "Para quieto, assim é que te aleijo mesmo". Claro, é natural e óbvio que no fim de tudo a culpa só podia ser nossa. Adiante.

 

H) Fase Manipuladora. Nesta altura, de rastos, e dilacerados pela tortura, ouvimos afavelmente:  "anda cá, achas que te quero aleijar"?; "o pior já passou, afinal estava mais interior do que parecia".

Pois é. Calha sempre assim. E se não querem aleijar, disfarçam mal, pensamos nós. Mas desenganem-se, isto dá-lhes prazer. Por vezes fazem ar sério para parecer que estão a sentir a nossa dor e de repente disparam a rir. Elas sabem bem.

 

I) Fase Achincalho: esta é a parte onde vale tudo até arruinar o ego do homem por causa de um ponto negro. "Não sejas mariquinhas"; "até parece que te estou a magoar"; "és um homem"; "imagina se desses à luz".

Estas são as expressões que nos dirigem quando têm noção que nos estão a magoar mas não querem admitir. Enfim...

 

J) Fase Militar: começamos a espernear, já com um berlinde no lugar do ponto negro, e elas a morder o lábio, não facilitam: "já saiu um bocadinho, espera"!; "agora tiro tudo. Se aguentaste até aqui"!

Lembram-se que "não doía"? Já vamos no, "aguentaste até aqui".

 

L) Fase Mulher Cândida: parecemos um cristo, já temos três orelhas, e é quando veem a asneira que estiveram a fazer: "deixa estar, com tanta queixa não vale a pena"; "não quero que digas que te magoei".

Depois destas frases, por norma, andamos um par de dias marcados, com dores, e em vez do tal ponto negro que ninguém via, temos uma bola de pão interna.

 

M) Fase Parecia Mesmo: crivados de unhadas sem dó nem piedade, escutamos: "Afinal não era um ponto negro, era uma borbulha, mas parecia mesmo".

Jura! Naaaa!

 

N) Fase Contrição: "não ficou marca nenhuma, não estejas a mexer".

Os sortudos nesta fase recebem um beijinho em jeito de pedido de desculpas, acompanhado por uma festinha rápida para espalhar o sangue e disfarçar o lindo trabalho.

 

O) Fase Altruísta: "tens aí outro ponto negro, mas fica para a próxima... Não quero que digas que te quero massacrar".

Bonito! Acho que provavelmente querem que agradeçamos. Fico sempre com essa ideia.

 

EM CASO DE RARO SUCESSO NA REMOÇÃO DO PONTO NEGRO:

 

A) Fase Triunfante: "não está melhor assim"?; "custou alguma coisa"?

Neste caso ficam com um papo que ninguém as aguenta. Parece que descobriram a pólvora. O pior é que com isto pensam que garantiram créditos para repetirem a graça.

E quando nos querem mostrar o produto da tarefa cheias de orgulho? Aquele paté que nos sacaram do corpo. É realmente estranho. Tudo é estranho, diga-se.

 

A sério, para as fãs dos pontos negros, não o façam. É desagradável! Sim eu sei, há homens que gostam que lhes tirem. "Porquê"; "Porquê"?!

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publicado às 03:22

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José Sócrates, Ricardo Salgado, Paulo Portas, Armando Vara, Duarte Lima, Oliveira e Costa, Dias Loureiro, Zeinal Bava, Henrique Granadeiro, António Mexia, João Rendeiro, Manso Neto, etc, etc.

 

Estes e muitos outros Cavalheiros de proa estão ou estiveram envolvidos em esquemas que lesaram o país em muitos mil milhões, mas a única pessoa que está presa, como é óbvio, não é nenhum deles, mas sim, o senhor da foto, Manuel Godinho (o do bigodinho), que tinha um negócio de sucata. Vê-se logo pela imponência do sucateiro, que são pessoas como ele, que aparentam, à distância, genialidade criminosa, que andam a enganar e a levar os nossos inocentes e crédulos gestores de topo, e políticos, a cometer ilegalidades sem darem por isso.

 

Isto tudo por causa de António Mexia, presidente da EDP, ter sido constituído arguido. Tenho a suspeita que o homem é inocente e ainda vão descobrir uma sucata nas traseiras do seu escritório.

 

A surpresa com que recebo notícias que os nossos gestores de topo, e políticos, andam a lamber o pote à conta do povo, é tanta como descobrir que o Mexia também foi condecorado pelo Aníbal Cavaco.

 

Mas este Mexia tem uma particularidade interessante em relação aos outros: ainda goza. Depois de se saber que a electricidade em Portugal era das mais caras da Europa, veio dizer que era das "mais baratas", e que o problema estava nas casas "mal construídas" - eu ainda pensei em trocar de casa para pagar uma fatura mais em conta-. Sabendo-se agora que o Mexia mexe onde não deve, conclui-se que também ele foi mal construído, ao nível do carácter, e na mesma linha de pensamento, o alegado calote do Mexia dá o prejuízo de uma barraca cabriolet iluminada por uma central elétrica. O Mexia é o gajo que, para poupar, só desliga a luz da casa de banho quando está lá dentro.

 

Já o Manso Neto (senhor da foto do cabelo? grande), nascido de uma experiência falhada entre um pónei albino e um canteiro de salsa, é presidente da EDP Renováveis, e também foi constituído arguido, por, alegadamente, não ser Manso a enfiar a voluptuosa crina no tal pote. Sempre pensei que o Manso fosse detido por andar na rua a assustar crianças.

 

Vou para dentro, que isto cá fora está feio. E não é só o Manso.

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publicado às 01:14

A grande Maria Vieira

por Gajo, em 02.06.17

A Maria Vieira segue uma linha de raciocínio complicada que é a generalização. Para ela todos os muçulmanos são terroristas. É o mesmo que eu dizer que todas as mulheres pequeninas e que os maridos lhes escrevem os textos, porque não sabem escrever (foi o Herman José que disse), são burras. E não são. Pode é haver uma ou outra que é.

 

A meu ver a solução de limparmos os muçulmanos todos parece-me curta. Pois a ETA, o IRA, etc, mataram milhares e eram europeus. Quem nos diz que não irão aparecer outros movimentos destes? Ainda no outro dia puseram uma bomba numa carta de um ex primeiro ministro grego, e não foram muçulmanos. Ou tal como o Anders Breivik, cidadão louro e de olhos azuis, residente na Noruega, um claro muçulmano, que matou 77 jovens por causa de "ideais".

Dito isto sugiro o extermínio da totalidade da raça humana, poupando-se a Maria Vieira e o marido, para assim ficarem segurança. Ainda aparecia algum maluco que não gosta de mulheres pequeninas e era uma chatice.

 

A verdade é que as últimas décadas foram o período onde se morreu "menos" em solo europeu por causa do terrorismo. Isto são factos à disposição de todos. Não é nenhum consolo, mas deve fazer-nos pensar. O terrorismo não é uma moda recente. A diferença é que era com os outros e hoje já nos pode tocar a nós.

É certo que temos medo, e o medo tolda-nos as ideias. É o instinto de defesa. O problema de quem não tem nada é que nada tem a perder e isso é o mais perigoso. Principalmente quando liderados por pessoas que não se regem por nada além da maldade. Não tentem encontrar lógica no terrorismo porque não tem. E é isso que nos desassossega e os torna perigosos e imprevisíveis. É a religião, a vida do ocidente, a música, etc. Tudo é razão, tudo é válido. Depois não têm "quartel", e nas guerras o inimigo costumava ter. Atacamos onde e o quê?!

 

Por vezes faço este raciocínio: num barco vêm 999 pessoas de bem a fugir da morte e a milésima é um terrorista. Deixamos morrer as mil para termos paz? São crianças, mulheres, homens, pessoas como nós. Nem todos são animais. O melhor exercício é passarmos para o lugar deles. Se víssemos os nossos filhos em perigo e as nossas filhas a serem violadas, sem nada podermos fazer, será que gostaríamos, que quem pode, os ignorasse ou os deixasse morrer no mar, quando fugiam à sorte deles, porque ao domingo queriam ir à bola descansados? Estas pessoas não são mais que o produto deste mundo, que é da Maria Vieira também, e daqueles que ela defende, e deixá-las como alimento aos peixes não sei se é justo. Mas cada um dirá de sua justiça.

 

É um facto que é preciso resolver isto, ou tentar, e não é com bombas enviadas do céu que vamos lá. Só matam mais inocentes e são combustível para o ódio. São precisas tropas no terreno, mas isso causa baixas, e faz perder votos na próxima eleição. Logo, a situação também não se resolve porque há milhares de interesses envolvidos e nunca esqueçam que o ocidente têm muita culpa do que se passa, daí que o fenómeno do terrorismo há muito que exista por parte do medio-oriente contra o ocidente. Alguns pensam que é de "agora", mas já vem dos anos 60/70, tal como o conhecemos.

 

É importante ter presente, entre muitas outras brincadeiras, que a Coligação, que Portugal fez parte, invadiu o Iraque e matou milhares de inocentes por causa das armas químicas, que não existiam e afinal se chamavam petróleo. Vão por mim: estas iniciativas não fazem amigos. Se eu for à vossa casa, partir aquilo tudo, e limpar parte da vossa família, para vos ficar com o dinheiro que têm debaixo do colchão, garanto que não faço de vocês amigos para a vida.

 

Já agora, não esquecer que estes mesmos terroristas foram armados pelo ocidente para em determinada altura defenderem interesses comuns. Até o Trump que é um ídolo para a Maria Vieira, tem negócios particulares com a Arábia Saudita, país que financiou e de onde saíram os rapazes que atacaram as torres gémeas.

 

Isto é um tema demasiado coiso para ser falado com ligeireza. Falamos da vida humana e por alguma razão se diz que "mais vale libertar mil criminosos que condenar um inocente"...

 

E a Maria Vieira que se desengane se pensa que é com uma cancela na fronteira que a coisa se resolve. Não sei a solução para isto, sei que está complicado, mas continuo a dizer que nem todas as mulheres pequeninas e que os maridos lhes escrevem os textos são burras, sendo que as que não são, não devem usar as orelhas de burro por causa das que são.

 

Por fim sublinhar que a Maria Vieira tem todo o direito à sua opinião, e quem não concorda, todo o direito de discordar.

Isto ficou demasiado sério não ficou?

 

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publicado às 10:30

Trump, o apanhado do clima

por Gajo, em 02.06.17

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Lá teremos de falar sobre o Trump. Vocês vão dizer: "epá, isso é coiso, o gajo é assim e cenas", e eu respondo "verdade, mas assim vá, tem de ser, porque a batata tem casca". Não, ainda não estou maluco, mas esta introdução serve para começarmos a raciocinar com a lógica do Donald Trump. Senão vejamos: disse o Senhor Presidente, aos cidadãos americanos, que os Estados  Unidos da América (com a saída do acordo climático) vão poluir mais o ambiente, mas "vão ter o ar mais limpo". Espetacular. Portugal ainda entendo que o Cavaco tenha ganho eleições, agora os EUA elegerem um presidente com a desenvoltura intelectual de cabide de estanho, nunca imaginei. Trump chegou a dizer que a "laca que usava", no pano ratado a que chama cabelo, "não afetava  o ozono porque a usava dentro de casa e o apartamento onde vive é selado". A pena é não usar a laca com o bico do fogão ligado. Aliás, e já que o apartamento é selado, quando se fosse deitar, ligava o carro dentro do quarto, e provava assim, que os gases do seu carro até eram benéficos para o mundo. E eu que cheguei a dizer que o G.W. Bush era burro… E é, mas este magano, estica-se.

 

Com a decisão de rasgar o acordo climático, Trump, arranjou mais dois amigos, e entrou para o restrito lote de países onde os presidentes estimulam os fumadores a cheirarem escapes de carros, para combater o tabagismo e limpar o pulmão do tabaco. Falo do presidente da Síria e da Nicarágua (que saiu do acordo por razões diferentes), líderes de fino recorte, que, tal como Trump, acham que isto do aquecimento global é uma treta, pois a noites continuam frescas, e sem um lençolinho não pregam olho.

Espero que não digam a esta malta que a terra é redonda para não complicar. Ainda pedem para os cientistas provarem isso numa caminhada a pé, e  lhes digam como é que uma coisa é redonda quando é sempre a direito. Brincam mas esta rapaziada não se deixa levar assim à primeira. Não é aparecer um gajo do nada a dizer que são precisas árvores para haver oxigénio que eles acreditam. Até acho que eles duvidam que sem oxigénio não lhes nasce duas guelras nos cotovelos.

 

Trump, para mim, é maior prova viva que o clima está todo marado, sendo que o sol o afeta particularmente. Não sei se repararam ontem, mas além de ser um homem laranja é a única pessoa no planeta que tem olheiras brancas. Ah, vocês são terríveis. Também pode ser isso sim. É verdade que ele gosta de levar com aquele xixizinho morninho enquanto faz sexo. Aquela "chuveiradazinha marota" sem precisar de ir à casa de banho. Aquilo com uma colherinha de açúcar até funciona como chazinho com paladar a frutos do bosque. E sim, as olheiras brancas podem ser as marcas dos óculos protetores que evitam os jatos indesejados nas meninas-da-vista. E como a zona das olheiras não apanha o calorzinho fica clarinha e não "bronzeia". Bem-visto.

 

Mas o Trump não é apanhado do clima só por isto. Também gosta "de agarrar as mulheres pela vagina". Já estou a ver a Melânia com uma barba na xarica à Fidel castro a servir de Yo-Yo.

 

Deixaram um maluco comandar o país mais poderoso do mundo, ou dos mais, agora resta aguentar. Se ele não quer saber que mundo vai deixar aos filhos e aos netos, acham que está preocupado connosco ou com alguém, além dele?

 

O mundo está um lugar ótimo para viver, não acham?

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publicado às 03:19

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Hoje era para não escrever, mas a Fátima Campos Ferreira obrigou-me a isso e já o merecia há muito tempo. Já sei o que estão a pensar: que vou falar das roupas que costuma usar para apresentar o Prós e Contras e de ontem ter ido vestida de zorro. Óbvio que não vou falar disso. Cada um usa o que quer, mas ainda hoje estou a matutar se terá deixado o cavalo preso no camarim. Passando à frente.

 

Ontem mais uma vez a apresentadora mostrou que ia tão preparada para o programa como eu vou para um debate de discussão das virtudes de Passos Coelho. Sem ponta de profissionalismo e respeito pelo convidado, Fátima Campos Ferreira, afirmou do alto da sua sapiência que Miguel Araújo cantava em inglês, para passar na rádio, ao que o cantor respondeu que não cantava em inglês mas sim em português. Ela não ficou totalmente convencida, e ainda insistiu - isto é verídico -, pois certamente a própria pessoa não lhe pareceu fonte mais fidedigna que a senhora do bar, local onde vai beber a informação antes de entrar para os programas, trocando inclusivamente ideias com a máquina do café nos temas mais sensíveis. Acredito até que saiu do programa a pensar que o Carlos do Carmo era o Justin Bieber com o cabelo pintado.

 

Por outro lado trata os convidados com condescendência e maternalismo, como se estivesse a educar as crianças, desvalorizando e ironizando aqueles que não gosta, além de que quando não lhe interessa, ou por falta de educação, corta a palavra à má-fila aos oradores, como fez indelicadamente com Carlos do Carmo. Age como o polícia no meio de ladrões. Põe-se em biquinhos de pés. Quando são convidados que "aprecia", é vê-la a desfilar e a sorrir, já que rezar à Nossa Senhora não chega para ter um programa onde se vai dizendo coisas sem nexo no meio dos convidados, mas, segundo sei, Fátima Campos Ferreira, foi preterida e já será um cantil a apresentar o próximo programa.

 

Aliás a arrogância e bazófia são pratos da casa. Quando esteve cá o Papa não lhe cabia uma cesta de melões no rabo, tantas vezes disse que veio e ia voltar no avião do Xico, e quantas informações este lhe tinha dado, mas que não as podia divulgar por exigências papais. Logo, pensei, com tanta intimidade, que o Papa lhe teria contado o vigêsimo segredo de Fátima, ou que ela seria o quarto pastorinho, mas que não tinha visto nada porque na altura da aparição tinha ido à casinha.

 

A certeza de que o Papa não falou nada com a Fátima Campos é que não a atirou borda fora do avião a meio caminho. Com o conhecimento profundo que se nota ter sobre as temáticas, se o Papa lhe falasse que Jesus morreu para nos livrar do sofrimento, ela diria que o Papa estava enganado, e "que Jesus estava vivo e era treinador do Sporting".

 

E pronto, era só isto.

 

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publicado às 02:41

Ontem estive a ver o Pesadelo na Cozinha, programada TVI, e fiquei traumatizado. Agora quando for comer fora, nem que seja à casa de alguém, levo um pão e peço um copo de água. Nem isso, levo o copo também. Isto porque se comer um bife com cogumelos, prefiro que os "cogumelos" não tenham crescido no próprio bife. Quem vier à minha casa nisto pode estar descasado: aos convidados só sirvo massa com atum. A massa é difícil estragar-se e o atum, primeiro passa a lata de prazo do que o próprio atum.

 

Muitos dizem que a produção do programa "obriga" àquela javardice. Epá não acredito! Nem eu, no tempo que fui estudante deslocado, quando a minha mãe me visitava deixava que me visse o "pesadelo no frigorífico"; os boxers em cima da mesa da sala; ou as meias no microondas. Sim eu já sequei roupa no microondas. Certo dia de uma t-shirt, tamanho L, fiz uma camisolinha para um bebé prematuro. Antes da minha mãe chegar, na noite anterior fazia a faxina, a casa ficava um brinco. Perguntava-me sempre a razão do frigorífico estar tão vazio, ao que respondia que o tinha descongelado. E nunca me aproximei de um "pesadelo na cozinha". É verdade que cheguei, só uma vez, a ter bolinhas verdes na sopa...e não eram ervilhas.

 

Mas imaginem ter convidados, e a televisão em vossa casa, e os receberem a cortar as unhas dos pés com a tesoura do peixe; deixarem a sanita com vestígios da açorda que comeram na noite anterior; ou servirem a comida em louça tão mal levada que os bagos de arroz colados e rijos já parecem decoração dos pratos. Eu sei que fui um bocado badalhoco nestes exemplos, mas é para perceberem o meu ponto. Temos o nosso brio. Aquilo é mesmo dos donos dos restaurantes. Custa-me acreditar que alguém aceite passar por javardolas na televisão se não o for e não tiver orgulho nisso. Eles riem-se: "olhe, tem um anão morto em decomposição na arca", diz o chef. "Eu sei, só vendemos uma coxa do anão, não o íamos jogar fora. Sai pouco sabe, mas ainda dá para hambúrgueres", responde o dono. Este é o espírito. Descontraído.

 

Depois, no programa de ontem, surgiu a directora de marketing do espaço, muito lavada, que disse que a equipa do restaurante era uma bosta; o restaurante estava uma bosta; e que quem é que queria ir trabalhar para Santarém, cidade que para a senhora, era outra bosta. Para quem gere a imagem do restaurante não se pode dizer que não fez um bom trabalho. E segundo sei recebe ordenado ao fim do mês para falar mal da empresa que lhe paga e nada fazer para mudar o que está mal. No fundo está ao nível da cozinha: uma directora de bosta.

 

Uma coisa que percebi pelo que fui ler é que nestes restaurantes não há quem saiba cozinhar, servir à mesa, e gerir os restaurantes. Contratam pessoas para trabalhar num restaurante como se estivessem a abrir um canil. "Gosta de animais? Sim? Óptimo, amanhã começa a servir à mesa". Basicamente é como ir a um cabeleireiro e o tipo que está lá só saber que é com tesouras que se corta o cabelo, ou ir a um concerto e a Maria Leal aparecer para cantar. Não pode correr bem.

 

Antes disto, sabe-se que os restaurantes pediram ajuda, porque "não tem clientes". Na! A sério? Jura! É que não se entende porquê...

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publicado às 03:53

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Ontem fomos mais uma vez ao circo com os "famosos", mascarados de palhaços como habitualmente. Falo obviamente do espetáculo de variedades com que nos brindaram para "encerrar" o caso BPN.

 

Mas antes de irmos ao cerne da questão quero sublinhar o azar que tivemos que o Doutor Oliveira e Costa não tivesse adoecido enquanto estava na liderança do BPN. Senão vejamos: "em 400 sessões do julgamento do caso BPN, Oliveira e Costa só esteve presente numa ocasião". "Na primeira". Tudo devido a doença. Agora imaginem que tínhamos a felicidade dele ter faltado 400 vezes ao trabalho quando geria o BPN? Se calhar a golpada tinha ficado pela metade. Mas infelizmente aí estava fresquinho que nem uma alface e na posse de todas as suas faculdades de larápio. Tenho um dedo que desconfia que com a sentença de ontem,  a sua condição de saúde irá melhorar a olhos vistos, pois já não será preciso comparecer em tribunal nos próximos tempos. Quando for adoece de novo.

 

Passando à "vaca fria", e ouvida a sentença, vi muita gente contente com as penas aplicadas aos arguidos, mas ainda não percebi porquê. Armando Vara há quase três anos também foi condenado a cinco anos de pena efetiva, e o mais certo é que estará tão preocupado com isso que já mudou a água da piscina, com o dinheiro com que se abotoou, para relaxar do stress acumulado.

 

A mesma preocupação terá Oliveira e Costa, com os 14 anos de prisão que levou. Atualmente com 80 anos, quando o forem buscar a casa para cumprir pena, a família entregará à polícia o pote com as cinzas do senhor e pede para as porem numa zona soalheira e arejada. A única solução é que Oliveira e Costa viva até aos 230 anos para esgotar  todos os recursos que o impeçam ir de "gaveta". Talvez assim cumpra alguma coisa. Ah, esqueçam. Antes prescreve. E nem sequer é preciso isso, diga-se. Com a idade que tem, e como não cometeu nenhum crime violento, pela lei, pode cumprir a pena em casa. Como sou má-língua acho que só não há mais culpados proeminentes devido a muitos ainda não terem completado 80 anos.

 

Cavaco Silva depois de romper a forte amizade com Dias Loureiro, deve estar também muito desiludido com Oliveira e Costa, outro amigo de longa data. Juntando-se Duarte Lima e mais um par deles, o ex presidente da república não teve muita sorte com as amizades. Salvou-se ele, pois, "mais sério que ele tinham de nascer duas vezes". Infelizmente só arranjou amigos que nasceram de parto prematuro.

 

A verdade é que a sentença para Oliveira e Costa é um descanso: já sabe o tempo que não vai cumprir, já ninguém o maça com isto, e pode ir gozar o que gamou em paz. Sim, agora já se pode tirar o "alegadamente" ao gamou. Por exemplo, se encontrarem o Doutor Oliveira e Costa na rua podem dizer: "olá Doutor Gatuno, tem gamado bem"?, sem problemas de processos.

 

Mas é um facto que as coisas mudaram: antigamente era tudo ilibado, ou os processos prescreviam, agora atribuem-se penas de prisão efetivas, mas ninguém vai "dentro". O menu é o mesmo, só mudou o cheiro. Já lá vai o tempo em que davam as "palmadas", ficavam com o dinheiro, mas não queriam ser conhecidos na sociedade como ladrões. Como o povo começou a "levantar cabelo", passaram a dar as mesmas palmadas, continuaram a ficar com o dinheiro, mas hoje estão-se a borrifar se são conhecidos na sociedade como ladrões. Simples. É preciso é dar palha ao povo para o manter calado e dar o ar que há justiça. "Eles até levaram penas longas de prisão" - foi o que já se começou a ouvir pelos comentadores. E assim ficamos com a sensação que as coisas mudaram, mas no fim de contas… é só mesmo a sensação, porque… "Se os arguidos não concordarem com as penas podem recorrer". Daqui para a frente é interpor recursos e recursinhos até prescrever ou algo similar e está feitinho. Preso é que ninguém vai. Desenganem-se. Nada mudou.

 

No entanto estamos no bom caminho: mais 10 ou 15 bancos falidos e talvez um contabilista possa ser realmente preso.

 

Lembram-se do sketch do Gato Fedorento sobre o aborto com o "Professor Marcelo"? Vejam a versão BPN e digam que não faz sentido.

 

—  Pode ser preso?

—  Pode!

—  Vai ser preso?

—  Não!

— Mas não levou prisão efetiva?

—  Levou!

— E isso não significa prisão?

— Significa!

— Então vai ser preso?

— Não!

— Mas pode?

— Pode!

 

É mais ou menos isto.

 

Termino com um exemplo da brincadeira que tem sido este caso, e vai continuar a ser: "É um homem honesto e integro e não tem um cêntimo do dinheiro do BPN". Estas palavras são do advogado de Oliveira e Costa. Isto é tudo verdade. Os advogados não mentem, mas só faltou explicar a razão do seu cliente se ter divorciado e passado tudo para o nome da mulher quando rebentou o escândalo do BPN.

 

Vai mais um fardo de palha?

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publicado às 01:57

Encontro escaldante

por Gajo, em 24.05.17

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Encontrei-a de novo e continua o mesmo.

 

Todos nos cruzamos com pessoas mais "experientes", que por respeito, acabamos por condescender quando se sentem com propriedade para ver a folga do elástico. Tenho um caso destes, uma senhora na casa dos sessenta e tal anos que está por norma muito bem-disposta e gosta de "brincar", alcançando por momentos o patamar da "senhora gaiteira". É a que diz cheia de confiança: "Ahhhhh se fosse mais nova". "Se fosse mais nova o quê"? Nunca lhe perguntei isto, admito, mas, se fosse mais nova eu também era, dava no mesmo; e se fosse mais nova, e eu da mesma idade, era preciso eu querer alguma coisa! Ela não percebe que o que sugere colide com o que eu vejo, e se fosse mais nova punha-lhe uma ordem de restrição.

 

É daquelas senhoras que fala para a plateia. "Precisava era de um destes (apontando para mim); o que tenho lá em casa já não dá para o gasto". Sentindo-se forte solta gargalhadas e exibe, sem complexos, a falta de duas cavilhas na lateral esquerda e meio dente ratado à frente. Isto é a visão do inferno, mas confiança não lhe falta. Pior, pelo estado da cara de certeza que se maquilha num balde e serve-se de uma trincha para pintar os olhos. Ah, e usa um perfume daquele que faz arder as meninas-da-vista. Aquilo é veneno, e com o calor pode virar ácido.

 

Não é alguém que veja todos os dias, nem a via há algum tempo, mas mal me viu deu-me dois beijos repenicados, acompanhados pelo respetivo aperto de cara, para de seguida, a sacramental pergunta: "já arranjaste alguma coisinha"? "Coisinha"? Há sempre a ideia que um desempregado não pode arranjar ou desejar uma "coisa". Depois de aberto o diálogo, nos cinco minutos que estive com ela, disse-me para ter cuidado com a "barriguinha", passando-me a mão ao de leve; que já tinha o cabelo grande a precisar de um "jeitinho"; e para aparar a barba. O conselho da barba deixou-me pensativo, dado que ela tinha um buço robusto e parecia viver bem com isso.

 

Podem estar a pensar que a senhora estaria ali para as curvas, ou seria um exemplar bem conservado para vir com esta embalagem. Nada disso! Tem um rabo parece uma rotunda de três faixas, com uma estátua lá no meio, e umas costas de tal dimensão que serviriam de tábua para passar cortinados.

 

Possuidora de um guarda-fato que um dia ficará para fazer peças de teatro de época, não se nega a usar um decote generoso para ostentar a pele franzida na zona da separação das meninas abatidas pela gravidade, e adornadas pelo clássico cordão dourado, vendido ao metro, com o que sobra a desenrascar de coleira para o cão. O decote demasiado exuberante para o menu, que promete lombo e depois oferece alcatra rija com nervo. Trinta e oito cabelos mal-amanhados, puxados para trás a parecer um rabo de um coelho.

 

Calça daquele modelo de sapatos que fica somente o dedo grande de fora ao centro a espreitar. A unha é uma garra e a pedicure só pode ser feita com uma tesoura de podar. Mas pensem: para o dedo grande, que está na ponta, derivar para o centro, imaginem a singularidade dos pés e a organização errática que aqueles dedos devem ter. Para encontrar os dedos só com GPS.

 

Isto para o ego de um Gajo seria arrasador, e motivo para voltar ao atum em óleo, se não achasse que ainda estou num estado aceitável, e não viesse de um "modelo" a precisar de dar uns toques nos pontos de ferrugem e com o chassi arreado.

 

Pronto, a senhora até é simpática, mas sempre que me vê faz este carnaval…aborrecido.

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publicado às 02:41

Não vi o vídeo da alegada violação publicado no jornal Esgoto da Manhã. Calma, não é que não goste de películas de cinema de autor, mas a minha sanidade ainda está mais saudável que a do director do Esgoto.

 

Apesar de não ter visto o vídeo vou dizer umas coisinhas...

 

Pelo que me é dado a ver o álcool e a mini-saia são as maiores causas de violação/abuso dos tempos modernos. "Ui aquela gaja de mini-saia está mesmo a pedi-las"; ou, "está tão bêbeda que é aproveitar que nem reage. Se bebe sabe que pode haver consequências". Imagino este pessoal se descobre alguém que toma comprimidos para dormir. "Não acorda? Siga que é tipo self-service. Se tivesse acordado/a nada disto acontecia...".

 

Não sei se concordarão comigo, mas esta corrente de pensamento parece-me perigosa, senão reparem: estava a falar com uma amiga, em que ela diz que se a rapariga não tivesse bebido, nada daquilo teria acontecido. Sem se aperceber, logo aqui foi para fora de pé, pois concluiu que se a jovem estivesse sóbria, não apreciava que o rapaz lhe pusesse a mão na língua-de-gato, naquelas condições.

Depois perguntei-lhe se por acaso um dia exagerasse na bebida se não se importava de ser degustada por um mini-bus de ganeses, e ainda ser apontada como provocadora, quando os rapazes só iam a passar.
Admito que fiquei surpreendido com o silêncio. Talvez esta ideia de ser rodeada por cavalheiros robustos e detentores de marretas à cintura, não lhe fizesse assim tanta confusão.

Percebi que não ficou totalmente convencida com os meus argumentos, e pedi-lhe para substituir a sua pessoa por uma filha. Aqui, disse-me que já estava a desconversar. É complicado. Se nos tocar a nós...

Terminei a dizer-lhe, que nunca faça nada que a deixe "anestesiada", pois pode acordar com vontade de pôr pó-de-talco para assaduras... sem saber a razão.

 

Eu penso sempre como seria comigo... Vou a uma festa, bebo demais, vem de lá um atrevido e usufrui de algum orifício meu sem autorização. Não ia apreciar passar duas semanas sentado numa bóia. Depois ainda gostava e era uma chatice.

 

Isto é a mesma história que roubar alguém bêbado. Um bêbado até é capaz de oferecer tudo. Mas em tribunal isso pode ser revertido por aproveitamento de uma pessoa que não está na plenitude das suas capacidades, apesar de ter dado porque quis...

 

Os que filmaram, talvez se conhecessem um actor porno - ainda hoje me impressiono quando o vejo - que tinha uma giboia de 50cm, e lhes dissessem que na próxima, subiam o pau ensebado sem mãos, o Spielberg que têm dentro deles passava-lhes que era um instante.

 

Nós devemos ter muita calma a abordar estas coisas e os sinais que damos, mesmo que nos pareçam óbvios...

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publicado às 00:57

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Curiosamente vi em Fátima algumas roulottes. Ficou-me a moer o que serviriam aos clientes. Talvez shots de água-benta e hóstias na chapa? Parece-me o mais lógico. Mas sobre Fátima já lá vamos.

 

Já tivemos metade do mundo; somos campeões europeus; ganhamos o festival da canção; temos o Secretário geral da ONU; o melhor jogador de futebol do mundo; a melhor atriz porno da indústria; o Durão Barroso, presidente da EU, que foi o tapete oficial da gorda alemã; cozinhamos a maior feijoada da história; e até um chocalho português é património mundial. Estamos imparáveis. Aliás, se continuarmos nesta senda, qualquer dia começam a barrar a participação portuguesa nas competições. Para quem diz que estou a exagerar, relembro que a Nossa Senhora tinha o mundo inteiro para aparecer, e escolheu a Cova da Iria para dizer um "oi". Portugal já estava na moda, nós é que não percebíamos.

 

Dito isto, hoje saí de manhã para comprar pão e a pastelaria onde costumo ir ganhou o prémio da melhor arrufada do quarteirão. A partir de agora só me dou com vencedores (logo eu).

 

A propósito do fim-de-semana, o "outro" é que tinha razão: "Fátima, Futebol, e Fado". Não foi fado, mas não andou longe.

 

Visita Papal

 

A sexta -feira começou otimamente, pois mal ligo a televisão vejo a Cristina Ferreira perguntar, "se estava ali à espera do papa", a um senhor que estava ali à espera do papa. Vi que havia pano para mangas, e logo a seguir, a apresentadora disse que, "tinha sido naquele local que os pastorinhos andavam com as ovelhas". "Andavam"? A fazer o quê? Dito assim, sugere algo mais "íntimo" com as coitadas... Não seria, "pastorear"? O que me deu a parecer é que a Cristina Ferreira só sabia que teria acontecido algo em Fátima que metia pastorinhos e uma Senhora em cima de uma árvore. O que já não é mau, diga-se. Ainda nos informou que contou uma história ao filho sobre o Papa.  Isto tudo ainda o papa não tinha chegado. Mudei de canal.

 

Quanto ao evento propriamente dito, a Nossa Senhora não apareceu, mas apareceu o Marcelo, "que está no meio de nós". Outra nota sobre o presidente, é que os beijos que deu na mão do  Papa Xico, assemelharam-se a uma esfoliação a seco. Se o Papa tivesse um anel areava-lhe a prata só com os lábios.  Marcelo foi esperar o Papa ao aeroporto, foi dormir a Cascais, e de manhã arrancou a pé para Fátima pela fresquinha. Sem trânsito foi um tirinho. E quis ir descalço para dificultar.

Quem está lixado com isto é o Passos Colho, que em vez do diabo, viu o Papa em Portugal.

 

Senti também que faltaram claques com cânticos à passagem do Papa. Como por exemplo: "lá lá lá quem não salta é jeová";  e, "eu eu eu Graças a Deus não nasci ateu". Acho que dava uma cor. Por falar em futebol, sobre a questão que está na berra do vídeo-árbitro, é que se existisse em 1917, as dúvidas sobre a aparição da Nossa Senhora não se punham.

 

 A assunção Cristas que também esteve em Fátima, aproveitou para conversações com o Papa e já está em condições de prometer aos lisboetas,  além das vinte estações de metro, vinte aparições da Nossa Senhora em vários locais de Lisboa. Espero que tenha dito ao Papa que quando estava no governo era contra o aumento do salário mínimo, e a favor de cortes nos mais pobres. De certeza que disse.

Rtf

 

Os repórteres do Correio da Manhã choraram quando chegaram a Fátima, dizem eles, por causa da emoção. Para mim choraram com o peso na consciência e medo do castigo divino, pelo jornalismo impar daquele "jornal".

 

Festival da Canção

 

Sobre o festival a primeira coisa que urge dizer é que andou o Eládio Clímaco a levar com o festival durante décadas...para ser o Malato a trazer o caneco. Seria o Eládio que estava a dar azar? Se era vou passar a andar com um Malato no bolso a ver se a sorte muda.

 

Quanto ao Salvador Sobral, fiquei muito contente que tenha ganho o Festival da Canção. Portugal ganhou! Já agora: não sei se notaram mas há partes da música muito parecidas com a ladainha que cantaram no Santuário de Fátima na Procissão das velas, tanto que na segunda vez seguida que ouvi a canção, no sábado, fiquei com uma pontada aqui atrás que demorou a passar. Será por isso que o Papa deu o toque "lá em cima" para ganharmos? Fica a pergunta...

A vitória foi mais que merecida, também porque, no meio das músicas que concorreram, não ganhar, era como se a Cristina Ferreira perdesse um prémio de beleza onde a Fanny era a segunda concorrente mais gira. Falta aquele gostinho. Salvador Sobral concordou comigo, atenção, achando natural ganhar: disse que a canção dele era a melhor, de longe, e que de todas as canções que lá estavam, só gostou da letra (nem foi da música), da concorrente italiana. 

Sei que vou ser insultado pelo "team Sobral" por dizer estas heresias, e que o festival da canção passou de uma treta popularucha para um encontro de música erudita... Até vi pessoas na televisão (SIC Notícias) exatasiadas com o cd do Salvador Sobral, e de como era espantoso, quando até há meia dúzia de dias ninguém "sabia" quem era Salvador Sobral, quanto mais que tinha um cd ou ou uma cassete com músicas.

 

Salvador Sobral perdeu o Ídolos e ganhou o festival, o que só prova que em Portugal somos muito exigentes. Cá, com esta música, Salvador Sobral ouvia do Moura dos Santos : "tu não percebes nada disto, pá; tu não cantas nada".

 

Por outro lado, o saco-cama em Lisboa, em Maio de 2018, vai custar os olhos da cara. Isto se for feito em Lisboa. Vozes já se levantaram a dizer que organizar o festival da canção saía muito caro. Claro, já pusemos 21 mil milhões na banca, temos 3 bancos a falir, e não podemos andar a viver acima das possibilidades nem a gastar dinheiro mal gasto.

Interessante a Alemanha ter-nos dado dez pontos. Noutros tempos nem lá íamos porque a gorda não deixava para não sermos gastadores. Adoro falar na gorda... Também aguardo que Passos Coelho, que diz que tudo o que corre bem em Portugal é responsabilidade dele, venha dizer que Salvador Sobral ganhou porque teve aulas com ele, quando tinha voz de "barítono".

 

Espanha alcançou cinco pontos com a sua música, dados por Portugal. Isto é a humilhação suprema. Está ao nível da "padeira"...

 

Por fim, com esta vitória no festival da canção há que acreditar que podemos melhorar a já belíssima classificação no ranking dos países mais corruptos. Há que fazer por isso, temos gente muito capaz. O céu é o limite.

 

É tudo nosso!

 

*Foto apanhada por aí.

 

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publicado às 03:06


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