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Público: "Há dois anos que a relação entre a Galp e o fisco é de conflito"- 4 8-de 2016 - Ontem.

 

Segundo se sabe a Galp não gosta muito de cumprir com as obrigações fiscais devidas, nem de pagar as coimas que lhe são aplicadas. Basicamente o conflito entre o fisco e a Galp, é a Galp não pagar o que deve ao estado e a malta do estado andar de avião à pala da Galp, em vez de obrigar a Galp a bater a cheta. A Galp no fundo é bastante poupadinha quando é para pagar e impostos e as multas, mas é uma mãos largas a fretar aviões para encher de políticos, entre os quais o secretário de estado dos assuntos fiscais Rocha Rodrigues. Cheira-me que a Galp vai encher de milhas os cartões da TAP daqueles políticos que "gostam de viajar". Depois "falta-lhe" dinheiro para pagar impostos, é óbvio. Não dá para tudo.

 

Eu já sei o que vou fazer. Quando tiver um problema com as finanças, ofereço uma mariscada ao secretário de estado Rocha Rodrigues, mas só porque sou uma jóia de moço. Não quero nada em troca. Até fico ofendido se pensarem que ofereço com segundas intenções. Vocês são muito mal intencionados. A Galp está para os políticos, como Santos Silva está para o Sócrates. Uns corações de ouro. É pena estas pessoas tão ternas e caridosas só existirem principalmente nos circuitos políticos, ou nos círculos de poder. O dinheiro não traz felicidade, como dizem, mas enche o coração dos administradores da Galp de amor ao próximo, e se o Rocha Rodrigues estiver próximo, muito melhor.

 

Diz a Galp que é “comum convidar para eventos pessoas com que se relaciona". Ahhhh que azar, eu relaciono-me com bombas da Galp há anos e nunca me tocou um convitezinho nem para ir ao aeroporto ver o avião levantar. Contudo qualquer um de nós podia ter sido convidado pela Galp, pois a Galp convidaria qualquer um de nós, que fosse secretário de estado das finanças. A culpa não é da Galp, é nossa. Isto para não dizerem que houve favoritos na hora da Galp convidar. Quem se lixou com isto foi a TAP que já tinha aviões cheios de políticos para irem ver os jogos olímpicos, e que devolveriam o dinheiro dos bilhetes à Galp caso fossem catados. Uma pena a Galp achar "comum" pagar charters a políticos, mas já não achar "comum" pagar impostos ou as multas que tem em dívida. Uma pena...

 

Mas calma que isto é tudo malta séria. Diz o secretário de estado Rocha Rodrigues, que vai "devolver o valor da viagem à Galp". Já o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, tinha decidido devolver o dinheiro que recebeu ao abrigo do subsídio de alojamento, que andava a abotoar-se indevidamente. Daqui a nada vou assaltar um banco e se for apanhado, devolvo o dinheiro porque sou um tipo às direitas. Não quero cá confusões. Assaltei porque achei que não tinha mal. Podia ser que passasse.

 

Porque o PS é um partido que não dá hipóteses, criou de imediato um "código de conduta" para os seus governantes. Pessoalmente sugeria antes disso, escolher pessoas com ética para os cargos. Mas isso traz-se de casa e não se aprende nos livros. Aliás, já existe um "código de conduta" no ministério das finanças que proibia Rocha Rodrigues de aceitar esta viagem oferecida pela Galp. Suspeito que o "código de conduta" que António Costa irá dar a Rocha Rodrigues seja a "bold" e com letra a "78" para ver se ele não derrapa outra vez. Se derrapar de novo faz-se outro em áudio para ele ouvir em casa. Este "código de conduta" é representativo da confiança que o PS tem nos seus governantes.

 

Por exemplo eu se não tiver um "código de conduta" não sei se posso dormir com a mulher do meu melhor amigo. Ou se é correcto ver alguém deixar cair dinheiro e não o entregar, pois achado não é roubado. Estas coisas sem um livro de conduta uma pessoa não sabe como agir.

 

Sugeria que os políticos tivessem um cartão de conduta por pontos. Com 700 pontos, que iam descontando cada vez que "falhassem na conduta". Tinham de ser 700 pontos, porque 12 pontos acho que não havia uma legislatura que chegasse ao fim, ou acabavamos com o Parlamento com 12 pessoas a contar com a senhora da limpeza. No entanto entendo que muitos políticos estejam confusos. Hoje a maioria já é político de carreira, sem nunca ter trabalhado, e para irem subindo na hierarquia dos partidos, se havia coisa que não podiam ter era conduta. Agora, de repente, pedem-lhes que tenham conduta?! Pessoalmente acho que isto também é gozar com as pessoas.

 

O PSD por seu lado ficou incomodado com esta situação. No fundo é compreensível: deixou de ser governo, o máximo que a Galp lhes arranjou foi uma camioneta da Barraqueiro, sem ar condicionado, e ainda tinham de bancar o gasóleo, a preço de custo, mais uma simpatia da Galp. Já agora onde é que estava esta conduta exemplar do PSD quando o Passos Coelho não pagava impostos, ou quando a Maria Luís Albuquerque foi trabalhar para a Arrow, depois de como ministra das finanças lhe ter "concedido benefícios fiscais"?

 

O PSD é uma escola de virtudes, já sabemos, até tem uma universidade de verão que vai agora para mais uma jornada. As cadeiras lecionadas este ano são; como transportar a mala do chefe; a distância que deve caminhar atrás do chefe, quando há uma televisão a filmar e, por fim; a curvatura com que deve andar nos primeiros anos de partido, quando acompanha o chefe. Nesta primeira fase não há "código de conduta" pois só existe uma regra: fazer o que manda o chefe para ganhar traquejo na arte de ser pau-mandado. Só assim poderá um dia vir a ser convidado para andar de avião à borla.

 

Para finalizar, isto é o arco da governação, ou arco do gamanço, como lhe quiserem chamar, no seu explendor.

 

Boas férias aos que estão de férias, aos que não estão, e abraços a todos os que passaram por aqui. É sempre uma honra contar com a vossa presença.

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publicado às 03:24

I´m Nando! Nando Santos!

por Gajo, em 11.07.16

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Ganhamos ! Grande equipa! Grande Engenheiro!

 

Comecei a acreditar que íamos ganhar quando a taróloga da SIC disse que seriamos campeões, depois de nas cartas ter saído o "carro" e o "sol". Até foi buscar, segundo a senhora, "um baralho especial", para o efeito.

Isto tudo faz mais sentido quando a seleção tem também ela uma aura sobrenatural: Ronaldo disse saber que Éder ia marcar; Fernando Santos informara mulher que só regressava dia 11 a Portugal com a taça; Rui Patrício, que defendeu tudo, na bola que foi ao poste, na parte final do jogo, deixou-a passar, pois não valia a maçada de se esticar; e até eu achei que com William, Adrien, e Renato Sanches, teríamos mais hipóteses.

 

Da minha parte faço mea-culpa nas críticas que fiz ao Fernando Santos, mas o engenheiro é completamente sádico: tinha tudo planeado para arrebatar o caneco à custa dos franceses, sem o Ronaldo, e com um golo do Eder. Nem a bruxa da SIC se atrevia a adivinhar isto.

Sinceramente cheguei a julgar que Eder nem estava no banco e tinha ido ver a Torre Eiffel para aproveitar a última noite, dado ter jogado até à data 5 minutos em 6 jogos. Afinal a estratégia de Fernando Santos era esconder o Éder para a final. Quando Éder entrou os franceses nem o conheciam, e por momentos devem ter pensado que era uma invasão de campo para pedir a camisola ao árbitro para colocar na vitrine da seleção francesa junto ao troféu. Didier Dechamps, treinador da França, até perguntou ao adjunto: "este gajo não é nosso"?

 

Ronaldo tem dezenas de golos pela seleção; Messi outros tantos; Eder tem um golo oficial que deu um título de campeão da Europa. Se fosse ao Éder deixava o futebol para não envergonhar mais Ronaldo e Messi. Para terminar este assunto, ao contrário do que parecia só eu é que não achava o Éder um Ronaldo. Ontem conheci milhões de pessoas que sempre acharam que a seleção era o Éder e mais 5. Sim, porque já é tão craque, que a partir dos próximos jogos vamos entrar só com 5 jogadores para dar hipóteses aos adversários. O golo que marcou foi só a cereja no topo do bolo numa seleção nacional bafejada em muitos períodos pela felicidade, assemelhando-se em momentos a ganhar o euromilhões sem pôr o boletim, como no golo que a Islândia marcou aos 94 minutos. Para as casas de apostas, o Éder decidir a final, era mais difícil que o Leicester ganhar a Liga Inglesa. No entanto, desde que entrou, mais uma vez fez-me enfiar a viola no saco. E espero que continue até deixar de jogar à bola!

 

Fernando Santos fechou a conferência de imprensa com chave de ouro a falar em grego. A pergunta que fica é: será que Fernando Santos nos primeiros jogos dava as instruções em grego?

 

Se não bastasse tudo o que de estranho se passou à volta da equipa nacional, para terminar em beleza, Ágata resolveu tirar uma foto de bikini para apoiar a seleção. Se repararam a selecção não jogou nada de especial durante 70 minutos. Dito isto estou em condições de partilhar a razão pela qual os jogadores fizeram os restantes 50 minutos de elevada qualidade: tiveram a certeza que a Ágata não tirava o bikini se Portugal ganhasse. Não vale tudo por causa do futebol. Ver a Ágata despida equivale a uma sanção da União Europeia, com a agravante de haver trauma para o futuro. A partir daí fomos para cima deles, e todos sabemos como acabou.

 

Didier Dechamps contou com um árbitro amigo, jogar em casa, craques, 50 mil nas bancadas, mas não contou com a alma lusitana, nem com a fé, dedicação, e honestidade do engenheiro, que envolveu toda a equipa numa grande família. A bazófia dos franceses levou com a tal justiça divina. Falavam que "limpamos" a Croácia, a Polónia e o País de Gales, insinuando implicitamente que os portugueses em França trabalham nas limpezas. Uma chatice, pois acabamos por "limpar" ainda os franceses e o caneco!

 

Viva Portugal! Estou muito feliz!

 

Soltas:

 

O Presidente Marcelo vai condecorar os jogadores da seleção. Para variar, depois de Cavaco, é uma lufada de ar fresco, premiar alguém que "deu" alguma coisa aos portugueses em vez de tirar.

 

Já pagaram a música de apoio à seleção ao Pedro Abrunhosa, ou ainda estamos naquele período que se pode rescindir o contrato?

 

Também gostei imenso dos franceses não terem posto a Torre Eiffel com as cores de Portugal, como previsto, e sim as da França. Foi ainda mais saboroso termos a verdadeira noção da azia dos "avecs", que pelo menos chegou à altura da Torre Eiffel, ou a um melão que não passa no Arco do triunfo.

 

Não percebo nada de futebol e como soube bem confirmar isso.

 

Fernando Santos colheu os frutos da boa pessoa que é. Continua a valer a pena ter valores. Não acho Fernando Santos um grande treinador, mas o que eu acho vale tanto como as previsões da taróloga! Parabéns Engenheiro!

 

PS - A sorte dá muito trabalho!

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publicado às 04:24

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Estamos na final!

 

Ponto de ordem: com o resultado de ontem, Portugal, será uma das duas melhores seleções da Europa. Isto para a nossa autoestima é muito bom, pois os emigrantes só se podiam orgulhar de serem cidadãos de um dos países mais corruptos do mundo.

 

Segundo ponto de ordem: gostava bastante que ganhássemos à Alemanha na final, principalmente porque ficaria muito feliz se visse Passos Coelho a sofrer. Depois ninguém gosta de ver um cidadão alemão a fazer a festa em nossa casa.

 

Entrando no que interessa, Fernando Santos acompanhou Ronaldo e disse "que se fo*#", e experimentou a pôr a jogar os melhores jogadores. Como qualquer pessoa, um treinador também está sempre a aprender, e o selecionador aprendeu que, se puser os melhores jogadores em campo, há o risco da equipa melhorar, como tem acontecido.

 

Fernando Santos é um homem de palavra! Coisa rara nos tempos que correm. De repente, que me lembre, o último homem que prometeu alguma coisa em Portugal e cumpriu foi o Manuel Palito. Imaginem que Fernando Santos trabalhava no Expresso e tinha prometido divulgar os nomes do "Panamá Papers". Hoje já sabíamos quem eram os jornalistas que Ricardo Salgado abonava para darem notícias fofinhas sobre o BES. Assim, só temos…"jornalistas". Tomáramos nós que António Costa fosse como Fernando Santos. Por exemplo, António Costa, prometeu devolver o IRS dentro dos prazos, o que já não vai suceder, segundo o governo, "por problemas informáticos" (são os mesmos computadores que Passos Coelho usava - de certeza). No entanto, prometeu igualmente que Domingo iria assistir ao jogo decisivo, mas aqui tenho uma fezada que não vai falhar a promessa. Dentro deste espírito festivo, o mínimo que espero do primeiro-ministro, e não duvido que o irá fazer, é que convide para viajar no seu avião, todos os portugueses que tinham tudo programado para se deslocarem a França para assistir ao jogo da final, mas estavam à espera da devolução do IRS para o fazerem. Curiosamente são os mesmos a financiar tão belo passeio.

 

Agora que alcançamos o jogo mais desejado, ficava bem o selecionador nacional agradecer a quem nos carregou até esta final e tão esquecido tem sido: falo obviamente de Arnor Traustason. Este senhor com nome de pomada para o reumático, marcou o golo da Islândia ao 94 minutos, que nos colocou a defrontar seleções onde Fernando Santos em vez de dizer os nomes dos adversários, falou no 8, no 7, no 15, no 24, etc. A seguir, para variar, vamos enfrentar uma seleção (França ou Alemanha) em que a maioria dos jogadores não tem o objetivo de tirar uma selfie com Cristiano Ronaldo. Vai ser interessante analisar esta nova realidade.

 

Eu admito que não tenho sido um fã do futebol da seleção, mas ao ouvir Quaresma fiquei radiante. Disse o extremo, que aos críticos, a única coisa que tem para dizer é: "convidá-los para ir ver a final". Caro Quaresma, Domingo às 11 em frente ao Colombo. Sou o de camisa preta e sabrinas, só para ser mais fácil identificar.

 

Podem dizer o que quiserem, mas a evolução do futebol luso tem sido como aquela senhora que parecia um chouriço embalado em papel de jornal, que conseguiu enganar um para casar, mas que depois do divórcio, surge como um paio fumado, premiado na feira do enchido de Paio Pires. Começou no ginásio, passou a namorar o jardineiro da câmara municipal, mete fotos no "face" a fazer boquinhas, e arranjou um email, loba.madura69@gmail.com, condizente com o novo estado de espírito. Ou seja, é a vizinha do 5º andar que ninguém dava nada por ela, mas que depois confirmou o potencial que desconfiávamos que tinha.

 

Para terminar, Gareth Bale foi para casa; Messi levou 21 meses de cadeia, por andar a "fintar" o fisco"; e Ronaldo… continua a ser o melhor do mundo.

 

Também queria ter falado sobre o desvio de três mil milhões da Caixa Geral de depósitos, que todos temos de ir lá cobrir, mas o que é isso ao pé da qualificação para a final?

 

Força Portugal!

 

PS - Estimada comunicação Social: vamos parar com a conversa de que os jogadores carregam o  "sonho do povo português em vencer o europeu". O sonho é deles. É a profissão deles. Nós só gostamos de bola. Parem de tentar que "bola" seja mais que "bola". Os portugueses querem ganhar o europeu, é um facto, mas acreditem, que os "sonhos" dos portugueses, andam longe, muito longe, de passarem por aqui. Se formos campeões, todos iremos continuar na mesma, o país na mesma, e a vida de cada um…na mesma. Os "sonhos" passam por nós e os nossos terem saúde, haver trabalho, sermos felizes, etc.  Vamos com calma, a sério.

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publicado às 03:53

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(Faço uma declaração inicial. Tudo o que escrevi até à última crónica, partiu da premissa que teríamos de ganhar jogos para chegar à final. Faço mea-culpa)

 

Antes de tudo quero dizer que vi o jogo completamente descansado, com a certeza que íamos ganhar, depois de ler que Lewandoski prometeu à mãe que ia "eliminar Portugal". Não tinha hipóteses pois Fernando Santos prometeu à mulher "que ia à final"...e com a mulher não se brinca. Uma coisa é prometer à mãe, que releva tudo o que os filhos dizem e não cumprem, outra é prometer à mulher e dar o dito pelo não dito...Ui ui.

 

Dito isto, já nem tenho palavras. Mourinho e Guardiola, dois dos melhores treinadores do mundo, cada um à sua maneira, trouxeram coisas novas ao futebol, mas longe daquilo que Fernando Santos está a fazer: chegar às meias finais de um europeu sem ganhar um único jogo dos cinco já disputados; só para predestinados. Até parece António Costa que chegou a primeiro-ministro, sem ganhar as eleições. Ganhar para vencer, em Portugal, está a ficar démodé. Infelizmente Passos Coelho ainda faz parte do tempo das vitórias morais, e continua a comportar-se como se fosse primeiro-ministro, e se alguém lhe passasse cartão, além do Shauble e da gorda alemã.

 

Para verem a proeza do feito, a Polónia, venceu dois jogos e foi para casa, número máximo de vitórias que podemos alcançar até o fim do europeu. Dizia um comentador, que Portugal tem tido a "estrelinha" de campeão. Portugal não tem tido estrelinha de campeão, Portugal reservou uma constelação. Hoje o selecionador nacional esticou-se e quis mostrar ao mundo que tem tudo controlado. Está tranquilo. Nós é que nos podemos ficar com estes jogos, dado não sermos pessoas com tanta fé. O engenheiro leva a fé tão a sério, que a Nossa Senhora do Caravaggio, a Santa Protetora de Scolari, nem sequer entrou nos 7 Santos Protetores convocados pelo selecionador nacional. Para Santos, só Santos de confiança! Acredito até que devemos ter um Santo grego. Nada mais justo que vermos um dos Santos Protetores de Fernando Santos receber o Santo de Ouro, na eleição para a UEFA do melhor Santo Europeu.

 

Apesar de tudo, é opinião unanimemente aceite que dos cinco jogos disputados, este foi o empate mais convincente, aquele de encher o olho; no fundo, um empate sem espinhas. Foi um empate que nos reforçou as esperanças de podermos empatar o próximo jogo.

 

O selecionador nacional disse no fim do jogo que, "sentiu muita inexperiência no meio campo, por ser jovem, e que isso paga-se caro". Sem dúvida, todos eles são jogadores que não estão habituados a jogar para o empate, e uma vez por outra tentam ganhar o jogo, e isso destabiliza a equipa. Eu começo a dar a mão à palmatória, o engenheiro é que sabe!

 

Um pouco por essa Europa fora, mutos analistas dizem que ainda não perceberam a forma de Portugal jogar. Que em cada jogo apresenta-se de uma maneira diferente. Mas amigos, este é o segredo. João Mário no Sporting joga ao centro e na direita, na seleção, joga à esquerda. Renato Sanches contra a Polónia, na primeira parte fez um jogão à direita, não segunda, foi enviado para a esquerda. Até Fernando Santos que é engenheiro surge como selecionador. Mesmo Ronaldo ultimamente tem tido momentos frente à baliza em que se  disfarça de Eder só para baralhar as defesas. São estas combinações sem sentido que acabam por confundir os nossos adversários e nos guindam às...coisas (ia dizer vitórias). 

 

Por fim, depois do Shauble vir fazer um frete aos especuladores, para nos irem ao bolso, dizendo que Portugal precisava de um novo resgate financeiro, vimos em campo outro gatuno alemão, que nos queria gamar as meias-finais, ao não assinalar duas grandes penalidades. Venham esses alemães na final (calma, que ainda falta um empate para a final)!

 

É continuar neste caminho! O caminho da fé. Se a fé move montanhas, quem sabe não move o caneco para as nossas mãos?

 

Força Portugal! 

 

Bom fim-de-semana a todos!

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publicado às 01:32

Brexit à lá Cavaco: 28-1=27

por Gajo, em 29.06.16

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Ponto de ordem. Não ouviram o Cavaco, aquando da possível saída Grécia da UE? "Não tem importância, 28-1=27. Ficam 27". Não percebo o drama que anda aí com a saída do Reino Unido. É verdade que Cavaco não diria isto dos ingleses, pois são eles que metem "gasoil" na bomba de gasolina que tem no Algarve. Alguém que passa pelas dificuldades conhecidas, não iria hostilizar dos seus melhores clientes. Mas só por isso, nada a ver com Portugal…

 

O problema de Cavaco é que é um homem com a credibilidade da taróloga da SIC, que manda a mulher que é vítima de violência doméstica, "mimar o marido" depois deste lhe chegar a roupa ao pelo. Infelizmente, e continuando neste caminho, daqui a meses poderemos ter três homens completamente chanfrados no comando de três dos países mais importantes do mundo: Trump (EUA), Johnson (Inglaterra), e Merkel (Alemanha).

 

Entrando verdadeiramente no tema, para parte do Reino Unido o boletim de voto funcionou como levar o telemóvel para uma noite de copos. Pensem comigo: por exemplo, os ingleses, ao acordarem e se depararem com os resultados do referendo, sentiram-se mais ou menos como quando apanhamos uma bebedeira, e acordamos ao lado da ex namorada psicótica, que entretanto já foi a casa buscar a escova dos dentes e já mostra catálogos de vestidos de noiva para o casório.

 

Ouvindo e lendo muitos testemunhos de votantes no "Leave" (saída), onde diziam "que nunca pensaram que o seu voto contasse", e que nunca "esperaram sair da União Europeia", confirmei finalmente a minha tese que um povo que usa sandália com meia só podia ter uma relação complicada com o raciocino. Ou isto ou a malta foi votar com os óculos com que Fernando Santos vê as exibições do Moutinho.

 

Por outro lado, não deixou se ser enternecedor, os mentores da "saída", logo no dia a seguir, terem dito que a saída da UE, "deveria ser lenta", e que queriam "manter boas relações com a Europa". Por outras palavras foram um bocado como eu, quando saí de casa: passei a viver sozinho…mas ia comer à casa do pais e levava a roupa para a mãe lavar. Saí com um grande peito, mas acabei por ir perdendo fôlego com o passar dos dias… No entanto, compreendo que é chato, perceberem de repente que vão sair da UE sem "receberem os dois contos". Pessoalmente estou disponível para deixar que regressem à UE, desde que tenha a Premier League à borla. No caso do Reino Unido quiser mesmo ficar, e voltar atrás na decisão, sugiro o Paulo Portas para liderar o processo.

 

Uma das razões que levou a este resultado no referendo foi o facto de os ingleses não quererem mais emigrantes e se quererem ver livres de muitos. Para um país que colonizou parte do mundo à chapada, e é hoje um país dos mais ricos do globo, muito devido aos emigrantes que necessitaram para crescer e evoluir como país, não deixa de dizer muito sobre o seu ADN (daí não ser de estranhar a grande amizade com os Alemães). Os emigrantes (e a UE) para os ingleses são aqueles tipos que não bebem e que nas saídas à noite conduzem o carro, para eles se divertirem, mas que no Verão nunca são convidados para ir à Quinta do Lago, à casa com piscina do gajo rico. Imaginem que o mundo fazia aos ingleses o que eles estão a fazer aos emigrantes que lá têm…Para mim, para sentirem o quanto são estúpidos neste ponto, era cortar-lhes a cerveja no Algarve e vender-lhes garrafas de água a 50€.

 

Se um país que exporta 50% para a UE, tem 5% de desemprego, manteve a sua própria moeda, e utilizava a União Europeia a seu belo prazer, decide sair; Portugal, no mínimo, devia pedir para mudar de Continente. Também não deixou de ter a sua piada, ouvir nos programas de "antena aberta", exigirem que o Reino Unido, muito importante na nossa balança comercial, "saia rapidamente" e que "não fazem falta nenhuma". Pessoal, eles sabem que Portugal existe por causa do Algarve. Eles conhecem tanto Portugal, como sabem que há protector solar, e que convém pôr quando se vai à praia às três da tarde, meia hora depois de sair do avião. Nós é que precisamos deles, e vamos continuar a precisar. Faz-me lembrar aquela história do elefante que vai a passear com a formiga, ao que a formiga diz: "já viste o pó que vamos a levantar"?

 

Olhando para o quadro mais abrangentemente, vemos que Durão Barroso é o "beijo da morte". Esteve na Cimeira da Lages, que deu origem a uma guerra, que ajudou ao mundo a estar como está hoje. Foi presidente da UE, deixando a Europa num caos, estando nós a ver os resultados; e já quando fugiu, presenteou-nos com…. Santana Lopes… Tenham medo, tenham muito medo…ele voltou a Portugal…

 

O povo votou e isso tem de ser respeitado, apesar de serem mentiras de políticos e xenofobismo os principais motivos da sua saída da União Europeia… sem esquecer que no Google do Reino Unido, nas primeiras horas depois de conhecido o resultado, as principais pesquisas incidirem em questões como: "o que é a União Europeia"… Preocupante…O clima, com eles, nem serve de desculpa…

 

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publicado às 01:47

A "vaca" que nos faz rir

por Gajo, em 27.06.16

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Mais uma vez reforço a minha crescente admiração pelo selecionador nacional. Quando jogava para o empate nos últimos minutos com a Hungria, que nos levou a qualificar à rasca, e nos punha frente à poderosa Inglaterra, viu a Islândia marcar um golo nos descontos, que nos colocou com o caminho mais fácil para chegar à final. Frente à Croácia, estava Portugal todo borrado, já depois de entrar Danilo em campo para aguentar o empate e tentar ir às grandes penalidades, levamos com uma bola no poste, e no desenrolar da jogada marcamos um golo. Sem querermos ganhar, estávamos nos quartos. Dizem que o comboio passa uma vez na vida e temos de o apanhar. Fernando Santos só pode ser o dono da estação. Se Fernando Santos fosse um desempregado, não mandava currículos, sentava-se no sofá, e batiam-lhe à porta com meia dúzia ofertas de emprego. Há treinadores com "vaca" como se costuma dizer, mas Fernando Santos gamou a "vaca". Com Fernando Santos os astros não se alinham, Fernando Santos é que alinha os astros.

 

Dito isto, Fernando Santos continua a dar novos mundos ao mundo do futebol. Se já havia a tática de jogar com um autocarro à frente da baliza, Portugal inovou com dois autocarros, no jogo com a Croácia. Marcar golos num jogo de futebol para Fernando Santos não tem importância. Todos fazem isso. O homem de sucesso é o que descobre novos caminhos para as mesmas coisas. Fernando Santos é uma pessoa que quando vai à praia, nunca se levanta para ir à água: espera que venha uma onda até à cadeira para molhar os pés, mesmo com a maré vazia e o mar raso.

 

Os croatas ficaram meio azedos com a vitória de Portugal, mas já deviam saber, que tinham de ter "um olho no melhor do mundo, e outro no cigano". Eu fiquei contente porque acho que Quaresma, além de um enorme jogador, merece tudo de bom. É um talento e se há treinadores que transformam jogadores em melhores jogadores, Fernando Santos transformou Quaresma na sua "pata de coelho".

 

Agora temos de ter fé que Fernando Santos mantenha a "felicidade" de os jogadores em menor rendimento se continuem a lesionar, para que não tenha a hipótese de pôr um 11, que nem a taróloga da SIC se atreveria a adivinhar. Precisamos assim, que Moutinho não recupere, que André Gomes, tenha uma pequena cárie, e que Vieirinha não leve um copo de leite morno ao quarto do engenheiro, para quinta feira termos a melhor equipa em campo. Com todos os jogadores disponíveis o engenheiro ja provou que podia ser adjunto do Freitas Lobo.

 

Agora é continuar como até aqui. Confiança nos jogadores e esperar que a "vaca" do Fernando Santos nos conduza à final.

 

Força Portugal!

 

PS - Vamos ter de falar no Brexit, nas eleiçoes espanholas, e afins…não temos?

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publicado às 01:08

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Espetáculo. Portugal fez história no europeu: foi a primeira equipa de sempre a passar a fase de grupos sem uma única vitória. É mais ou menos como surgir uma mulher grávida sem praticar o coito. É certo que isto já aconteceu, e com isso nasceu Jesus. Só para verem a dimensão do feito. A tática de Portugal é de empate em empate até ao empate final.

 

No entanto o nosso mister está muito à frente, a minha vénia. Tudo isto foi pensado para fugir aos tubarões. O próximo jogo é com a Croácia e, se passarmos, jogamos a meia final com o vencedor do Roménia vs Suiça. Eu já não digo nada, mas não me admirava que no jogo da final defrontássemos a equipa de manutenção da Torre Eiffel. Já a Espanha se quiser chegar ao jogo decisivo, poderá ter que eliminar, a Itália, França, ou Alemanha, por exemplo. Resumidamente andamos a disputar um Europeu à parte, mas para totós, e estamos a sair-nos muito bem. Só para visualizarem a situação, ontem, com a Hungria, tivemos um ícone sexual, à escala mundial, de um lado, Cristiano Ronaldo e, do outro, um guarda-redes que jogou com a roupa com que se levantou da cama. Ele próprio diz: "as calças são muito confortáveis". Independentemente do gosto duvidoso para a moda, é um guarda redes do...Kiraly, que é o nome dele…

 

Moutinho continua marcar livres e cantos. Dito isto, receio verdadeiramente que Fernando Santos no próximo jogo entre em campo com uma bengala e um cão. Quanto àquele papel que Fernando Santos mandou dar a Ronaldo durante o jogo, não era a táctica, mas sim a prometer se ele nos lavasse à qualificação, deixaria a Dona Dolores fazer o 11 para o jogo com a Croácia. Chegados a esta altura, o selecionador tem tanta noção da equipa que deve pôr a jogar, como o Paulo Portas tem de construção civil. E não é por isso que não vai para a Mota Engil.

 

Messi na madrugada de quarta feira marcou um livre, no mínimo, do outro mundo e, Ronaldo, ao fim do dia, elevou o nível da competição entre estes dois astros, com aquele fabuloso…arremesso do microfone da CMTV. Para Messi igualar esta performance, só se atirar para dentro de água, o inspetor das finanças, que todos os anos o acusa de fugir aos impostos.

 

A CMTV, é aquela televisão que publicou a notícia que Ronaldo andava envolvido com menores de idade, insinuou que é gay; perguntou a Bárbara Guimarães, à frente dos filhos, se foi violada pelo padrasto; ou que num funeral de uma criança, onde a família pediu à comunicação social para respeitarem o momento, decidiu usar um drone para obter imagens. A minha condenação ao gesto de Ronaldo é que me pareceu que havia uma fossa mais frente para enviar o microfone.

 

Por fim, sobre Ronaldo, e sobre alguns, poucos, é certo,  que acham que Ronaldo não brilha na selecção, convém ter presente que a pessoa que iria substituir o melhor do mundo seria o Eder, com quem o guarda redes hungaro recusaria a trocar as calças de fato treino, na berra no tempo em que o fax funcionava como watsapp, pelo equipamento todo do avançado português. Mais uma vez não fora Ronaldo, não havia bolachinhas.

 

Vi também com atenção o último jogo da Alemanha, e o seu treinador, que durante as partidas anteriores levou a cabo autênticos banquetes corporais. Portou-se muito bem: não passou a mão pelo papa-formigas zarolho, ou na fenda anterior; não cheirou, ou petiscou, mas suspeito que acabou o jogo já com um ratinho no estômago.

 

Para terminar, e quando se esperava um jogador para falar à imprensa, na zona de entrevistas, eis que aparece o Professor Marcelo. Só lhe faltava uns phones e o boné virado ao contrário para poder ser convocado para o lugar de Moutinho. Mais ritmo e dinâmica tem de certeza.

 

Força Portugal!

 

PS- Mário Centeno falou ao país sobre a Caixa Geral de Depósitos 1 hora antes do jogo de Portugal. Nada melhor que falar num tema sem importância para os portugueses, na hora do futebol, para passar entre os pingos da chuva. Um sinal que tudo está a correr bem, e que podemos estar descansados. A honestidade dos políticos nunca nos desilude! Haja alguma coisa com que podemos contar!

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publicado às 02:07

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Depois das declarações de ontem de Fernando Santos, tivemos pela primeira vez em direto o pedido de divórcio de um selecionador nacional. Quando todos pensávamos que ele ia falar da seleção, o que ouvimos foi uma serie de recados à sua mulher. Vejamos:

Fernando Santos disse que já informou à família "que só regressa a Portugal dia 11 de Julho", dia da final do europeu de futebol. Com o futebol que Portugal pratica e com as escolhas dos jogadores que faz, a primeira coisa que a sua mulher devia fazer imediatamente era começar a investigar para onde é que o marido vai a partir da próxima quarta feira. 

Se não ficaram convencidos, e pensam que estou louco, reparem na próxima frase do selecionador nacional: "só volto a Portugal como campeão europeu". Chega? Isto é o novo, "amor, vou ali comprar tabaco, já volto". Reparem: "Amor, não percebo nada disto e vou ali ganhar o europeu, já volto". Não é o mesmo? Ah pois é, tenho olho de lince para estas coisas. Só acho mal trazer assuntos domésticos para a praça pública. Provavelmente a senhora carrega no sal. 

Ainda assim dou de barato que Fernando Santos não esteja bem da caixa das decisões. Costuma dizer-se que por norma quando falamos muito numa coisa, queremos dizer exatamente o contrário. Por exemplo, no atentado de Orlando, soube-se que o terrorista era homofóbico, vindo depois a descobrir-se que era frequentador da discoteca gay, e que afinal gostava de dançar Flamenco de leggins laranja e com o salto agulha ao contrário. Já Fernando Santos, diz tantas vezes "na realidade", que só pode ser para se convencer que João Moutinho "na realidade" faz sentido a titular. Só esperamos que Fernando Santos não se passe outra vez e meta o João Moutinho a marcar livres e cantos. Dá cabo de 11 milhões.

A propósito deste tema, tenho receio que no futuro a seleção tenha problemas com a justiça, quando se descobrir que Fernando Santos é para João Moutinho o mesmo que Santos Silva era para José Sócrates: o melhor "amigo". Em tudo igual: Sócrates não tinha onde cair morto, e foram-lhe "emprestados" 20 milhões, enquanto João Moutinho, joga atualmente o mesmo que a minha mãe quando está aflita do joelho, e é titular da seleção. Coisas de engenheiros.

No entanto se Fernando Santos decidir regressar a Portugal, acho que só vai encontrar emprego como administrador na Caixa Geral de Depósitos. Primeiro, porque quem tem 19 administradores pode ter 700, dado que os ordenados vêm do "poço". E em segundo lugar, pela última amostra de selecionadores, e estado do banco público, há uma combinação perfeita, pois são dois empregos que não é preciso perceber nada do assunto para assumir o cargo.

Nunca pensei dizer isto, mas neste momento a coisa mais animada relativamente à seleção é a música "fúnebre" do Abrunhosa. Pior ainda é Fernando Santos fazer o 11 com os óculos do cantor. Não sei se notaram, mas a música deixou de passar. E é lógico, dado que o título da canção é: "Tudo o que eu te dou". Ao nível das promessas a seleção está como os políticos. Em campanha, "Tudo o que eu te dou"; a governar, "Tu me dás a mim". Nós cá vamos apoiando, financiando, e batendo palmas, vitórias é que está de chuva.

Força Engenheiro! Força Portugal!

PS - Força Eder!

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publicado às 03:59

"Xéf" - É fino passar fome...

por Gajo, em 04.04.16

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Hoje em dia o que é um restaurante bom tem vindo a sofrer alterações. Hoje um restaurante bom, já não é um restaurante, mas sim um "espaço para disfrutar", onde o "chef" (isto tem de ser dito com contração do abdominal… "xéf"...ganda pinta hem?) adota um nome também gourmet, tipo François de Mendonça, para dar o ar aquele ar que o tomate-cereja vem da região demarcada de Bordéus. Estes "espaços", se o "xéf" estiver à rasca de dinheiro, podem sem abertos numas ruinas ou armazéns, sendo apresentados como "espaços rústicos", que pretendem captar a essência do local.

 

Antigamente íamos a um restaurante comer, agora vamos a uma cena em que temos de levar um poliglota para decifrar a ementa, se não queremos fazer figura de ursos; e uma lista de todas a ervas e ramagens que normalmente ninguém conhece ou tem na cozinha. Uma pessoa que seja alérgica a coisas e não saiba está à rasca nestes restaurantes. Nunca sabe o que está a comer. Peixe e carne é o básico, mas o resto que eles inventam para cobrar 100 euros por pessoa é que é o problema. (Por exemplo, amendoins são uma iguaria que em restaurantes que querem a estrela do penu, combinam com tudo, desde a entrada à sobremesa, e ainda os podemos levar no bolso para enganar a fraqueza mais tarde).

 

Igualmente fundamental, num antigo bom restaurante, o prato tinha de vir bem composto de comida; nos novos restaurantes é um insulto um prato trazer comida que sacie a fome da pessoa. É fino que o cliente saia do restaurante cheio de fome, pois ele não vai jantar, "mas disfrutar de "experiências" e " combinações de sabores". Por exemplo: mel envolto numa colher de mostarda com smarties, que tempera uma pequena ripa de robalo, robalo apanhado enquanto fazia crossfit, daí o sabor impar que tem, é uma experiência única. São raros os robalos atletas. Este prato poder-se-ia chamar: "Rouball au Crossfi". Importantíssimo um fio de azeite em forma de onda a sujar o prato, que dê a ideia que é preciso ir à máquina para lavar. Normalmente um prato destes é uma descoberta do "xéf", que esteve no Brasil 15 dias, calhando ter apanhado a altura do carnaval. Um pedaço de hortelã no prato para encher, pode atirar o imaginário para a Amazónia. É preciso dar lógica à fome que passamos. Se entrarmos no espírito, com um pé de salsa,  só não vemos um jacaré e um indio se não quisermos.

 

Nos bons restaurantes antigos, pagava-se a quantidade de comida, nestes novos bons restaurantes, paga-se a quantidade de prato que leva os apontamentos de comida. Um pires chegava e ainda poupavam na loiça. É só uma sugestão minha. A cozinha de um restaurante fino é feita a pensar em qualquer coisa "que nos faça viajar": a pensar "no mar", ou na "história portuguesa". Ou seja, além "da combinação de sabores", ainda pagamos mais 20 ou 30 euros para pensarmos numa coisa que já pensamos quando comemos um carapau ou um cozido.

 

Nestes restaurantes "fashion" um carapau  "alimenta" 4 pessoas e para fazer um cozido, basta uma pequena cirurgia à vaca, pois não vale a pena matar o bicho para a quantidade necessária. Se forem só duas refeições o animal fica só com uma pequena ferida. Isto é verdade, já vi acompanhamentos para beber uma imperial mais robustos que determinados pratos nestes restaurante de "luxo".

 

No entanto, se admitirmos que não nos conseguimos alimentar com "combinações de sabores, somos considerados labregos, que têm o rótulo de "pobres" gravado na testa. É de bom tom, que quando nos apresentam a conta, façamos um ar que não é caro. Aliás, até é barato "para o sítio". "Ontem fui ao "espaço maison", paguei 200 euros por uma lasca de javali, uma batata anã, e meia folha de alface e não achei caro". 

 

Pessoalmente se for assaltado insisto a que pelo menos me apontem uma navalha, ou sejam das finanças, em sinal de respeito. Mas isto sou eu!

 

A música é chillout para relaxar. Convém que a pessoa relaxe e fique com sono. Quando temos sono comemos menos para não irmos para a cama de barriga cheia. Se põem um rock têm que ir para a cozinha fazer bitoques gourmet.

 

Os empregados são simpatiquíssimos e andam em pontinhas dos pés, normalmente como se estivessem assados, para dar aquele aspecto elegante. Trazem a conta sempre recipientes fechados, tipo caixas da "Dinastia ,Ming" compradas na loja dos "trezentos", mas que nos fazem acreditar que estamos em Las Vegas. Fino é hoje, comer pouco e pagar muito. Pagar pouco e comer bem, está démodé.

 

Depois disto tudo e  de "experimentarmos os sabores", arrancamos para uma roulotte para finalmente jantarmos.

 

A minha sugestão final para quem vai a estes sítios é que antes avie um farrajão de pão, nem que seja barrado em Vaqueiro, só por via das dúvidas...

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publicado às 02:15

XAU Aníbal

por Gajo, em 09.03.16

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Yeahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, a Cavacaria vai desamparar o Palácio de Belém. Antes de extravasar a alegria que me vai na alma deixo um alerta: quando Cavaco for a passar a porta do Palácio de Belém, sugiro uma revista ao carro. Nunca fiando. O Palácio de Belém tem uma fortuna em pratas e sabe-se as dificuldades que o Cavaco passa devido à sua parca reforma.  Para conseguir rendimentos ainda veremos Cavaco Silva entrar na organização de festivais de verão, dado que o seu genro comprou o pavilhão atlântico a preço de saldo, num negócio de ocasião. (O Cavaco e a família têm tido bastante felicidade nos negócios em que e metem). No entanto não o punha na bilheteira. Ele é um bocado esquecido e ainda confundia o bolso com a caixa registadora. E digo isto sem maldade. Cavaco é um homem já com alguma idade, que já não diz nem faz coisa com coisa. Disse que o "BES estava sólido", dizendo depois, "que nunca tinha falado do BES". Coitado!

 

Ainda me lembro do insulto vil de que Cavaco foi alvo. Recordam-se daquele cidadão posto em tribunal por ter "mandado o Cavaco trabalhar"? Era o que mais faltava! A única vez que Cavaco trabalhou foi a contar os lucros das ações do BPN. Cavaco Silva teve o seu primeiro calo aos 70 anos, quando se deixou dormir em cima da mão. Cavaco optou pela reforma, em vez do salário de Presidente, por alguma coisa foi. Salário está conotado com ter de trabalhar  para fazer valer o ordenado. A reforma já é quando se vive dos "rendimentos". Alguém exige a um reformado que trabalhe? Ah pois é!  Cavaco Silva não enganou ninguém! Infelizmente apanhamos um reformado daqueles que gostam de chatear, com maus fígados, e como não sabem o que fazer à vida, passam o tempo a entalar os outros.

 

Basicamente o que Cavaco queria era o que todos os reformados querem: uma casa com jardim, ao pé do mar, para levar os netos a brincar. Se for à conta do erário público, muito melhor. O Palácio de Belém nos últimos 10 anos não passou de um lar gourmet.


Portugal teve no últimos anos várias calamidades que o jogaram para a desgraça: as falências dos bancos; a dívida pública; e o Cavaco. Cavaco, de longe, a mais grave. Muito próxima da peste.  "Há os Lesados do BES",  do BPN, Banif, BPP, mas todos somos "Lesados do Cavaco". Cavaco é como cocó no sapato. Há 30 anos que está colado.
Vejam bem. Foi com Cavaco a Primeiro Ministro que se "privatizou a banca", ou seja, entregamo-la à "malta de confiança",  dele. E foi com Cavaco a Presidente, que a "nacionalizamos", a troco de 16 mil milhões de euros do povo, que "financiaram" as "brincadeiras" da tal "malta de confiança", dele. Mas alto, que temos um presidente que diz que precisavam de nascer duas vezes para serem mais sérios que ele". Claro que estamos a falar de um homem que tem como referências, Dias Loureiro, Oliveira e Costa, Duarte Lima, Filipe Menezes, entre outros, da mesma craveira. Para mim, tendo em conta a estirpe, parece-me que nascer duas vezes é pouco. Só duas vezes, ficaríamos com um país onde os "Irmãos Metralha" se sentiriam em casa.


Foi  Cavaco a Primeiro Ministro que acabou com as pescas e com a agricultura. É Cavaco a Presidente que diz, termos que apostar no mar, pescas, e na agricultura. Cavaco certamente discutia as decisões a tomar com um pote de doce de morango, que lhe ia dizendo como deveria agir. Com o tempo o pote amadureceu, tornou-se sábio, e Cavaco deixou de o ouvir, passando a Nossa Senhora a ser sua conselheira, dado ser, como todos sabemos, fortíssima em matéria económica e em negociações com a Troika.


Para terminar, Cavaco Silva, nos discursos, fala sempre no povo e do quanto gosta dele. Para isso, promulgou orçamentos de estado inconstitucionais, que cortavam salários e pensões. Tudo a bem do povo, claro. Para Cavaco Silva, durante os seus mandatos como Presidente, a Constituição não passou de belíssimas acendalhas para acender a lareira quando se tratava do povo, e um livro de culto, quando chegou o momento de defender a "estabilidade do sistema financeiro" e a "solidez do tecido empresarial". No fundo, Cavaco, está para o povo como Erica Fontes está para o matrimónio.


Assim, Cavaco Silva, não deixa um "legado" como falam, mas sim, um "rasto" de 30 anos. Um rasto de Duarte Limas, Salgados, Loureiros, 4 bancos falidos; empresas como a PT, destruídas; empresas como a EDP, CTT, TAP, ANA etc, oferecidas, e a presidência da República com o prestígio da barraca das adivinhações de Marques Zandinga Mendes.


Vai e não voltes! Olha, escreve "Roteiros" e vende-os nas Selvagens às Cagarras.

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publicado às 01:36


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